quinta-feira, maio 02, 2019
segunda-feira, abril 29, 2019
FOTOS DO PASSADO
Fotografia do príncipe D. Luís Filipe na sua vista a Moçambique, em 1907.
Muitas vezes ouvimos falar de antigos Tramways, e pensamos nos nossos eléctricos ou nos seus percursores, como o americano e o Salazar, mas a imagem que aqui vos deixo (tirada DAQUI), é dum transporte público na minha terra, Beira - Moçambique, que foi utilizado depois de 1901, e que em 1907 terá sido utilizado pelo príncipe D. Luís Filipe.
quarta-feira, abril 24, 2019
PÚBLICOS E PATRIMÓNIO
Os museus, palácios e monumentos são
visitados por muita gente, de todas as nacionalidades, com diferentes graus de
conhecimento e de todas as idades, o que nos leva a concluir com alguma certeza
que constituem diversos tipos de público.
Diversos públicos deviam ter,
forçosamente, interesses também eles diversos, pelo que a oferta, sobretudo expositiva
e informativa, devia ser diversificada. Infelizmente a oferta é muitas vezes
formatada e visa apenas conseguir multiplicar o número de entradas, e
consequentemente das receitas.
A sociedade em que vivemos está
cada vez mais formatada, e os públicos começam a apresentar comportamentos cada
vez mais similares, e com interesses cada vez mais semelhantes. A imagem, o
imediatismo, a partilha de experiências através das redes sociais, e a resposta
à corrente que nos é mais próxima, faz com que os comportamentos sejam quase os
mesmos, independentemente de quem somos.
O comportamento dentro dos
museus, palácios e monumentos começa a obedecer a um padrão, que infelizmente
não o melhor, o mais proveitoso, e certamente muito mais afastado do que aquele
que nós pensamos ser predominante, e correcto.
Claro que quem está fora desta
realidade tem uma percepção diferente, feita à sua própria imagem, e custa-lhe
a aceitar que estejamos a caminho duma normalização, mas chamo-vos a atenção
para este artigo, de onde tirei a imagem abaixo.
sexta-feira, abril 19, 2019
AS CRÍTICAS E NOTRE DAME
Logo depois do grande incêndio de
Notre Dame surgiram alguns comentários menos abonatórios sobre a segurança do
edifício e sobre a actuação dos bombeiros, algo que que me pareceu apressado e
sobretudo, manifestava algum desconhecimento das dificuldades com que se
enfrentam as autoridades num caso destes.
Quem está por dentro destas
questões do Património sabe bem quais são as fragilidades do sistema, as
carências, e sobretudo os compromissos que são necessários fazer para que os
museus, palácios e monumentos possam ser desfrutados por todos.
Em França as questões de
segurança são levadas muito a sério, ao contrário do que acontece em Portugal,
pelas razões mais variadas, e é por isso que achei alguns comentários,
deslocados e apressados.
Aos poucos começam a ser
revelados alguns pormenores do combate ao incêndio na dita catedral, e dos
meios empregues durante o sinistro, e podemos assim constatar que apesar de
toda destruição causada pelo fogo, as entidades envolvidas nas operações de
combate e socorro, estavam devidamente equipadas e preparadas para o seu
trabalho.
Quem nos dera poder contar com estes meios, cá, num acidente desta
magnitude.
segunda-feira, abril 15, 2019
E SE FOSSE CÁ?
A pergunta é absolutamente pertinente, pois sabe-se que os planos de emergência não são testados, a formação das equipas é verdadeiramente rudimentar, e as condições proporcionadas para responder a situações de emergência são insuficientes.
Em casos desta natureza, como a que se vive agora em Paris, as próprias equipas de bombeiros e de protecção civil, não têm um conhecimento profundo dos museus, palácios e monumentos,para desenvolver o seu trabalho.
Que este desastre, que a todos entristece, sirva de alerta para os responsáveis pelo nosso Património.
quarta-feira, abril 10, 2019
sábado, abril 06, 2019
A MINISTRA E A CULTURA
Li com atenção a entrevista de
Graça Fonseca ao Público, e mais uma vez pude constatar que não foi questionada
sobre a política patrimonial, nem ela se mostrou minimamente interessada em
fazê-lo.
Foi curioso ler que a ministra
não quer discutir apenas a meta dos 1% para a Cultura, chegando mesmo a dizer
que é preciso discutir política (cultural creio), porque para lá chegar
(objectivos) precisamos se calhar de mais do que 1%, mas há que identificar
para quê.
Senhora ministra da Cultura,
creio que já está identificado o problema de falta de meios humanos nos museus,
palácios e monumentos, e não me consta que esteja a ser feita alguma coisa no
sentido de colmatar essa lacuna. Podia falar de sinalética, de uma nova política
expositiva mais actual, de políticas de divulgação, de melhorar as condições
físicas dos serviços, da política de manutenção, das obras de
reabilitação/adequação das instalações, da formação profissional, das oficinas
de restauro, para citar apenas alguns itens onde é necessária muita acção.
Para quem julga que estamos a falar
de coisas menores, talvez seja oportuno dizer que o Património (museus,
palácios e monumentos) é o maior contribuinte para o funcionamento deste
ministério. Coisa pouca, pelos vistos.
quarta-feira, abril 03, 2019
JUSTIFICAR EXCEPÇÕES...
Dar como justificação de salários elevados, mesmo superiores ao do 1º ministro, a qualidade dos profissionais, é curto ridículo e dá aso a que quem se sinta mal pago, se desleixe e piore o desempenho.
sábado, março 30, 2019
O EMPREGO E AS QUALIFICAÇÕES
Recentemente o Banco de Portugal
identificou a falta de qualificações como um dos problemas que está a travar a
criação de emprego, ao mesmo tempo que os patrões se queixam da falta de
profissionais para preencher as vagas existentes em muitos sectores.
Identificar problemas é
relativamente fácil, já investigar as razões desses problemas e indicar
soluções para eles, parece não ser o forte dos patrões e do Banco de Portugal.
Durante muito tempo foi
relativamente fácil para o patronato esmagar os salários em Portugal, porque o
desemprego era muito alto e as pessoas lá se iam sujeitando ao que era
oferecido. A juventude que agora tinha maiores qualificações começou
naturalmente a procurar oportunidades além-fronteiras, e muitas empresas
estrangeiras vieram a Portugal recrutar mão-de-obra qualificada, oferecendo
salários e outras condições bem mais aliciantes.
Os empresários portugueses
espremeram os trabalhadores até ao tutano, sem pensarem que os seus
profissionais mais qualificados estavam naturalmente a envelhecer, que não
conseguiam transmitir os seus conhecimentos aos mais novos porque eles
trabalhavam 6 meses ou pouco mais e depois procuravam algo melhor. A situação
agravou-se não só por causa da sangria de jovens qualificados para o
estrangeiro, mas também porque são cada vez menos e mais velhos, os
trabalhadores qualificados e com experiência.
A formação nas empresas é uma
miragem, na generalidade dos casos, e com a oferta de salários miseráveis as
vagas ficam por preencher. Procurar preencher essas vagas com imigrantes não
tem resultado e não tem efeitos a médio prazo.
A degradação dos serviços é uma
realidade em quase todos os sectores, a qualidade dos nossos serviços e
produtos ressente-se e há empresas que já começaram a “roubar” trabalhadores de
outras com ofertas de maiores salários. Esta realidade começa a notar-se e é um
bom sinal, porque todos ficamos a ganhar, mas quem se atrasar vai acabar por se
afundar a médio prazo…
terça-feira, março 26, 2019
O MÉRITO E A COMPETÊNCIA FAMILIAR
É comum ouvir-se por aí que se
deve recompensar o mérito e a competência, existindo mesmo quem ache que as
classificações do desempenho, na função pública, são o melhor método para
aquilatar da qualidade e empenhamento dos trabalhadores.
Do discurso à realidade vai um
caminho imenso, e entre o que se diz e o que se pratica vai uma distância tão
grande que qualquer semelhança é meramente fortuita.
Nas empresas a sucessão dos
lugares de poder é invariavelmente ocupada por alguém com um grau de parentesco
próximo, como acontece também no ensino superior, nos escritórios de advocacia,
e noutros sectores da nossa economia.
Como julgamos viver numa
Democracia, era de esperar que os nossos políticos fossem aqueles que nós
escolhemos directamente pelo voto, mas não é assim, pois os partidos é que
escolhem quem vai para o Parlamento e até para o Governo. Assim sendo nem os
políticos respondem directamente a quem os elege, o que distorce o conceito de
lealdade que deveria existir entre eleitos e eleitores.
As coisas podem ainda ser piores,
como se está a perceber, pois todos os órgãos de poder e da Administração
Pública podem ser invadidos por familiares e amigos dos governantes, que
naturalmente alegam que as nomeações são feitas pela competência dos
escolhidos, mas convenhamos que ninguém acredita nessa explicação, como é cada
vez mais evidente.
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