A minha estima pelos políticos portugueses da actualidade é reconhecidamente baixa e isso não é novidade para quem me conhece.
Tenho razões muito minhas para desconfiar dos discursos políticos, e naturalmente dos seus protagonistas. Hoje foi anunciada, mais uma vez, uma medida no mínimo discutível que se pretende implementar nas escolas portuguesas, que é a de se pretenderem dar aulas com as portas e janelas abertas. Olhei de soslaio para a janela e verifiquei que soprava um ventinho que arrastava umas nuvens bastante cinzentas. Estamos à beira do mês de Outubro, se é que alguém deu por isso!
Outra curiosidade foi a menção de “independência económica” e da alusão ao passado referindo o isolamento económico. Não falo do TGV e da antipatia de uma senhora para com os nossos vizinhos espanhóis, mas de economia e de agricultura. Estamos isolados, ou quase, na economia e na agricultura, onde somos (quase) os piores e os mais dependentes.
Considerando apenas esta duas esmiuçadelas, fiquei certo de que os nossos estudantes vão ficar todos engripados com este “planeamento”, com a gripe normal ou com a temida gripe A, tal a validade das medidas anunciadas. Também fiquei a saber que ainda penso “à antiga”, por que acho que estamos demasiado dependentes, a nível alimentar, do exterior, e que os preços dos bens alimentares, com a concentração em grandes grupos de distribuição alimentar, estão à mercê destes grupos que ditam as regras deste mercado.
Será que isto interessa aos nossos políticos? Perguntem-lhes, e logo verá!











