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sexta-feira, abril 19, 2019

AS CRÍTICAS E NOTRE DAME


Logo depois do grande incêndio de Notre Dame surgiram alguns comentários menos abonatórios sobre a segurança do edifício e sobre a actuação dos bombeiros, algo que que me pareceu apressado e sobretudo, manifestava algum desconhecimento das dificuldades com que se enfrentam as autoridades num caso destes.

Quem está por dentro destas questões do Património sabe bem quais são as fragilidades do sistema, as carências, e sobretudo os compromissos que são necessários fazer para que os museus, palácios e monumentos possam ser desfrutados por todos.

Em França as questões de segurança são levadas muito a sério, ao contrário do que acontece em Portugal, pelas razões mais variadas, e é por isso que achei alguns comentários, deslocados e apressados.

Aos poucos começam a ser revelados alguns pormenores do combate ao incêndio na dita catedral, e dos meios empregues durante o sinistro, e podemos assim constatar que apesar de toda destruição causada pelo fogo, as entidades envolvidas nas operações de combate e socorro, estavam devidamente equipadas e preparadas para o seu trabalho. 

Quem nos dera poder contar com estes meios, cá, num acidente desta magnitude.




quarta-feira, agosto 22, 2018

A PREVENÇÃO E O EXAGERO

Para começo de conversa devo afirmar que sou a favor da prevenção, do seu ensino nas escolas e na formação profissional nesta vertente, para não ser mal interpretado.

A notícia de que os novos condutores deviam ter formação no uso de desfibrilhadores deixou-me de queixo caído, apesar de se tratar apenas duma recomendação, porque é claramente um exagero.

Claro que li todo o texto da notícia e afinal só essa recomendação é que me pareceu disparatada, e poderia assinar por baixo as outras recomendações, ainda que ache que o próprio Estado terá muitas dificuldades em implementar as recomendações, e disponibilizar aparelhos em quantidades suficientes nos seus serviços, e em locais estratégicos para que isto faça sentido.


Não é do meu conhecimento que existam aparelhos destes em nenhum monumento ou museu deste país. Nunca vi sinalizado em nenhum recinto desportivo, em nenhum centro comercial, nem em nenhum recinto de festas, ou alguma praia, que existe um desfibrilhador disponível em caso de emergência.



segunda-feira, junho 19, 2017

O FOGO

Neste momento são muitas as questões que se colocam a muitos portugueses, depois de conhecida a extensão da desgraça resultante dos incêndios dos últimos dias. Ouvi muitas perguntas, e deixo aqui algumas que acho pertinentes:

- Os guardas florestais não eram necessários?
- Quando é que os meios aéreos afectos aos incêndios passa para a         força aérea?
- Quantas corporações de bombeiros e câmaras municipais têm máquinas de rastos?
- Já foi equacionado o uso de drones para ajudar no combate a incêndios?
- Quantas autarquias ou responsáveis por vias de circulação actuaram na limpeza das estradas?
- Qual é a autoridade que fiscaliza o estado de limpeza em torno das vias rodoviárias?
- Quanto custa ao erário público e ao país um ano de incêndios?