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terça-feira, setembro 15, 2009

O ZÉ ESMIÚÇA A POLÍTICA

A minha estima pelos políticos portugueses da actualidade é reconhecidamente baixa e isso não é novidade para quem me conhece.

Tenho razões muito minhas para desconfiar dos discursos políticos, e naturalmente dos seus protagonistas. Hoje foi anunciada, mais uma vez, uma medida no mínimo discutível que se pretende implementar nas escolas portuguesas, que é a de se pretenderem dar aulas com as portas e janelas abertas. Olhei de soslaio para a janela e verifiquei que soprava um ventinho que arrastava umas nuvens bastante cinzentas. Estamos à beira do mês de Outubro, se é que alguém deu por isso!

Outra curiosidade foi a menção de “independência económica” e da alusão ao passado referindo o isolamento económico. Não falo do TGV e da antipatia de uma senhora para com os nossos vizinhos espanhóis, mas de economia e de agricultura. Estamos isolados, ou quase, na economia e na agricultura, onde somos (quase) os piores e os mais dependentes.

Considerando apenas esta duas esmiuçadelas, fiquei certo de que os nossos estudantes vão ficar todos engripados com este “planeamento”, com a gripe normal ou com a temida gripe A, tal a validade das medidas anunciadas. Também fiquei a saber que ainda penso “à antiga”, por que acho que estamos demasiado dependentes, a nível alimentar, do exterior, e que os preços dos bens alimentares, com a concentração em grandes grupos de distribuição alimentar, estão à mercê destes grupos que ditam as regras deste mercado.

Será que isto interessa aos nossos políticos? Perguntem-lhes, e logo verá!



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FOTOGRAFIA
Over the Rainbow. by Kelly63


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CARICATURA
MADONNA por Quinho

sábado, janeiro 19, 2008

MUSEUS E PLANEAMENTO

Já tenho abordado aqui as dificuldades com que se debatem os museus, palácios e monumentos, quer no que respeita a verbas, quer no campo dos recursos humanos. Infelizmente o retrato é muito negativo e não podemos embandeirar em arco, como se pretende, só porque o número de visitantes aumentou no último ano. As estatísticas frequentemente escondem fragilidades que não convém admitir.
Quem conhece ou trabalha neste meio, queixa-se de que os portugueses visitam pouco os nossos museus e monumentos, o que é uma realidade bem patente quando se sabe que em certos serviços os nacionais rondam apenas 12% do total das visitas, e mesmo assim porque se contabilizam as visitas de estudo, senão ficariam certamente abaixo dos dois dígitos. Talvez isto seja uma surpresa para alguns, quando se sabe que algumas exposições registaram números verdadeiramente interessantes.
O grande mal no sector do Património reside no planeamento, que pura e simplesmente é impossível. Estamos para além do meio do mês de Janeiro e ainda não está aprovado um plano de actividades para os museus e palácios dependentes do IMC, IP. O exagerado centralismo, a burocracia e os atrasos das reestruturações resultam na incapacidade de programar as actividades dos serviços.
Estou a lembrar-me da conversa tida recentemente com um conservador de um grande museu estrangeiro, que me dizia que tinha em mãos dois projectos de exposições, uma para 2009 e outra para 2010. Confidenciou-me este senhor que dois anos para contactos e planeamento de uma exposição, eram um tempo curto, e que a um ano de distância já tinha a aprovação do orçamento consagrado para o evento. Isto é absolutamente inviável em Portugal, pelo que a grande maioria das exposições são feitas com poucos recursos, e muitas vezes preparadas à pressa, não reunindo muitos dos meios que mereceriam e que estavam na ideia de quem as concebeu. Os resultados são fracos e o público não se sente atraído.
O “Roteiro para o Património” que Cavaco Silva vai iniciar na próxima semana, vai passar ao lado destes problemas, não me constando que esteja previsto nenhum encontro com os trabalhadores dos museus, palácios e monumentos, o que é pena, pois com alguma visibilidade talvez alguma coisa pudesse mudar nos tempos mais próximos.

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FOTOGRAFIA
e6e1

pantera-kat

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CARTOON


terça-feira, novembro 06, 2007

PLANEAMENTO E ENVOLVIMENTO

Uma sociedade estrangeira solicitou recentemente a três gabinetes portugueses diferentes, um projecto de renovação de diversas lojas num mesmo edifício. Este projecto incluía balcões de vendas, expositores, mobiliário diverso e iluminação. As lojas eram um pronto-a-vestir, uma agência de viagens e uma cafetaria.
Responsáveis dos três gabinetes visitaram o espaço, na ocasião do convite, e foi estabelecido um montante para a elaboração do projecto e um prazo com que todos concordaram, bem como os requisitos exigidos pelo cliente.
Os três projectos foram entregues ao cliente e, passados os 15 dias requeridos para a apreciação das propostas, foram chamados os três representantes dos gabinetes para uma reunião nas instalações que se pretendiam renovar. Numa primeira abordagem foi dito que as três propostas eram de muito boa qualidade, que o design também tinha sido considerado excelente, e que os custos de execução previstos por uma empresa ligada ao grupo também eram bastante aproximados.
A decisão parecia difícil, perante esta apreciação feita pelo cliente, mas eis que surge uma surpresa, quando o representante máximo da sociedade solicita a presença dos chefes das três lojas. Logo que os três funcionários entram na sala, foi-lhes solicitada sua opinião sobre o assunto, que previamente já lhes tinha sido entregue para analisarem em detalhe. O empate aparente que persistia anteriormente, foi imediatamente quebrado quando um dos funcionários, em nome dos três, apontou decididamente um dos projectos, porque segundo eles tinha sido o único que tinha ido às instalações por mais de uma vez, não só para as ver, mas sobretudo para contactar os chefes das lojas e os funcionários, questionando-os sobre quais eram as maiores dificuldades que encontravam com o mobiliário e disposição das instalações, e quais as lacunas que achavam que deviam ser supridas. A decisão foi imediatamente aceite pelos dirigentes máximos da sociedade que agradeceram a ajuda dos funcionários a quem agradeceram o contributo antes de os acompanharem à porta para se despedirem.
A reunião terminou de seguida, com o anúncio oficial do projecto vencedor, que foi convidado a seguir a sua execução em condições a combinar no dia seguinte.Isto passou-se recentemente em Portugal, embora tenha decorrido deste modo pouco comum entre nós, porque o cliente era uma sociedade estrangeira. Mentalidades?

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O FARAÓ

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FOTOGRAFIA

Natalia M.

CarbonKid

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CARTOON

Cal Grondahl

Stavro