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quarta-feira, abril 24, 2019

PÚBLICOS E PATRIMÓNIO


Os museus, palácios e monumentos são visitados por muita gente, de todas as nacionalidades, com diferentes graus de conhecimento e de todas as idades, o que nos leva a concluir com alguma certeza que constituem diversos tipos de público.

Diversos públicos deviam ter, forçosamente, interesses também eles diversos, pelo que a oferta, sobretudo expositiva e informativa, devia ser diversificada. Infelizmente a oferta é muitas vezes formatada e visa apenas conseguir multiplicar o número de entradas, e consequentemente das receitas.

A sociedade em que vivemos está cada vez mais formatada, e os públicos começam a apresentar comportamentos cada vez mais similares, e com interesses cada vez mais semelhantes. A imagem, o imediatismo, a partilha de experiências através das redes sociais, e a resposta à corrente que nos é mais próxima, faz com que os comportamentos sejam quase os mesmos, independentemente de quem somos.

O comportamento dentro dos museus, palácios e monumentos começa a obedecer a um padrão, que infelizmente não o melhor, o mais proveitoso, e certamente muito mais afastado do que aquele que nós pensamos ser predominante, e correcto.

Claro que quem está fora desta realidade tem uma percepção diferente, feita à sua própria imagem, e custa-lhe a aceitar que estejamos a caminho duma normalização, mas chamo-vos a atenção para este artigo, de onde tirei a imagem abaixo.



segunda-feira, janeiro 28, 2019

PATRIMÓNIO, FOTOGRAFIAS E REFLEXÕES


No passado as fotografias eram proibidas nos museus, palácios e monumentos, e eram alegadas razões de conservação e até de segurança para sustentar essa proibição.

O tempo foi passando, as máquinas fotográficas foram evoluindo, diminuindo de tamanho e de preço, e os flash também passaram a ser de luz fria, e tudo isso, bem como novas teorias sobre a influência dos flash, e a proibição começou a ser abandonada.

O advento dos smartphones com poderosas câmaras fotográficas e de filmar, deram a machadada final nas proibições, embora ainda persistam algumas, poucas, em muito poucos locais, quase apenas em templos.

Pessoalmente tenho duas visões antagónicas sobre as fotografias dentro dos museus, palácios e monumentos, uma sobre quem aprecia e fotografa e filma as peças e os espaços divulgando e partilhando o seu trabalho, ou simplesmente guardando para si as fotografias para as rever quando bem entender. Outra visão que me desagrada e que acho que não tem sentido, e muitas vezes prejudica a fruição por parte doutros visitantes, é a dos que só se fotografam a si próprios em poses mais ou menos ridículas para as redes sociais.

Não tomei qualquer posição sobre quem filma, mas tenho muitas reservas quanto às filmagens feitas por algumas pessoas que não têm qualquer cuidado nem critério, e filmam os espaços peças e tudo e todos que estejam à sua frente, sem qualquer respeito pelo direito à imagem, das pessoas que por acaso estavam lá naquele momento.

A proibição de fotografar não faz qualquer sentido, mas educar as pessoas para melhor fruírem o nosso rico Património é algo que devia ser tido em conta.  

Leitura sugerida AQUI  e AQUI


Imagem daqui

sexta-feira, outubro 12, 2018

SINAIS DOS TEMPOS

Nos dias que correm são cada vez mais as pessoas que visitam os museus e outros monumentos, não para se enriquecerem a nível intelectual, ou para desfrutarem da sua beleza, mas sim para partilharem com os amigos a sua passagem por esses espaços como se fosse um qualquer troféu.

Entre selfies e fotos tiradas por amigos ou conhecidos, pouco mais fica destas visitas... infelizmente.  


««« * »»» 

Não está fácil a vida para os homens, porque quase tudo hoje pode ser considerado discriminatório, e atentatório de outrem, mesmo que seja um simples piropo ou mau uso de palavras. À boleia de abusos reais, e de comportamentos absolutamente censuráveis, surgem acusações ou sugerem-se comportamentos discriminatórios, sem qualquer fundamento, e perfeitamente injustificados.


domingo, agosto 26, 2018

MUSEUS E GRATUITIDADES


Quando perguntamos a alguém se gosta de gratuitidades, a resposta é quase unânime, e afirmativa, pois claro. Mas será que damos sempre o devido valor ao que não nos custa nada?

As entradas grátis nos museus, palácios e monumentos dependentes do Ministério da Cultura, em todos os domingos e feriados até às 14 horas, que se praticam desde Julho de 2017, são contestadas por muitos dos trabalhadores destes serviços, que encaram esses dias grátis como os mais difíceis de suportar, devido ao comportamento do público, muito em especial nos equipamentos mais visitados.

Uma medida que terá sido implementada para dar acesso a todos (residentes em Portugal) à Cultura, sem custos, transformou-se num pesadelo para quem tem por função primordial, manter o Património em segurança.

As queixas são mais do que muitas, desde os que entram apenas porque é de borla e lhes deram um tempo livre, aos que aproveitam a oportunidade porque o tempo na praia não está bom, ou os que vieram dar uma volta com os miúdos e lhes apetece dar uma volta ao museu (sem os prepararem para a visita), até aos que fazem tempo para o almoço. Serão estes a maioria, ou existem muitos que querem mesmo aproveitar para conhecer o Património?

Claro que há muito boa gente que merece as tais borlas, mas infelizmente também há quem desperdice estas oportunidades, desrespeitando quem trabalha e sobretudo, desrespeitando o Património com comportamentos inqualificáveis.

Em vez do tal Bilhete Especial (Bilhete Doação), que não teve qualquer aderência, talvez seja de ponderar outra modalidade, um custo reduzido (por exemplo), até porque o orçamento dos museus, palácios e monumentos é tão curto que nem chega para as necessidades imediatas.



quarta-feira, junho 28, 2017

AS SOCIEDADES E OS SEUS SINAIS...

A vida em sociedade, por vezes, torna-se difícil, porque os sinais que recebemos são confusos, e porque os comportamentos nem sempre são os mais recomendáveis...

Posições a evitar...
Maus costumes...
Confuso?