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sábado, abril 06, 2019

A MINISTRA E A CULTURA


Li com atenção a entrevista de Graça Fonseca ao Público, e mais uma vez pude constatar que não foi questionada sobre a política patrimonial, nem ela se mostrou minimamente interessada em fazê-lo.

Foi curioso ler que a ministra não quer discutir apenas a meta dos 1% para a Cultura, chegando mesmo a dizer que é preciso discutir política (cultural creio), porque para lá chegar (objectivos) precisamos se calhar de mais do que 1%, mas há que identificar para quê.

Senhora ministra da Cultura, creio que já está identificado o problema de falta de meios humanos nos museus, palácios e monumentos, e não me consta que esteja a ser feita alguma coisa no sentido de colmatar essa lacuna. Podia falar de sinalética, de uma nova política expositiva mais actual, de políticas de divulgação, de melhorar as condições físicas dos serviços, da política de manutenção, das obras de reabilitação/adequação das instalações, da formação profissional, das oficinas de restauro, para citar apenas alguns itens onde é necessária muita acção.

Para quem julga que estamos a falar de coisas menores, talvez seja oportuno dizer que o Património (museus, palácios e monumentos) é o maior contribuinte para o funcionamento deste ministério. Coisa pouca, pelos vistos.



sexta-feira, março 28, 2008

ATAPUERCA

Como hoje mesmo se vai debater sobre tipos de gestão e salvaguarda do nosso Património, e um dos exemplos que vai ser considerado é o de Atapuerca, aqui na nossa vizinha Espanha, julgo vir a propósito deixar aqui um cheirinho do que se passa do lado de lá da fronteira, e uma parte do que está a ser feito.

Começo por dizer que Atapuerca é um pequeno município da província de Burgos, da comunidade autónoma de Castela e Leão, com pouco mais de 200 habitantes. Apesar de já existirem descobertas arqueológicas anteriores, é a partir da segunda metade da década de 70 (1976) que esta estação arqueológica começa a suscitar grandes atenções pelas descobertas de fósseis que nos fazem recuar no tempo, no que toca ao estudo dos humanos na Europa.

O lugar foi classificado pela Unesco e à medida que avançam as escavações e se estudam os fósseis descobertos, começou a tornar-se claro que os primeiros seres humanos alcançaram a Europa, pelo menos há um milhão de anos, e que naquele local se podia estudar o modo de vida desses remotos ancestrais graças aos inúmeros vestígios que foram sendo encontrados.

Não gosto de estabelecer paralelos, porque neste campo eles não têm nunca as mesmas características, mas posso afirmar que o apoio à actividade científica e à divulgação destes achados é substancialmente diferente à que foi e está a ser feita no Vale do Côa, ou em qualquer outro sítio arqueológico no nosso país. Mais, diria que a atenção das autoridades, por cá, não demonstram sequer cuidados mínimos na salvaguarda deste tipo de espólio, que até é bem vasto
.

Nota: Deixo-vos alguns links de interesse sobre Atapuerca que demonstram bem o que acabei de afirmar.

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CARTOON

Pavel Constantin