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quinta-feira, agosto 22, 2019

A IDENTIDADE DE GÉNERO E O WC

O executivo fez sair o diploma sobre a identidade de género, e a confusão instalou-se com inúmeras interpretações, cada uma mais disparatada do que outra. Creio que algumas pessoas nem leram o diploma, mas todos têm uma opinião, como é habitual.

Já se criou sinalética adequada à situação e confesso que este sinal foi menos ridículo que encontrei numa busca aturada por muitos locais.

Em caso de suspeitas quanto ao género declarado, há sempre a possibilidade do recurso à apalpação? Esta foi uma pergunta que ouvi.
Outra pergunta colocada foi sobre a possibilidade de se fazerem sanitários mistos para todos, o que sairia mais barato.

quarta-feira, janeiro 02, 2019

O PATRIMÓNIO EM 2019


Como já era esperado por todos os que conhecem bem o meio, o ano de 2019 não começa da melhor maneira para os museus, palácios, monumentos e sítios, e depois da reunião de hoje no Palácio Foz, as notícias também não foram as melhores.

O director do Museu Nacional de Arte Antiga anunciou que não se candidataria de novo ao lugar após o fim da sua comissão de serviço, e o mesmo acontecerá com o director-adjunto do mesmo museu.

A autonomia de que se falou não passa dum placebo, as carências dos serviços vão continuar a agravar-se, o marasmo tende a adensar-se, e já ninguém acredita que as coisas mude3m, nem por ser um ano de eleições.



quinta-feira, dezembro 27, 2018

QUANDO MAAT NOS CONFUNDE


A conversa, no café do bairro, decorria o seu curso sob a História do Egipto, e estava bem acalorada quando um amigo se aproximou, e do nada, nos diz que nós devíamos estar confusos, pois o MAAT nada tinha que ver com a harmonia e ordem, mas sim com arte e arquitectura.

Fez-se um silêncio profundo na mesa, alguns de nós franziram a testa surpreendidos pela observação, e só passados alguns segundos é que as gargalhadas ecoaram no café. O recém-chegado fica com uma cara de tacho, surpreendido pelas gargalhadas e pergunta incomodado: disse alguma asneira?

Foi relativamente fácil desfazer o equívoco, e lá lhe explicámos que não nos estávamos a referir ao Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT), mas sim a maat, que era o papel do faraó no Egipto, que era suposto encarnar o equilíbrio e a ordem (tanto natural como social), a harmonia, a moralidade, a verdade ou a justiça.

Este maat era a única alternativa ao caos, e cabia ao soberano ser o seu garante. O faraó era um descendente dos deuses. Maat era também uma deusa (mãe de Rá).  

No final todos nos rimos com a confusão que tinha resultado duma observação feita por quem que não tinha os dados suficientes para emitir uma opinião com fundamento…



quinta-feira, junho 21, 2018

UMA VAGA DE MUSEUS

Ainda continua a polémica em torno do anunciado Museu das Descobertas, ou dos Descobrimentos, e já começou outra discussão, agora sobre o Museu do Terramoto.

Nos dois casos acima mencionados está envolvida a Câmara Municipal de Lisboa, sendo que no primeiro a ideia terá partido do próprio presidente, e no segundo existe já uma cedência de espaço camarário em zona nobre de Lisboa para a sua implementação.

Sobre o primeiro museu, o das Descobertas, já manifestei a minha opinião, e curiosamente sobre o segundo, o do Terramoto, a opinião é quase a mesma.

Quando questionado sobre o projecto do Museu do Terramoto, Ricardo Clemente (um dos promotores da ideia) afirmo que não queria estar preso a uma catalogação, acrescentando que “não é definitivamente um museu, nem um centro de interpretação como estamos habituados a ver, é uma mistura de alguns destes ingredientes”.

Curiosamente a mesma definição também me foi sugerida quando perguntei, a respeito do Museu das Descobertas, sobre o seu acervo e sobre a mensagem que se queria transmitir.


Está visto que são duas ideias pouco definidas e muito pouco trabalhadas, que podendo ser potencialmente estimulantes, não têm ainda pés para andar. Há tanto que fazer pelos museus e monumentos já existentes que não faz sentido perder mais tempo e energias com estes projectos ainda em estado embrionário.












A ideia terá partido daqui?

domingo, agosto 27, 2017

A CONFUSÃO INSTALADA

Cupido, o deus do amor, filho de Vénus e de Marte, é representado como um rapazinho alado com o seu arco, pronto a disparar sobre o coração de homens e deuses. Não confundir com os anjinhos papudos que vemos representados em pinturas muito típicas dos séculos mais recentes, nas culturas judaico cristãs.


Põe-te a milhas, ainda te confundem com um anjo...

quarta-feira, junho 28, 2017

AS SOCIEDADES E OS SEUS SINAIS...

A vida em sociedade, por vezes, torna-se difícil, porque os sinais que recebemos são confusos, e porque os comportamentos nem sempre são os mais recomendáveis...

Posições a evitar...
Maus costumes...
Confuso?

quarta-feira, maio 11, 2016

CONVERSAS DE TOILETTE



Imagine-se que o governo dos EUA processa um Estado por lei das casas de banho, o que acontece neste momento com a Carolina do Norte. Está em causa uma lei que, segundo alguns, discrimina a comunidade lésbica, gay, bissexual e transexual (LGBT).

Na Carolina do Norte foi aprovada uma lei que obriga a comunidade LGBT a usar as casas de banho públicas segundo o sexo indicado na certidão de nascimento, o que pode violar a lei dos Direitos Civis de 1964, que proíbe qualquer discriminação, e esta é patrocinada pelo estado, e terá (?) como objectivo provocar danos a pessoas “inocentes” e a um colectivo que “já sofreu muito” (os destaques estão na notícia).

Não sei qual será o sentimento da comunidade LGBT lá do burgo, mas já começo a imaginar se a coisa pega, qual será a solução para resolver mais este problema em locais públicos. Também não vejo qual será a solução pedida pela comunidade, porque estou a imaginar uns quantos parvalhões a fazerem passar-se por gays, só para entrarem nos wc’s delas… 


Podem sempre optar por estes sinais

quinta-feira, julho 11, 2013

DEMOCRACIA CONDICIONADA



Cavaco Silva com a sua comunicação ao país conseguiu lançar ainda mais confusão do que a que existia antes com a garotice dos dois parceiros da coligação governamental.

Quando a solução mais lógica era a convocação de eleições antecipadas, Cavaco vem dizer que não está de acordo com as eleições agora, deitando-as para depois de Junho de 2014, mas que gostaria de uma solução a três, com PSD, CDS e PS, que obviamente prefere ao acordo entre Passos e Portas que estava sobre a mesa.

Este condicionamento da Democracia, que pretende forçar um entendimento entre 3 forças partidárias diferentes, não respeita o pulsar da sociedade portuguesa, nem tem em conta as declarações recentes dos líderes das 3 forças.

As eleições em Democracia são sempre clarificadoras e nunca deviam ser consideradas um empecilho aos interesses do povo. Este adiamento das inevitáveis eleições apenas tornam a política num pântano maior do que tem sido nestes últimos tempos.

Nota: Uma minudência sobre o actual governo, onde já não estão (?) pelo menos dois ministros, creio que não se encontra em plenitude das suas funções, ao contrário do que diz Cavaco Silva.


CARTOON

sexta-feira, janeiro 20, 2012

EXPLICAR O INEXPLICÁVEL

João Proença, o líder da UGT, tem pela frente a tarefa impossível de tentar explicar o inexplicável, que foi a assinatura do chamado Acordo de Concertação Social.

O líder da central sindical UGT, não consegue mostrar aos portugueses, nomeadamente aos seus associados, uma única virtualidade deste documento, ou uma só medida favorável aos trabalhadores e desempregados deste país. Não consegue porque não há!

Escusado será dizer que todas as explicações entretanto por ele dadas são ridículas. Primeiro veio dizer que o governo teria ameaçado que sem o acordo “iria cumprir e eventualmente ultrapassar” o memorando de entendimento Para seu azar, Vítor Gaspar veio reconhecer que o governo foi mais longe do que a troika exigia na execução de reformas no mercado laboral português.

O que era escusado, por ser mais do que ridículo, foi a afirmação de João Proença dizendo que tinha sido “incentivado” por altos quadros da CGTP a negociar o acordo com o governo. Isto é um disparate total, pois como é sabido a CGTP abandonou as negociações antes do seu final, tornando clara a sua posição quanto ao documento.

O desnorte do líder da UGT é evidente, pois a sua assinatura naquele acordo foi apenas favorável ao patronato, que vê satisfeitos os seus desejos, e para o governo que bem-feitas as contas, não cedeu em nada que favorecesse os trabalhadores.

Leia também ISTO e ISTO
CARTOON

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sexta-feira, agosto 19, 2011

ANÍBAL, O GOZÃO

Hoje não estou a pensar no Aníbal que foi um grande general e que incluiu elefantes no seu exército. Esse foi um grande estratega e foi uma inspiração para outros que vieram depois dele, como Napoleão e o duque de Wellington.

Como diz o nosso povo, “Marias há muitas”, e certamente que também haverá uma boa quantidade de indivíduos com o nome de Aníbal.

Por cá temos um Aníbal, que também é Cavaco Silva, e que de vez em quando nos brinda com umas declarações, que para uns devem ser inspiração, e para outros não passam de vulgaridades, para não dizer mesmo, piadas.

As últimas declarações conhecidas dizem que ele “aposta em turismo de qualidade”. Se estas declarações fossem lidas fora do contexto, talvez viessem explicar o aumento do IVA que atingirá a alimentação e portanto, a restauração e a hotelaria.

Lendo atentamente a notícia, ficamos a saber a opinião do Presidente da República, no Facebook claro está, e aí se lê que “foram cometidos erros em matéria de ordenamento do território” mas também que encontra “nos autarcas uma vontade firme de os reparar”.

Algarvio de nascimento, Cavaco Silva fala quase só do Algarve, e que além de olvidar o resto do território, diz acreditar que os portugueses “estão plenamente conscientes das dificuldades” que o país enfrenta, e encoraja-os a “recuperar forças e ânimo” no Verão para um novo período “de coragem e esperança”.

É bonita a defesa, implícita nas suas palavras, do governo de Passos Coelho, mas com todas as diatribes que este tem vindo a praticar, será que nós ainda temos algumas esperanças no futuro próximo? É que segundo o próprio Passos Coelho as coisas ainda vão piorar para o cidadão comum, não ligando a palavras anteriores de Aníbal, que já disse que “há limites para os sacrifícios” pedidos aos portugueses. Lembram-se?

CARICATURA


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