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segunda-feira, março 12, 2018

OS POBRES CONTINUAM POBRES



Quando muito se fala de crescimento, de aumento do emprego, e de alívio do cinto, importa muito saber se este aumento de riqueza teve uma justa repartição ou se pelo contrário se assistiu a uma maior concentração da riqueza.

Os investigadores do ISCTE foram acompanhando um grupo de pessoas em situação de pobreza e depois de alguns anos verificaram que muito poucos conseguiram sair da pobreza, mesmo depois de arranjarem emprego.

Diversas ilações podem ser tiradas sem grandes dúvidas, começando desde logo pela constatação de que o trabalho não garante a saída da pobreza, de que a riqueza continua a ser mal distribuída, e que o tal alívio do cinto não foi igual para todos.

Quem acredita que o mercado se auto-regula deve repensar as suas ideias, quem acredita que o patronato quer empregados felizes deve considerar outra medicação, e quem acreditou que este governo ia mudar o paradigma deve questionar-se.



terça-feira, outubro 03, 2017

SOCIEDADE



A sociedade é óptima a exaltar os que têm sucesso e rápida a zombar dos fracassados. Quem almeja ter uma personalidade saudável não deve esquecer esta lei: não espere muito dos outros.

Augusto Cury



segunda-feira, setembro 28, 2015

NOVIDADES DE SINTRA



Sintra é um destino ideal para quem pretenda passear por uma paisagem deslumbrante, ao mesmo tempo que desfruta de monumentos ligados à história de Portugal, desde D. Afonso Henriques até à implantação da República.

Hoje já se pode ir da Vila de Sintra, tomada por D. Afonso Henriques em 1147. Até ao Castelo de Sintra, fortaleza defensiva restaurada ao tempo do Marquês de Pombal, sempre pelo interior da serra sem o incómodo dos automóveis que enchem a estrada de acesso ao Palácio Nacional da Pena. O percurso pedonal é pela Vila Sassetti recentemente requalificada pela Parques de Sintra – Monte da Lua.

Outra novidade será a hasta pública do Hotel Netto, adquirido recentemente pela Câmara Municipal de Sintra, quando tudo indicava que seria Comprada pela Parques de Sintra – Monte da Lua (PSML), que até tinha preparado um plano de recuperação para a mesma, com o recurso ao direito de preferência a que tinha direito a CMS. A intenção de ganhar 300 a 400 mil euros é simplesmente mirabolante, mas Basílio Horta é sempre uma surpresa, ainda que nem sempre agradável.

Espero que o património, as queijadas e os travesseiros, continuem a atrair portugueses e estrangeiros que nada têm que ver com estas novidades.



quinta-feira, outubro 28, 2010

PREOCUPAÇÕES SOCIAIS

Este é sem dúvida nenhuma um dos temas que mais devia preocupar a sociedade em geral, especialmente porque estamos a atravessar tempos muito difíceis, em que a miséria e o desemprego crescem, e a economia fraqueja.

Se uns se preocupam com os problemas sociais e com a justa repartição da riqueza, outros dão mais importância ao lucro pessoal, fechando os olhos à triste realidade que nos rodeia.

Porque já me colaram diversas designações, que por acaso não partilho, mas porque acredito num mundo mais justo mesmo que longe da (inalcançável) perfeição, fico irritado com a insensibilidade de quem devia ter especiais responsabilidades.

Governantes, economistas e empresários são os grandes responsáveis pelo poder decisório, e é com muita revolta que os ouço concluir que os “empresários só querem descontar 3% para a Segurança Social”, em vez dos 23,75% actuais.

Quem pretende diminuir os custos do factor trabalho destruindo a Segurança Social, só pode estar a preparar o país para ter uma legião de desempregados a mendigar um emprego a troco de um prato de sopa. Daqui à escravatura vai um passo, que a nossa sociedade já deu em sentido contrário há séculos. Tenham vergonha!



FOTOGRAFIA


CARTOON

domingo, dezembro 14, 2008

INQUIETAÇÃO SOCIAL

Tenho assistido com alguma preocupação ao pouco interesse dos políticos e analistas perante a situação preocupante que se tem verificado na Grécia. A grande maioria dos políticos tem desvalorizado a situação e as únicas abordagens ao tema, com alguma profundidade, limitam-se a tentar fazer comparações estranhas com o Maio de 68.

Eu acho que esta leveza com que se aborda o caso, é grave, porque se trata de um protesto (?) desorganizado, sem nenhum controlo, e não enquadrado por instituições que tenham alguma exigência concreta ou algum ideário reivindicativo, claro.

Este tipo de manifestações que acabam por descambar em actos de violência gratuita, não são acontecimentos novos, basta lembrar o que se passou em França ainda há pouco tempo, mas são potencialmente perigosos, nomeadamente quando, como agora, começam a tornar-se evidentes problemas sociais graves decorrentes da crise económica que abala quase todo o mundo.

O que é preocupante, é que os cidadãos cada vez menos acreditam nos seus políticos e nas instituições, e estou a falar nos partidos, e sindicatos, que tradicionalmente esgrimem as suas diferenças com regras mais ou menos definidas. Estes incidentes que geralmente despontam por algum acontecimento grave mas fortuito, podem despoletar por arrasto muitos outros descontentamentos, e tornarem-se completamente incontroláveis, transformando-se num verdadeiro caos social, impossível de controlar sem o recurso à força pura e dura, o que se tornará um descalabro.

Não deviam perder tempo a desvalorizar estes incidentes, nem a teorizar sobre as diferenças com o Maio de 68, podiam isso sim, tentar evitar que o desemprego e a exclusão aumentassem, e deviam reflectir sobre os erros que nos conduziram à grave situação em que nos encontramos.



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IMAGENS IMPROVÁVEIS
Rado
Rado

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BONECOS ALUSIVOS À ÉPOCA

Gary Varvel