sábado, julho 02, 2016
quinta-feira, junho 30, 2016
A EUROPA NOSSA “AMIGA”
Apesar de tudo o que nos foi
impingido pelos nossos políticos do bloco central, a Europa onde nos enfiaram,
com os tratados que nunca foram por nós ratificados, nunca se mostrou
verdadeiramente solidária com Portugal, que partia dum estágio de
desenvolvimento bastante inferior aos restantes parceiros.
As “ajudas” dos tempos iniciais e
as posteriores, tiveram sempre custos, que foram desde as restrições de certos
aparelhos produtivos, como na agricultura e pescas, a juros bem generosos para
quem nos emprestou dinheiro.
Quando atravessamos um crise
económica, a que as más governações não são alheias, e quando precisamos de
investimento como de pão para a boca, eis que os nosso “amigos” , como o senhor
Schäble, decidem sugerir que Portugal precisaria de novo resgate. Os “amigos”
do FMI também são muito simpáticos, e dizem que temos Estado a mais, e
funcionários a mais, porque as 35 horas semanais foram repostas. O senhor Subir
Lall parece que faz mais horas, mas falha reuniões e vai patrocinando o
lançamento de livros de amigos durante as horas de trabalho.
Como se costuma dizer por aí,
«com amigos destes, quem precisa de inimigos».
Chita by Palaciano
terça-feira, junho 28, 2016
EUROPA - A GRANDE CONSUSÃO
Este Verão promete ser muito
quente no velho continente, e as incertezas são neste momento mais do que as
certezas, se é que alguém tem certezas sobre o futuro próximo.
O Brexit conseguiu dividir os
britânicos, fez renascer os sentimentos nacionalista não só nas ilhas, mas
também noutros países parceiros na União Europeia.
A Espanha debate-se com uma crise
política que pode, ou não, ter alguma solução governativa para a governança nos
próximos anos. Com a vitória do Brexit e com a possibilidade de sansões por
parte de Bruxelas (tal como Portugal), verá certamente recrudescer o problema
dos nacionalismos, da Catalunha e das outras regiões, que continuam latentes.
Na Itália, que quer fazer parte
do núcleo forte da União, existe o problema do financiamento dos bancos, que
afinal não estavam tão sólidos como se dizia ainda há pouco tempo.
Podia falar-se também de Portugal
e da Grécia, mas são os grandes países que fazem soar as sirenes de alarme,
porque um grande abanão pode ser o fim do euro e de uma união imperfeita, em
que os grandes cresciam e os pequenos viam os seus problemas cada vez maiores.
domingo, junho 26, 2016
MUSEUS E UMA NOVA GESTÃO
Quando se anuncia um novo tipo de
gestão para o Museu Nacional de Arte Antiga, “com maior autonomia
administrativa e financeira”, que poderá mais tarde ser estendida a outros
museus, importa ter em consideração as experiências feitas nesta matéria.
Conhece-se bem a experiência
francesa, que não deixando de ser uma gestão pública, aproveita bem as
sinergias dos diferentes equipamentos, gere eficientemente todas as áreas,
deixando aos serviços o planeamento museológico e a organização interna, planos
que são apresentados com antecedência para aprovação duma comissão. A
vitalidade dos museus e monumentos bem como as suas actividades e o seu sucesso
económico e expositivo, falam por si.
Em Portugal conhece-se a
experiência da Parques de Sintra, que tem tido bastante sucesso e tem servido
para melhorar o estado dos equipamentos a seu cargo, que anteriormente estavam
bastante degradados. É uma empresa pública com gestão privada, o que lhe dá uma
agilidade muito superior à que a gestão pública pode conseguir com os seus
entraves burocráticos.
Também se sabe o que aconteceu
com a Fundação Côa Parque, que falhou rotundamente por falta de capital, por
falta de articulação entre as entidades envolvidas, e por falta de agilidade na
resolução dos problemas.
Não acredito na gestão autónoma
de um só museu, dependente de verbas públicas e com o espartilho das regras da
contabilidade pública. Poderá ser possível num Mosteiro dos Jerónimos e Torre
de Belém, que por si só geram verbas que cobrem as despesas em todas as épocas
do ano, mas os outros equipamentos precisam de âncoras que permitam o
investimento para melhorar as suas prestações.
Quanto à zona de Belém-Ajuda os
maiores problemas não se prendem com a venda de bilhetes, acessos e
transportes, mas sim com a existência de mapas da zona com os equipamentos,
transportes e bons equipamentos hoteleiros, bem assinalados e com sinalética
apropriada na zona, que a existente é velha e péssima. Seria fácil questionar
os turistas nessa zona para identificar estas falhas. Quanto aos museus em si mesmos, há que dar-lhes vida pois quase não passam de mausoléus.
MNAA by Palaciano
sexta-feira, junho 24, 2016
terça-feira, junho 21, 2016
TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS
Não costumo ler a opinião escrita
de João Miguel Tavares, mas gosto de ouvir um certo programa da TSF onde ele
marca presença, juntamente com outras pessoas, e já tinha chegado à conclusão
de que as nossas opiniões divergem muito.
Esta semana tive que ler o
Público, porque o meu jornal estava esgotado, e lá estava a sua coluna de
opinião com o título “não, eles não são todos iguais”.
Para começar devo dizer que todas
as pessoas são diferentes, o que não será surpresa para ninguém, e creio João
Miguel Tavares não descobriu, desta vez, o número da taluda. Onde ele começa a
meter água é quando começa a tentar fazer distinções, caindo na mesma conversa
dos comentadores desportivos: afirmando que é tudo uma questão de “intensidade”,
quando diz que uns políticos prejudicaram mais a Caixa Geral de Depósitos do
que outros.
O assunto principal era a má
gestão (quiçá danosa) da CGD, e pelo texto percebeu-se que para João Miguel
Tavares, os culpados já estão identificados, e são José Sócrates e Armando
Vara, e que todos os outros, gestores, supervisores, e responsáveis políticos,
não passaram de meros figurantes das malfeitorias dos “grandes culpados”.
Veio-me à memória outro provérbio
bem português: «Tão ladrão é o que rouba como o que fica à porta», e nesta coisa
dos bancos (não só da CGD), muita gente ficou à porta, meu caro…
VW by Palaciano
domingo, junho 19, 2016
sexta-feira, junho 17, 2016
PRESIDENTES VIAJANTES
Lembrar-se-ão os mais velhos de Mário Soares enquanto PR, que não perdia uma ocasião para visitar países estrangeiros, ganhando assim a sua fama de viajante. Passam os tempos, e os presidentes, e agora temos Marcelo Rebelo de Sousa que também não quer deixar os seus créditos em mãos alheias, e com o frenesim que se lhe conhece, já fez 7 viagens presidenciais ao estrangeiro em apenas 100 dias no cargo.
quarta-feira, junho 15, 2016
OS BANCOS E OS GRANDES DEVEDORES
Enquanto os partidos, os
economistas, e os comentadores da nossa praça discutem o défice, a dívida, ou a
recessão, a banca nacional vai-se desmantelando e afundando com grande
estrondo, mas sem chamar a devida atenção a todos.
A nossa dívida pública é muito
grande, e na minha opinião impagável, mas importa saber como aqui se chegou, e
o que ainda nos espera nos dias que se seguem.
Com as notícias dos estoiros do
BPN, do BPP, do BES, do Banif, e com as “imparidades” da CGD, só para falar de
alguns bancos, porque há outros em dificuldades evidentes, uma pergunta tem
ficado sempre sem resposta: quem são os grandes devedores da nossa banca, que
são ou foram considerados detentores de crédito de risco.
Existem listas públicas do
devedores do fisco, por isso seria útil existirem listas de grandes devedores
dos bancos que têm empréstimos de risco nos bancos com empréstimos do Estado,
ou que irão transitar para os “bancos maus”.
segunda-feira, junho 13, 2016
sábado, junho 11, 2016
A ESPERTEZA SALOIA
As conversas de café servem para
socializar mas também para conhecer um pouco do povo que somos, sem máscaras e
sem filtros politicamente correctos.
Como tem sido fomentado pelos
maus políticos que temos tido, há uma aversão dos trabalhadores do sector
privado relativamente aos do sector público, que ganharão mais e terão mais
regalias.
Nos cafés a realidade é bem diferente, e
conhecemos muitos trabalhadores do privado que ganham mais que no público, mas
declaram o salário mínimo, e que disso se vangloriam. Alguns recebem mesmo
abonos de família, têm direito a rendas sociais, e não pagam taxas moderadoras.
Se no sector público os impostos
já vêm descontados nos vencimentos reais, no sector privado existem patrões que
pagam menos impostos e menos segurança social, e empregados que também o fazem
alegremente, mas invejam os que são trabalhadores públicos.
A ADSE é um factor de
discriminação, para muitos, mas será que estariam dispostos a pagar o que
deviam mais 3,5% para terem as mesmas regalias? Querem ter as mesmas reformas
do que na função pública, mas querem que os 11% que descontam, tal como os
funcionários públicos, cubram as despesas de saúde e de reforma? Não acham que
isso é que é discriminatório?
Se todos descontassem o que deviam
será que a Segurança Social estava ameaçada nas próximas duas décadas? Podemos
andar a enganar-nos durante mais algum tempo, mas o que é certo, é que sairemos
todos prejudicados com a esperteza saloia de muitos que se dizem indignados com
a discriminação, mas que não passam de reles hipócritas…
Imagem manipulada by Palaciano
quinta-feira, junho 09, 2016
PATRIMÓNIO E PARCERIAS
Foi anunciada com pompa e
circunstância a concessão do Claustro do Rachadouro do Mosteiro de Alcobaça, à
empresa Visabeira, que ali vai explorar um hotel de charme por um período de 50
anos.
A empresa concessionária vai
transformar sem grandes alterações o antigo asilo que ali funcionou até à cerca
de 15 anos atrás, num projecto anunciado de 15 milhões euros, dando origem a
cerca de 90 quartos, spa, ginásio e outros espaços para eventos.
Nada tenho contra a utilização de
espaços menos nobres anexos a monumentos classificados, para esta actividade,
ou contra a exploração por privados desses mesmos espaços, desde que mantendo
as características relevantes do monumento, e sendo responsáveis pela sua
manutenção.
O que me deixa admirado, e
igualmente preocupado, é que a concessão por 50 anos dum hotel de charme,
relativamente barato, convenhamos, tenha um custo de apenas 5 mil euros/ano, o
que é uma verdadeira pechincha, porque nem uma simples pastelaria naquela zona
conseguiria tal renda mensal para um espaço de 100 metros quadrados. Cinco mil euros
correspondem a pouco mais ou menos um dia de bilheteira do mosteiro em época
alta.
terça-feira, junho 07, 2016
MARQUES MENDES EM BICOS DOS PÉS
A oposição, e muito em especial o
PSD, tem atravessado tempos muito maus, e o próprio Marcelo que os podia
ajudar, não confia na liderança de Passos Coelho, que depois duma governação ao
sabor das ordens de Merkel, passou a uma oposição a exigir apenas mais do
mesmo, parecendo nada ter aprendido com o resultado das eleições.
O novo rei dos comentários
televisivos, Marques Mendes, talvez antecipando a concorrência de Paulo Portas,
decidiu mostrar a sua ambição política como candidato a chefe do PSD, fazendo
já a sua campanha no seu espaço de opinião na televisão.
Depois de Passos Coelho acenar
com a inconstitucionalidade no diploma das 35 horas, de que veio a desistir,
agora é Marques Mendes que pega no mesmo tema, apostando também na divisão dos
portugueses, entre público e privado, e entre funcionários com um vínculo ou
com outro.
Depois de Marcelo, que levou anos
a ganhar espaço para alcançar a cadeira que mais desejava, será que Marques
Mendes decidiu seguir a mesma estratégia? Se foi, fez mal, porque repete o que
diz Passos, porque demonstrou não ser original, nem sequer querer entrar no
combate político pelas vias normais, mas sim usando a muleta do espaço de
opinião, que sabe vir a perder em share logo que Paulo Portas entre em cena,
vindo a ocupar o eterno segundo lugar, como acontecia antes.
domingo, junho 05, 2016
MUSEUS, PRECARIEDADE LABORAL E SEGURANÇA
O que aconteceu nestes dias em
França, onde as chuvas torrenciais causaram inundações sem precedentes, que
puseram em causa o espólio de diversos museus de grande dimensão, e de
bibliotecas nacionais, serviu para nos alertar para a realidade portuguesa de
museus, palácios e monumentos com gestão pública e privada.
Como se sabe, e não é um
exclusivo dos museus, antes é uma realidade de diversos sectores da nossa
economia, a maioria dos “colaboradores” dos serviços têm relações laborais com
as entidades empregadoras, que são na sua maioria, precárias pelas razões que
se conhecem.
Nos museus, palácios e
monumentos, estão guardadas memórias do nosso passado enquanto nação, enquanto
civilização e enquanto povo com raízes ancestrais.
As consequências da precariedade
dos empregos, e da nomeação de dirigentes que dependem da confiança política
dos governos em funções, são inimigas da continuidade da acção, do
funcionamento e divulgação dos conhecimentos, e sobretudo da segurança das
colecções, dos visitantes e dos edifícios.
Sabemos que existe alguma
sazonalidade no que respeita ao afluxo de visitantes, e que existe um período
que podia, e devia, ser aproveitado para estágios de profissionais de turismo e
de restauro, para estágios profissionais, que corresponderiam à época alta e
aos períodos de férias dos funcionários dos museus, o que não seria um trabalho
temporário, mas sim uma fase da formação, que era proveitosa para os museus e
para as faculdades e para os estudantes, que assim tinham oportunidade de
testar os seus conhecimentos no mundo real.
A realidade é muito diferente, e
o que tem existido é o abuso do recurso aos Centros de Emprego, dando trabalho
(mal remunerado) aos desempregados (mascarando as estatísticas), e a jovens com
contratos a termo certo, ou contratos tarefa, com falsos recibos verdes,
mantendo assim uma precariedade laboral que não garante nem a qualidade nem a
segurança das colecções ou dos visitantes.
Outra realidade que é muito
comum, infelizmente, é a falta de acções de formação dos funcionários dos
museus, palácios e monumentos, especialmente em questões de segurança, de
atendimento, e de conhecimentos gerais sobre as colecções que é suposto
cuidarem.
Nota: A colaboração dum amigo conhecedor desta problemática foi essencial para este post, que como sempre é assinado pelo Zé Povinho.
Nota: A colaboração dum amigo conhecedor desta problemática foi essencial para este post, que como sempre é assinado pelo Zé Povinho.
sexta-feira, junho 03, 2016
MUSEUS - SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA
Uma notícia de ontem chamava a
atenção para a situação excepcional vivida em França, onde as inundações
atingem proporções de catástrofe, que merecem também medidas extremas por parte
das autoridades francesas que têm a seu cargo os museus.
Alguns museus franceses encerram
as portas mais cedo que o habitual, e o Museu do Louvre vai mesmo estar encerrado na sexta-feira, para
evacuar as obras que estão nas reservas, que como se sabe estão guardadas em
andares subterrâneos.
O que há a reter desta notícia é
a preparação e a capacidade para responder a situações de emergência, quer por
parte das autoridades, quer por parte do pessoal do museu, que obviamente tem
preparação para estas eventualidades.
O que me preocupa é saber que a
maior parte dos museus, palácios e monumentos não tem um plano de emergência
operacional, não deu formação aos seus funcionários para emergências de nenhuma
natureza, e não serão poucas as situações em que os meios materiais de
emergência estarão fora do prazo ou serão inadequados para evacuar o público
que os visita.
Não se julgue que critico por criticar,
mas faço-o porque conheço bem o meio e as suas debilidades nesta matéria.
quarta-feira, junho 01, 2016
PASSEIOS
Por vezes aproveita-se o pouco tempo livre que ainda temos para dar uma volta e para espairecer as ideias. O Zoo de Lisboa ainda é um lugar que merece uma visita, e entre admirar uns quantos animais e apreciar as reacções das crianças que são sempre interessantes, passa-se o tempo e renovam-se as energias.
Macaco by Palaciano
Réptil by Palaciano
segunda-feira, maio 30, 2016
sábado, maio 28, 2016
quinta-feira, maio 26, 2016
ASSIM SE ABASTARDA O TURISMO EM LISBOA
Quando um cidadão quer fazer obras de recuperação num edifício antigo em Lisboa, exigem-lhe que sejam preservados os azulejos exteriores e das partes comuns, que as caixilharias, as portas e as janelas de madeira sejam mantidas, e até as cores sejam respeitadas. Regras do urbanismo, muito severas em zonas históricas, o que em boa parte se compreende, apesar disso não ser respeitado por muita gente, veja-se como estão as fachadas das lojas de grandes marcas internacionais.
Depois da expropriação feita a um cidadão nacional para a construção duma mesquita, em Lisboa, onde o envolvimento da câmara é incompreensível, hoje pude constatar a existência de muitas lojas de "artesanato" e de "souvenirs" na baixa desta cidade, invariavelmente propriedade de pessoas indianas, e todas com o mesmo tipo de mercadoria, que em caso nenhum pode ser classificada como artesanato ou souvenir nacional ou lisboeta.
Quem licencia este tipo de lojas, quem aprova os toldos e outros letreiros de fachada como estes que a fotografia abaixo mostra. O turismo não ganha nada com este embuste, que pelos vistos não merece a devida atenção das autoridades que se mostram tão zelosas noutras matérias e com outras pessoas.
Ramos by Palaciano
terça-feira, maio 24, 2016
O QUE SE DIVULGA E O QUE SE ESCONDE
Os políticos nacionais, os comentadores da praça e a imprensa que ainda existe, teimam em "martelar" em certos temas, mas fazem tudo para que outros passem quase despercebidos ao público em geral.
O ênfase dado à diminuição do horário dos funcionários públicos, já só alguns por sinal, e aos cortes aos colégios privados em zonas onde a oferta pública existe, tem sido brutal. O impacto orçamental das 35 horas é baixo e afecta quase que só os enfermeiros, é claramente empolado. O corte nas ajudas aos colégios privados, respeitando a lei, permitem melhorar o ensino público, mas também é empolado, por causa de interesses corporativos.
Por abordar fica um problema muito maior, que é o da banca, onde a má gestão não será nunca castigada. Agora querem um banco mau para ficar com o lixo, e a banca privada não quer arcar com os custos. Porque não se fala deste problema, e se diz ao povo o que está em causa? Não é só a CGD que está em causa, mas sim toda a banca, portanto a clareza é necessária, e os cidadãos não podem vir a ser confrontados com factos consumados, como aconteceu há bem poucos meses...
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