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segunda-feira, março 20, 2017

SEGURANÇA

Pela comunicação social ficou a saber-se que Portugal tem locais identificados como os mais susceptíveis a sofrer um ataque terrorista, e que alguns deles nem sequer têm planos de segurança validados.

A segurança em locais sensíveis, como em instalações de energia, transportes e comunicações, que podem colocar em causa o funcionamento do país, está descurada, mas descurada está também a segurança de outros locais públicos o que não devia acontecer.

Será que as instalações onde estão serviços públicos, e onde existem espaços de utilização pública estão preparados para emergências, mesmo sem serem de natureza terrorista? Existem planos de emergência nesses locais e equipas preparadas para actuar se for necessário? As saídas de emergência estão devidamente assinaladas, os extintores estão devidamente inspecionados e bem posicionados, e as comunicações entre as equipas de emergência estão asseguradas?


Tremo só em pensar o que será a segurança, ou falta dela, em equipamentos culturais, edifícios antigos e onde têm que existir situações de compromisso por questões estéticas e estruturais, onde por vezes temos enchentes de visitantes, e onde os vigilantes são muito poucos e em muitos casos sem meios de comunicação... 

Torre de Belem, uma entrada e uma só saída


Museu dos Coches, 2 elevadores e umas escadas de emergência

quinta-feira, setembro 22, 2016

SEGURANÇA NOS MUSEUS E MONUMENTOS

Como todos sabem todos os edifícios ou recintos onde se realizam espectáculos ou simplesmente onde se realizem actividades comerciais ou outras, dirigidas ao público, têm que respeitar algumas regras de segurança reguladas por legislação específica.

No caso dos museus, palácios e monumentos, em geral, essas regras não são seguidas à risca em boa parte dos equipamentos, e uns desculpam-se com as características dos edifícios, muitas vezes antigos e dificilmente adaptáveis sem ficarem descaracterizados, outros pura e simplesmente desculpam-se com as tutelas que não terão verbas para implementar todas as regras.

A segurança do público é prioritária, já que estes equipamentos estão abertos para servir o público, e há regras que são fáceis de implementar e que têm custos bastante baixos. 

A sinalética é relativamente barata e, com alguma imaginação é fácil de colocar sem grande impacto visual, e os extintores devidamente carregados também não são difíceis de conseguir, nem que seja com o recurso a mecenato.

Os planos de evacuação também são relativamente fáceis e baratos, até porque as entidades têm gabinetes de engenharia, e pessoal com o conhecimento dos locais, que os podem elaborar com mais ou menos facilidade, e os bombeiros das localidades costumam cooperar nestas coisas. A preparação dos funcionários para as situações de emergência também podem ser feitas com facilidade na época baixa do turismo, quando existe maior disponibilidade para o efeito.

Quererá tudo isto dizer que é tudo fácil? Não, nada disso, mas as condições básicas estariam satisfeitas e depois podiam encontrar-se maneiras de evoluir no sentido de optimizar todos os processos, a partir da análise dos pontos fracos encontrados pelos profissionais dos museus e dos bombeiros.


domingo, junho 05, 2016

MUSEUS, PRECARIEDADE LABORAL E SEGURANÇA



O que aconteceu nestes dias em França, onde as chuvas torrenciais causaram inundações sem precedentes, que puseram em causa o espólio de diversos museus de grande dimensão, e de bibliotecas nacionais, serviu para nos alertar para a realidade portuguesa de museus, palácios e monumentos com gestão pública e privada.


Como se sabe, e não é um exclusivo dos museus, antes é uma realidade de diversos sectores da nossa economia, a maioria dos “colaboradores” dos serviços têm relações laborais com as entidades empregadoras, que são na sua maioria, precárias pelas razões que se conhecem.


Nos museus, palácios e monumentos, estão guardadas memórias do nosso passado enquanto nação, enquanto civilização e enquanto povo com raízes ancestrais.


As consequências da precariedade dos empregos, e da nomeação de dirigentes que dependem da confiança política dos governos em funções, são inimigas da continuidade da acção, do funcionamento e divulgação dos conhecimentos, e sobretudo da segurança das colecções, dos visitantes e dos edifícios.


Sabemos que existe alguma sazonalidade no que respeita ao afluxo de visitantes, e que existe um período que podia, e devia, ser aproveitado para estágios de profissionais de turismo e de restauro, para estágios profissionais, que corresponderiam à época alta e aos períodos de férias dos funcionários dos museus, o que não seria um trabalho temporário, mas sim uma fase da formação, que era proveitosa para os museus e para as faculdades e para os estudantes, que assim tinham oportunidade de testar os seus conhecimentos no mundo real.


A realidade é muito diferente, e o que tem existido é o abuso do recurso aos Centros de Emprego, dando trabalho (mal remunerado) aos desempregados (mascarando as estatísticas), e a jovens com contratos a termo certo, ou contratos tarefa, com falsos recibos verdes, mantendo assim uma precariedade laboral que não garante nem a qualidade nem a segurança das colecções ou dos visitantes.


Outra realidade que é muito comum, infelizmente, é a falta de acções de formação dos funcionários dos museus, palácios e monumentos, especialmente em questões de segurança, de atendimento, e de conhecimentos gerais sobre as colecções que é suposto cuidarem.  

Nota: A colaboração dum amigo conhecedor desta problemática foi essencial para este post, que como sempre é assinado pelo Zé Povinho. 



sexta-feira, junho 03, 2016

MUSEUS - SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA

Uma notícia de ontem chamava a atenção para a situação excepcional vivida em França, onde as inundações atingem proporções de catástrofe, que merecem também medidas extremas por parte das autoridades francesas que têm a seu cargo os museus.

Alguns museus franceses encerram as portas mais cedo que o habitual, e o Museu do Louvre vai  mesmo estar encerrado na sexta-feira, para evacuar as obras que estão nas reservas, que como se sabe estão guardadas em andares subterrâneos.

O que há a reter desta notícia é a preparação e a capacidade para responder a situações de emergência, quer por parte das autoridades, quer por parte do pessoal do museu, que obviamente tem preparação para estas eventualidades.

O que me preocupa é saber que a maior parte dos museus, palácios e monumentos não tem um plano de emergência operacional, não deu formação aos seus funcionários para emergências de nenhuma natureza, e não serão poucas as situações em que os meios materiais de emergência estarão fora do prazo ou serão inadequados para evacuar o público que os visita.


Não se julgue que critico por criticar, mas faço-o porque conheço bem o meio e as suas debilidades nesta matéria.


domingo, março 30, 2014

A FORMAÇÃO DE ADULTOS

Durante muitos anos apostou-se, em Portugal, na mão-de-obra intensiva que além de ser barata era facilmente substituível e era abundante. Mudaram-se os tempos, e também a realidade, e as tarefas começaram a ser mais complexas, exigindo também outra formação que nem todos tinham.

Nos últimos 20 a 25 anos do século passado passou-se a investir mais na educação, massificando-a, e alguns anos depois começou a falar-se em formação contínua, que existiu em algumas grandes empresas, mas que assentou sobretudo no ensino de adultos que assim podiam colmatar algumas carências de conhecimento e, ao mesmo tempo, melhorar a sua situação laboral.

A formação em ambiente laboral foi mais uma intenção do que uma realidade, ainda que tenham existido honrosas excepções, mas o ensino de adultos está em vias de extinção, devido a decisões economicistas e também devido ao aumento da carga horária verificada nos últimos anos.

As empresas e empresários nacionais têm apostado em salários baixos, explorado o alto desemprego dos últimos anos e desinvestido na formação, mas pagarão isso bem caro dentro de poucos anos.

Não sei o que pensam os nossos políticos, mas a curto ou médio prazo a escassez de mão-de-obra qualificada vai ser uma realidade, e ninguém quererá investir em Portugal por ser impossível encontrar por cá profissionais qualificados.

Será que os privados irão investir na formação, ou terá que ser o Estado a liderar o processo como sempre aconteceu? 

CARTOON

quinta-feira, dezembro 06, 2007

MINISTÉRIO DO PATRONATO E DA INSEGURANÇA SOCIAL

Que me permita o senhor ministro do Trabalho e da Segurança Social, mas as suas declarações aos jornalistas portugueses, não revelam um entendimento cabal do significado da palavra flexigurança, tal como ela é definida pela União Europeia.
O senhor ministro, sem qualquer surpresa no que me toca, veio salientar as suas prioridades que se prendem concretamente com dois aspectos, a adaptabilidade na organização do tempo de trabalho e a aprendizagem ao longo da vida.
Falando de horários Vieira da Silva não está senão a desregular os horários de trabalho, com todos os inconvenientes que isso acarreta para uma vida familiar normal. Também referiu o desvio de pessoal de um sector para outro, consoante as necessidades das empresas, dentro desta mesma lógica. Claro que o patronato lhe vai bater muitas palmas, porque isso serve naturalmente os seus interesses.
Ao referir-se à aprendizagem ao longo da vida, não entrou em quaisquer detalhes, porque sabe que isso não é uma prática habitual, nem ele próprio tenciona legislar nenhum tipo de obrigatoriedade para que isso se torne uma realidade.
Eu sempre pensei que um ministro com a pasta do Trabalho teria por norma equilibrar as relações laborais, promovendo um equilíbrio entre os deveres dos trabalhadores e os seus direitos, mas afinal parece que me enganei.
O outro engano, e parece-me que este não é meu é o da definição de flexigurança que dizem ser “uma fórmula global de política do mercado de trabalho que combina disposições contratuais flexíveis – facilitando despedimentos – e que permite que os trabalhadores encontrem um novo emprego e sejam apoiados pela segurança social no caso de desemprego”. Pois o senhor ministro Vieira da Silva, que também o é da Segurança Social, sobre a segunda parte da definição do conceito, não tem nada para dizer aos portugueses, nem apresenta como termo de comparação o caso da Dinamarca que tanto lhe apraz?
Pois é, já tinha ficado com a sensação de que o senhor ministro tem problemas de visão, o que não tinha percebido ainda, é que só vê os interesses de uma das partes.
Sugiro uma mudança imediata do nome do ministério, a menos que o 1º ministro José Sócrates prefira mudar de ministro, claro.

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IDEIAS PEREGRINAS

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FOTOS - PRESENTES SEM EMBALAGEM
Kikala

Anna_N

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CARTOON