O estado da Cultura em Portugal é simplesmente confrangedor. Museus a fechar parcialmente, mais uma vez, por falta de pessoal de vigilância e uma ministra a imputar as culpas a um director geral. Estou pasmo!
Este problema atravessa governos há já mais de uma dezena de anos, e a senhora ministra desculpa-se dizendo que não foi alertada a tempo (?). Até parece que estamos perante um problema novo, e que Isabel Pires de Lima não teve tempo para o resolver definitivamente.
Isentos de culpa, também não estão certamente os directores dos Museus, Palácio e Monumentos, porque se foram contentando com a situação de contratos precários e com uma rotatividade absolutamente pouco recomendável a todos os títulos, do pessoal de vigilância, preferindo não levantar ondas, tentando assim ficar nas boas graças da tutela. Mas o que é mesmo incompreensível, é que a senhora ministra, responsável máxima pelo sector, venha declarar que “não há a mais pequena responsabilidade do Ministério da Cultura neste assunto”, quando ainda há poucos meses se verificou idêntica situação, para a qual se obtiveram contratos por 4 meses, que obviamente foram sancionados pelo seu gabinete.
Ontem à tarde veio a público a notícia de que o ministro das Finanças já tinha assinado o despacho autorizando a permanência de 90 funcionários (tarefeiros?) por um período de seis meses, pretendendo-se assim afirmar que a situação estava resolvida.
Desenganem-se todos, porque o problema persiste com toda a precariedade existente até aqui, e considerando que os contratos acabam por volta do mês de Maio, e já estaremos então no começo da época alta de visitantes, os problemas acumulam-se até lá, não permitindo uma correcta gestão de pessoal, no que concerne a férias e outras actividades dos próprios serviços, já que a incerteza da renovação de contratos vai durar até ao fim, e provavelmente muitos lugares irão ser preenchidos por outro pessoal, que terá naturalmente que ser integrado nestas tarefas e que demoram o seu tempo a ter uma prestação normal nas tarefas que nunca antes desempenharam.
Isto não passa de mais um penso rápido colocado sobre a ferida, porque estas são necessidades permanentes de pessoal, e não um reforço aceitável para fazer frente aos períodos de férias e de natural aumento do fluxo de visitantes.
Saliento, porque completamente fora do contexto actual, a frase de Isabel Pires de Lima: “A vertente museológica é uma das prioridades da tutela (Cultura)”. Olha se não fosse…!
Um artigo que vos recomendo de 6 de Agosto de 2007. Afinal Enganei-me
Este problema atravessa governos há já mais de uma dezena de anos, e a senhora ministra desculpa-se dizendo que não foi alertada a tempo (?). Até parece que estamos perante um problema novo, e que Isabel Pires de Lima não teve tempo para o resolver definitivamente.
Isentos de culpa, também não estão certamente os directores dos Museus, Palácio e Monumentos, porque se foram contentando com a situação de contratos precários e com uma rotatividade absolutamente pouco recomendável a todos os títulos, do pessoal de vigilância, preferindo não levantar ondas, tentando assim ficar nas boas graças da tutela. Mas o que é mesmo incompreensível, é que a senhora ministra, responsável máxima pelo sector, venha declarar que “não há a mais pequena responsabilidade do Ministério da Cultura neste assunto”, quando ainda há poucos meses se verificou idêntica situação, para a qual se obtiveram contratos por 4 meses, que obviamente foram sancionados pelo seu gabinete.
Ontem à tarde veio a público a notícia de que o ministro das Finanças já tinha assinado o despacho autorizando a permanência de 90 funcionários (tarefeiros?) por um período de seis meses, pretendendo-se assim afirmar que a situação estava resolvida.
Desenganem-se todos, porque o problema persiste com toda a precariedade existente até aqui, e considerando que os contratos acabam por volta do mês de Maio, e já estaremos então no começo da época alta de visitantes, os problemas acumulam-se até lá, não permitindo uma correcta gestão de pessoal, no que concerne a férias e outras actividades dos próprios serviços, já que a incerteza da renovação de contratos vai durar até ao fim, e provavelmente muitos lugares irão ser preenchidos por outro pessoal, que terá naturalmente que ser integrado nestas tarefas e que demoram o seu tempo a ter uma prestação normal nas tarefas que nunca antes desempenharam.
Isto não passa de mais um penso rápido colocado sobre a ferida, porque estas são necessidades permanentes de pessoal, e não um reforço aceitável para fazer frente aos períodos de férias e de natural aumento do fluxo de visitantes.
Saliento, porque completamente fora do contexto actual, a frase de Isabel Pires de Lima: “A vertente museológica é uma das prioridades da tutela (Cultura)”. Olha se não fosse…!
Um artigo que vos recomendo de 6 de Agosto de 2007. Afinal Enganei-me
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