quarta-feira, janeiro 10, 2007

PREOCUPAÇÕES SOCIAIS ?

Não basta ao governo do partido socialista vir dizer que tem preocupações sociais para que todos acreditemos nisso. Palavras leva-as o vento e o que conta são os factos e as acções.
Os direitos sociais, que todos julgavam um direito adquirido começaram a ser severamente cortados a bem da economia, da contenção de despesas do erário público e para assegurar a igualdade e o futuro do sistema de segurança social. Este tem sido o discurso oficial, quando na prática só assistimos a menores prestações sociais (reformas e comparticipações na saúde) e ao nivelamento por baixo dos direitos.
O corte nas despesas públicas, sociais e na própria função pública, até foram iludindo a opinião pública que foi levada a pensar que de facto se íam verificar menos despesas e que num horizonte razoável, (dois, três anos), a situação estaría regularizada e a carga fiscal podería ser aliviada e o pedido de sacrifícios acabasse recompensado.
Estavam enganados, melhor, foram iludidos. As despesas globais do Estado aumentaram, diminuiu o investimento e os sacrifícios estão para ficar e com agravamentos. Mas, pergunta-se: então apertamos o cinto para nada? A resposta é um rotundo não, pois há quem esteja a ganhar com tudo isto.
Para se fazer uma ideia de como se desbarata dinheiro, de que alguns beneficiam, estima-se que só em benefícios fiscais se percam mais de 2.000 milhões de euros em 2007, seguramente mais 15% do que no ano de 2006. Claro que não estamos a falar nos trabalhadores por conta de outrem, estamos a falar dos grandes grupos económicos.
Não é à toa que o número de viaturas automóveis vendidas diminui, aumentando as vendas dos topos de gama, não é à toa que temos milhares de apartamentos normais por vender e se vendem moradias de luxo como cogumelos, nem será também por acaso que somos dos países da EU os piores classificados na distribuição dos rendimentos.
Preocupações sociais? Vou ali e já venho!




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A FOTO DE HOJE








REALIDADES DE SEMPRE

A migrant labourer looks out of a window as he waits in a train compartment in Guwahati, the major city of India's northeastern state of Assam January 9, 2007. Huddled in buses, trucks and trains, thousands of poor migrant labourers fled revolt-torn Assam on Tuesday, the second day of an exodus triggered by the killing of scores of workers by separatists.
09 Jan 2007 REUTERS/Utpal Baruah

3 comentários:

Alberto Pereira disse...

Caro Zé
Eles até têm preocupações sociais, você é que não está a ver bem o problema. Em 1º lugar governam-se eles, a seguir a família, depois os amigos e a clientela do partido e só depois a malta que por acaso paga os impostos. O problema é que quando chega a nossa vez já não há cheta, por isso é que eles pedem para apertar ainda mais um pouco o cinto, recomeçando o processo de repartição pelo princípio.
Cumprimentos e muitos manguitos

Anónimo disse...

P.S: pode querer dizer muitas coisas como por exemplo Partido Salazarento, ou Sarnento ou então Saudosista. Aceitam-se contribuições para esclarecer a sigla.

Lol disse...

EU ou UE? Semos portugueses, por enquanto...