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quarta-feira, junho 28, 2017

AS SOCIEDADES E OS SEUS SINAIS...

A vida em sociedade, por vezes, torna-se difícil, porque os sinais que recebemos são confusos, e porque os comportamentos nem sempre são os mais recomendáveis...

Posições a evitar...
Maus costumes...
Confuso?

sexta-feira, dezembro 11, 2015

SABER LER OS SINAIS



Boa parte da comunicação social está a avançar que este Natal está a mostrar-se melhor que os dos últimos anos, utilizando como argumentos os levantamentos e pagamentos feitos com cartões, e também algumas declarações de comerciantes das grandes cidades.

A conclusão, algo apressada diga-se, é de que os consumidores estão mais optimistas com o futuro do país, mas será que é mesmo assim?

Começando pela subida dos levantamentos e pagamentos com cartões, talvez seja bom referir que o turismo tem tido a sua influência, o que não tem sido levado em conta. Pode dizer-se exactamente o mesmo das declarações dos comerciantes das grandes cidades, é claro.

O contraponto do optimismo que nos pretendem incutir pode ser dado pela posição dos patrões que recusam um aumento do salário mínimo para os 530 euros, reclamando que as empresas não o conseguem suportar. Também é preciso ter em atenção o que pensam os portugueses dum salário mínimo de apenas 530 euros, porque a isso não é dado o devido relevo.


Gaivota by telemóvel

quinta-feira, novembro 26, 2009

CURIOSIDADES TEUTÓNICAS

Segundo li nas notícias, uma funcionária bancária alemã, fez o papel de Robin dos Bosques e compôs as contas de vários pobres com dinheiro resultante dos lucros de clientes muito ricos. Saliente-se que não se apoderou de um cêntimo de quem quer que fosse, limitando-se a fazer uma redistribuição que considerava mais justa.

O procedimento foi condenado, com uma pena suspensa e com a obrigação da restituição das verbas desviadas, estando agora a funcionária reformada, auferindo a reforma mínima, revertendo o restante para o tribunal para pagamento do dinheiro desviado.

Ainda na Alemanha foi constatado que a destruição pelo fogo de viaturas topo de gama, que têm sido atribuídas a extremistas de esquerda, tem aumentado e revelam um aumento do descontentamento com a situação económica e a má distribuição da riqueza, não se lhe podendo atribuir quaisquer motivações políticas.

As desigualdades podem vir a resultar em convulsões sociais e não creio que o espectáculo seja bonito de se ver.



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FOTOGRAFIA
Fall Rain by SoManyVoices

Late Fall 4B by Tjpower11

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CARTOON
Estética para mentirosos
870

domingo, dezembro 14, 2008

INQUIETAÇÃO SOCIAL

Tenho assistido com alguma preocupação ao pouco interesse dos políticos e analistas perante a situação preocupante que se tem verificado na Grécia. A grande maioria dos políticos tem desvalorizado a situação e as únicas abordagens ao tema, com alguma profundidade, limitam-se a tentar fazer comparações estranhas com o Maio de 68.

Eu acho que esta leveza com que se aborda o caso, é grave, porque se trata de um protesto (?) desorganizado, sem nenhum controlo, e não enquadrado por instituições que tenham alguma exigência concreta ou algum ideário reivindicativo, claro.

Este tipo de manifestações que acabam por descambar em actos de violência gratuita, não são acontecimentos novos, basta lembrar o que se passou em França ainda há pouco tempo, mas são potencialmente perigosos, nomeadamente quando, como agora, começam a tornar-se evidentes problemas sociais graves decorrentes da crise económica que abala quase todo o mundo.

O que é preocupante, é que os cidadãos cada vez menos acreditam nos seus políticos e nas instituições, e estou a falar nos partidos, e sindicatos, que tradicionalmente esgrimem as suas diferenças com regras mais ou menos definidas. Estes incidentes que geralmente despontam por algum acontecimento grave mas fortuito, podem despoletar por arrasto muitos outros descontentamentos, e tornarem-se completamente incontroláveis, transformando-se num verdadeiro caos social, impossível de controlar sem o recurso à força pura e dura, o que se tornará um descalabro.

Não deviam perder tempo a desvalorizar estes incidentes, nem a teorizar sobre as diferenças com o Maio de 68, podiam isso sim, tentar evitar que o desemprego e a exclusão aumentassem, e deviam reflectir sobre os erros que nos conduziram à grave situação em que nos encontramos.



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IMAGENS IMPROVÁVEIS
Rado
Rado

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BONECOS ALUSIVOS À ÉPOCA

Gary Varvel