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sábado, dezembro 19, 2015

OS DESEMPREGADOS E O MILIONÁRIO



A imprensa em geral gosta de dar relevo a certas coisas que nem sempre são relevantes socialmente, mas que mediaticamente ajudam a projectar, e a vender, notícias.

José Mourinho foi despedido do Chelsea devido aos maus resultados durante esta época, enquanto por cá, apenas um grupo ligado à construção civil está a despedir 500 trabalhadores, devido à crise na construção, e os bancos se preparam para despedir mais umas centenas de trabalhadores devido à crise.

Mourinho é considerado um treinador de topo, não discuto isso, mas continua a ser milionário e tem à sua espera diversos clubes que lhe podem pagar ordenados condizentes com o seu estatuto futebolístico, já os outros desempregados de que falei, nem são milionários nem têm à sua espera muitas empresas dispostas a dar-lhes um emprego condigno e decentemente remunerado.

O despedimento de Mourinho é um fait divers, já para a maioria dos outros que mencionei e não mencionei, é um drama social.

quinta-feira, setembro 18, 2014

ERA UMA NOVELA E VIROU UM DRAMA



Ainda há poucos meses o BES fazia parte de um grupo comandado por um homem de sucesso que seguia as pegadas duma respeitável família de banqueiros, que até era apelidado de “dono disto tudo” (DDT).

O grupo financeiro desmoronou-se depois de descoberta de operações mais do que suspeitas que desencadearam intervenções do Banco de Portugal no BES, originando um banco bom e um banco mau, sendo que o bom foi apelidado de Novo Banco e teve uma gestão que se aguentou menos de dois meses, e agora tem outra que está a fazer a transição até à venda da instituição no mais curto espaço de tempo possível.

A pressa na venda desvaloriza o valor do banco, mas o que é mais grave é que deixa um rasto de processos que resultam de toda esta trapalhada, já a começar pela venda da Tranquilidade, o que era mais do que previsível, e a procissão ainda vai no adro.

Quem é que vai ser responsabilizado pelas indemnizações que se desenham? Será o BdP, a troika, a União Europeia ou o governo? E quem é que vai pagar a factura?


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