sexta-feira, janeiro 19, 2007

O MINISTRO NÃO DISSE TODA A VERDADE

“O custo para os consumidores dos medicamentos e produtos farmacêuticos aumentou 6,7% no último trimestre de 2006, face a igual período de 2005, segundo o Instituto Nacional de Estatística.”
Recentemente ouvimos o senhor ministro da Saúde anunciar que o Estado e os utentes dos serviços de saúde iriam poupar uma data de milhões com a sua política de preços para os medicamentos. Quando a esmola é grande o pobre desconfia e as notícias vindas do INE começam a dar razão aos cépticos.
Afinal o senhor ministro vem dizer em 2007 que os preços vão baixar, depois dum aumento de 6,7% num só trimestre de 2006. Traduzindo para linguagem comum, exige uma diminuição de preços dos produtos, diminui comparticipações em quase todos eles e acha que com isso, também os utentes vão gastar menos em medicamentos. Pode ser que tenha razão, muitos não vão poder comprar o que lhes receitam.Este ministro, como diria o Prof. Marcelo R. de Sousa fala muito, arriscando-se deste modo a perder a sua credibilidade. O caso de Odemira é mais um problema relacionado com as políticas de cortes sistemáticos na Saúde. Neste infeliz incidente o ministério concluiu que todos procederam em conformidade com o que está previsto mas, a verdade é que houve uma demora de mais de 6 horas para um atendimento especializado e adequado. Não satisfaz ninguém o argumento de que a morte "se deveu essencialmente à gravidade das lesões iniciais", pois o que ressalta aos olhos de todos é que existiu uma notória falta de meios na zona onde aconteceu o acidente, e isso é da responsabilidade de quem planeia e toma decisões – o ministério de Correia de Campos.



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“Uma descarga poluente foi sentida esta noite pela população de Milagres, Leiria, denunciou hoje a Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira local. Segundo José Carlos Faria, porta-voz desta comissão, a poluição começou a ser notada pelos populares a partir das 22:00 quer devido à cor escura da água quer ao cheiro intenso a efluente suinícola.”

Comentário do Zé



Esta vergonha já decorre há demasiados anos para que haja algum tipo de desculpa que os nossos políticos possam invocar. O cheiro é inconfundível a origem é conhecida e os prevaricadores estão lá. As explorações estão licenciadas, presumimos, e a necessidade de se criar um sistema de tratamento de efluentes foi diagnosticada há muito.
De promessa em promessa, de investigação em investigação de planos e projectos deve existir um monte, das promessas não cumpridas também temos um rol. O que podemos exigir aos governos é que se deixem de tretas e que resolvam de uma vez por todas esta porcaria porque a paciência dos contribuintes tem limites e é para trabalhar que eles se candidataram a eleições.
Ou talvez não, quem sabe?









D. Afonso Henriques: IPPAR analisa 2º pedido de exumação



“O Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) está a analisar um segundo pedido da Universidade de Coimbra (UC) para que uma equipa científica luso-espanhola realize a abertura do túmulo de D. Afonso Henriques…
Face ao pedido concreto de exumação das ossadas de D. Afonso Henriques, Isabel Pires de Lima entendeu atribuir-lhe um «enquadramento especial que favoreça a celeridade de uma decisão, tomando em consideração os antecedentes do processo», determinando que o IPPAR tem 45 dias (em vez de 90) «para elaborar parecer e proposta de decisão» da ministra.”


Comentário do Zé



Cá para mim acho que querem prejudicar o homem no concurso da RTP. Então, e se descobrem que D. Afonso Henriques tinha menos de 1,75 metros de altura?

2 comentários:

Anónimo disse...

Não há MILAGRE que limpe a muita trampa que andam a fazer por aí.

Joca disse...

O ministra das doenças corta, corta e corta e quem sofre são os utentes do SNS. Não me consta que alguém jamais tenha visto um ministro numa sala de espera dum hospital durante seis e mais horas ou que esteja na lista de espera para consultas ou cirurgias.
Experimente sr. ministro, garanto-lhe que será uma experiência que nunca mais vai esquecer.