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quinta-feira, setembro 18, 2014

ERA UMA NOVELA E VIROU UM DRAMA



Ainda há poucos meses o BES fazia parte de um grupo comandado por um homem de sucesso que seguia as pegadas duma respeitável família de banqueiros, que até era apelidado de “dono disto tudo” (DDT).

O grupo financeiro desmoronou-se depois de descoberta de operações mais do que suspeitas que desencadearam intervenções do Banco de Portugal no BES, originando um banco bom e um banco mau, sendo que o bom foi apelidado de Novo Banco e teve uma gestão que se aguentou menos de dois meses, e agora tem outra que está a fazer a transição até à venda da instituição no mais curto espaço de tempo possível.

A pressa na venda desvaloriza o valor do banco, mas o que é mais grave é que deixa um rasto de processos que resultam de toda esta trapalhada, já a começar pela venda da Tranquilidade, o que era mais do que previsível, e a procissão ainda vai no adro.

Quem é que vai ser responsabilizado pelas indemnizações que se desenham? Será o BdP, a troika, a União Europeia ou o governo? E quem é que vai pagar a factura?


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quinta-feira, julho 11, 2013

DEMOCRACIA CONDICIONADA



Cavaco Silva com a sua comunicação ao país conseguiu lançar ainda mais confusão do que a que existia antes com a garotice dos dois parceiros da coligação governamental.

Quando a solução mais lógica era a convocação de eleições antecipadas, Cavaco vem dizer que não está de acordo com as eleições agora, deitando-as para depois de Junho de 2014, mas que gostaria de uma solução a três, com PSD, CDS e PS, que obviamente prefere ao acordo entre Passos e Portas que estava sobre a mesa.

Este condicionamento da Democracia, que pretende forçar um entendimento entre 3 forças partidárias diferentes, não respeita o pulsar da sociedade portuguesa, nem tem em conta as declarações recentes dos líderes das 3 forças.

As eleições em Democracia são sempre clarificadoras e nunca deviam ser consideradas um empecilho aos interesses do povo. Este adiamento das inevitáveis eleições apenas tornam a política num pântano maior do que tem sido nestes últimos tempos.

Nota: Uma minudência sobre o actual governo, onde já não estão (?) pelo menos dois ministros, creio que não se encontra em plenitude das suas funções, ao contrário do que diz Cavaco Silva.


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