Mostrar mensagens com a etiqueta Orçamento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Orçamento. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, maio 19, 2016

NOTÍCIAS DA CULTURA



O senhor ministro da Cultura não pediu um milagre, como o anterior, nem iludiu o facto de estar num ministério com um orçamento insuficiente, o que já não é um mau sinal.

Desconhece o senhor ministro a enorme escassez de pessoal de atendimento ao público, que até o Tribunal de Contas admitiu recentemente e que não foi devidamente aproveitada para a abertura das vagas existentes, não se percebe bem porquê. Parece, segundo as suas palavras, que encontrou uma solução para os cerca de 100 contratos a termo incerto que estavam em vias de caducar, e isso também é outra boa notícia.

Foi anunciada a aprovação da museografia do Museu Nacional dos Coches com os respectivos fundos, o que já não era sem tempo, visto que estava anunciada para o ano passado, e este ano o valor das entradas já devia ter sido ajustado. Espera-se que a sinalética exterior também seja melhorada porque ver folhas A-4 coladas nos vidros é deprimente.

O problema do Côa será difícil de resolver, a solução actual não funcionou como se esperava, as dívidas existem, o museu perdeu a capacidade de resposta e ficou demonstrado que a gestão partilhada esbarra com muitas dificuldades.

Por último, e não menos importante, que tal pagar decentemente o trabalho extraordinário, e dizer aos senhores directores que a opção de compensação em tempo é uma prerrogativa dos funcionários, não podendo ser imposta. O senhor ministro e a directora-geral da DGPC deviam tentar perceber melhor o descontentamento dos funcionários que atendem o público.



sábado, fevereiro 06, 2016

A CULTURA VISTA NO OE 2016

Parece que esta é a visão da Cultura nacional resultante da proposta para o OE de 2016, e diga-se desde já que não me parece muito famosa.









Não creio que o senhor ministro se sinta muito só na sua tarefa, pelo menos a julgar pelas nomeações que já fez para a sua equipa, e que eu coloquei abaixo destas linhas.




sexta-feira, outubro 17, 2008

CULTURA E CONTAS

A tarefa de qualquer ministro da Cultura será sempre difícil, em épocas de crise económica, nomeadamente quando o governo que integram se quer afirmar como reformista e modernista. Convenhamos que com um ministro que à partida, e sem conhecer os cantos à casa, afirma que pretende fazer mais com menos dinheiro, as coisas ficam mais simples para o chefe do executivo e para o ministro das Finanças.

Esquecidas as promessas eleitorais de ir subindo as dotações para a Cultura até ser atingido o patamar mágico de 1%, e com um ministro manietado pelas suas próprias palavras, eis que estamos confrontados com um orçamento cada vez menor, neste caso 2,4% abaixo do de 2008. É aqui que as coisas começam a ficar estranhas, surgindo José António Pinto Ribeiro, para os que não sabem é este o nome do actual ministro da Cultura, a dizer que o orçamento da Cultura cresce 0,4% face ao OE 2008.

Não pretendo discutir ou questionar os dados do senhor ministro, que salientou a permissão de reforços orçamentais de seis milhões de euros, concedidos pelo ministro das Finanças, ainda em 2008, mas mesmo com os 3,5 milhões de euros de verbas provenientes do jogo em 2009, o que se conhece do OE para 2009 fica mesmo assim abaixo do orçamento executado em 2008.

Outra curiosidade, impossível de descortinar no documento apresentado como OE para 2009, é o que decorre das afirmação do ministro de que o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), vai ter no orçamento um crescimento de 148 por cento para despesas normais e funcionamento, que permitirão que os museus funcionem em condições mais desafogadas do que em 2008.

Veremos em breve se estas afirmações do ministro da Cultura se confirmam na prática. O tempo corre muito depressa, e o Carnaval e a Páscoa já estão próximos, e nessa altura cá estaremos para ver se há mais vigilantes nos quadros dos museus e palácios para atenderem o público, ou se vai ser necessário recorrer, mais uma vez, a pessoal contratado à pressa e sem formação, para tapar de novo o buraco.

Finalizo com as previsões de alguns amigos ligados ao turismo, que calculam para o próximo ano um decréscimo de visitantes na casa dos dois dígitos, 10 a 12 por cento com algum optimismo, o que se irá traduzir num decréscimo de receitas geradas pelos museus, que talvez não estejam nos cálculos do ministério.



*** * ***
FOTOGRAFIA
The Unforgiven by fadilfb

Hidden From View by *Jazzhead

*** * ***
CARTOON
Tayo Fatunla

Derkaoui Abdellah

Oguz Gurel

quarta-feira, outubro 15, 2008

DIFICULDADES INFORMÁTICAS

Pelos vistos um governo tão empenhado nas novas tecnologias teve grandes dificuldades em apresentar à hora marcada o Orçamento de Estado para 2009, por dificuldades informáticas. Não sei se o Goraz terá razão, mas a piada do Magalhães não veio nada a propósito, porque fez-me recordar que o fisco ainda anda à caça da empresa que o fabrica. O senhor ministro podia ter evitado que isso me viesse à memória.

segunda-feira, abril 07, 2008

A POBREZA DA CULTURA

Tenho escrito aqui por diversas vezes, para irritação de alguns, que o Ministério da Cultura se encontra quase paralisado por manifesta falta de meios económicos e humanos, e que isso se reflecte negativamente em todos os sectores, mas muito em particular no Património onde a falta de manutenção conduz a situações de degradação que para a inverter serão cada vez mais onerosas.

Quando o novo ministro tomou posse e afirmou que queria fazer mais com menos dinheiro, a frase causou um grande mau estar no meio, porque significava um desconhecimento absoluto da situação, e dava um sinal errado sugerindo o desperdício.

A realidade, como quase sempre acontece, veio a lume e hoje é o próprio José António Pinto Ribeiro que se manifesta empenhado em elevar o orçamento do seu ministério para 1% ou mais do Orçamento de Estado. Pode parecer pouco, mas para este ano apenas foram consignados à Cultura 0,4%, um dos orçamentos mais baixos dos últimos anos.

*** * ***
FOTOGRAFIAS
robo

Roland

*** * ***

CARTOON

Vladimir Morozov (Movlann)

Vladimir Morozov (Movlann)

quarta-feira, novembro 07, 2007

DOIS GALOS, E UM SÓ POLEIRO

Quando todos estavam a pensar que a discussão dum Orçamento de Estado ía conduzir à discussão de opções políticas quanto ao modo de empregar o dinheiro de todos nós, da maneira mais racional e com mais justiça social, eis que os dois representantes dos maiores partidos nacionais decidem começar a desfiar os episódios passados, um do outro, no que concerne às suas carreiras governativas.
O Parlamento e os portugueses mereciam um pouco mais de respeito por parte destes dois senhores, porque eles são pagos para resolverem assuntos nacionais e não para combates pessoais, que em nada contribuem para o bem-estar do País e dos cidadãos. O Orçamento de Estado é um instrumento de governação que afecta a vida de todos nós, para o bem ou para o mal, e estas lutas políticas, ou de protagonismo podem e devem ser dirimidas noutros espaços, ou pelo menos noutras ocasiões.
A comunicação social pode vir a encher páginas ou espaços televisivos e de antena radiofónica, com frases como “ o governo que fugiu” ou “um passado de triste memória”, mas os cidadãos eleitores, ou pelo menos eu, o que queremos saber é, onde e como é que vão ser empregues os dinheiros provenientes do nosso trabalho e dos nossos impostos.
Não me importa saber o que vão dizer alguns comentadores políticos quando lhes perguntarem quem ganhou este primeiro confronto entre Sócrates e Santana Lopes, porque estou perfeitamente convencido que eu e os demais portugueses, ficámos a perder, porque não fomos devidamente elucidados sobre as virtudes e defeitos do Orçamento, que até era o tema do debate.

*** * ***
FOTOGRAFIA
Natalia M.

Natalia M.

Cocktail II by Askany

*** * ***

CARTOON

Paul Combs

segunda-feira, outubro 15, 2007

PORQUE NÃO ME ALEGRO?

Costumo receber todos os anos a proposta de Orçamento de Estado e é com curiosidade, apenas isso, que leio o texto em diagonal e tiro notas sobre os números atribuídos a cada ministério, e os comparo com as previsões de execução do ano anterior. Não sou economista, nem pouco mais ou menos, mas não resisto ao exercício de comparar as verbas de um e de outro ano.
O ministério de Manuel Pinho recebe mais 23,6%, sendo que só o IAPMEI sobe a sua despesa em 85%, para distribuir pelos agentes económicos, claro.
O Ambiente também vê atribuídos 613,5 milhões, 9,5% de aumento, calcule-se que prioritariamente para recuperação urbana (?).
A Cultura sobe 9,2%, continuando a significar 0,1% do total, recebendo 245,5 milhões.
O Ensino Superior recebe 2.508 milhões, mais 8,9%, a Defesa 2.114 milhões, a Saúde 8.640 milhões, e a Presidência do Conselho de Ministros 309,3 milhões, mais 19% do que previsto para este ano.
Estes números provocam algumas questões, como saber se um aumento de 1% para a Saúde é compatível com um aumento de 4,9% para a Agricultura que até teve uma cura de emagrecimento de cerca de 1.000 funcionários, o aumento do Ministério de Trabalho e Segurança Social com um aumento de 7,4%, ou as Finanças com mais 6,1% e a Educação com menos de 0,1%.
É preocupante que os sectores como a Saúde, a Educação, o Trabalho e Segurança Social, e a Cultura, apresentem orçamentos tão baixos, o que indicia que nestes sectores os cortes vão ser muito sentidos tanto no investimento como no pessoal. Não auguro nada de bom para 2008, nem estou a ver como é que a contestação possa diminuir, já que são funções que o Estado deve assegurar e com qualidade, o que não me parece ser possível com as verbas constantes da proposta de orçamento já conhecidas.

*** * ***
PROVOCAÇÃO DE UM AMIGO

*** * ***

Bloggers Unite - Blog Action Day

O planeta terra é a nossa casa. Se gostas de ter a tua casa limpa e arrumada, faz o mesmo fora dela. O futuro depende de ti.
O teu exemplo faz toda a diferença. Respeita o ambiente.

*** * ***

AMIGOS - Estou a descansar dedicando por isso menos tempo a esta actividade, mas vou ouvindo as notícias, leio uns livros que estavam a ganhar pó nas estantes e vou certamente visitar uns quantos lugares onde não ponho os pés há muito tempo, ou que não tive ainda a oportunidade de ver. Refiro-me a jardins e a museus e monumentos que têm o condão de me atrair sempre que surge uma ocasião. Para variar, à segunda-feira vou ao cinema, ainda não tendo decidido o que quero ver, mas isso é uma decisão para tomar perto da hora de almoço.

*** * ***

FOTOGRAFIA

Just an other drop in the sea... by hegs

UNDER THE CLOUDS by hegs

*** * ***
CARTOON

Maz

sábado, outubro 13, 2007

MAIS 9,2% PARA A CULTURA

Segundo o Diário Digital, o orçamento do Ministério da Cultura para 2008 será de 245,5 milhões de euros, significando isto um aumento de 9,2% em relação à execução estimada de 2007.
Neste ministério, ao contrário do que acontece noutros lados, a rubrica com maior peso na despesa é a aquisição de bens e serviços, logo seguida pela aquisição de bens de capital. Esta realidade muito poucas vezes é referida, nem sequer quando se fala na falta de pessoal indispensável para o funcionamento dos serviços, que acontece todos os anos pelo menos nos museus, palácios e monumentos.
Podia deter-me aqui a elogiar o governo pelo aumento de verbas a atribuir ao M.C. no orçamento de 2008, mas não posso deixar passar a ocasião para deixar aqui alguns problemas reais que se verificam ainda em 2007.
Com a reestruturação do sector, nomeadamente na área do Património, as coisas complicaram-se muito, e em especial no que diz respeito à conservação dos edifícios e dos seus acervos, onde as verbas escassearam brutalmente e muito do que devia ter sido feito, ficou guardado nas gavetas à espera de melhores dias. Não estou aqui a falar de grandes obras de intervenção como as novamente anunciadas, para Tomar ou em Setúbal, mas sim em trabalhos de manutenção para evitar a degradação dos edifícios e das colecções, visando manter a dignidade dos mesmos, já que estão abertos ao público.
Também continuamos a ter notícias de atrasos nos pagamentos de trabalho extraordinário e de subsídios de alimentação em serviços dependentes do Ministério da Cultura, o que demonstra algum desleixo administrativo e rigor processual, pois são situações inadmissíveis, até porque atingem precisamente aqueles que menores ordenados auferem.
As políticas de recursos humanos são também um dos pontos fracos deste ministério, onde a definição de quadros de pessoal está por fazer. Como se podem planear objectivos sem recursos humanos e materiais, é uma coisa que é inconcebível em termos de gestão, mas é o que infelizmente se passa na Cultura.

*** * ***
AVISO
O Zé está a fazer uma cura de descanso, da actividade profissional entenda-se, por isso vai dedicar mais tempo à família e ao lazer, pelo que não pode garantir a regularidade que tem sido hábito aqui neste espaço.
Obrigado pela compreensão.

*** * ***
FOTOGRAFIA
мнa


*** * ***

CARTOON

Gary Varvel