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OS POBRES CONTINUAM POBRES
terça-feira, outubro 03, 2017
SOCIEDADE
segunda-feira, setembro 28, 2015
NOVIDADES DE SINTRA
quinta-feira, outubro 28, 2010
PREOCUPAÇÕES SOCIAIS
Este é sem dúvida nenhuma um dos temas que mais devia preocupar a sociedade em geral, especialmente porque estamos a atravessar tempos muito difíceis, em que a miséria e o desemprego crescem, e a economia fraqueja.
Se uns se preocupam com os problemas sociais e com a justa repartição da riqueza, outros dão mais importância ao lucro pessoal, fechando os olhos à triste realidade que nos rodeia.
Porque já me colaram diversas designações, que por acaso não partilho, mas porque acredito num mundo mais justo mesmo que longe da (inalcançável) perfeição, fico irritado com a insensibilidade de quem devia ter especiais responsabilidades.
Governantes, economistas e empresários são os grandes responsáveis pelo poder decisório, e é com muita revolta que os ouço concluir que os “empresários só querem descontar 3% para a Segurança Social”, em vez dos 23,75% actuais.
Quem pretende diminuir os custos do factor trabalho destruindo a Segurança Social, só pode estar a preparar o país para ter uma legião de desempregados a mendigar um emprego a troco de um prato de sopa. Daqui à escravatura vai um passo, que a nossa sociedade já deu em sentido contrário há séculos. Tenham vergonha!

domingo, dezembro 14, 2008
INQUIETAÇÃO SOCIAL
Tenho assistido com alguma preocupação ao pouco interesse dos políticos e analistas perante a situação preocupante que se tem verificado na Grécia. A grande maioria dos políticos tem desvalorizado a situação e as únicas abordagens ao tema, com alguma profundidade, limitam-se a tentar fazer comparações estranhas com o Maio de 68.
Eu acho que esta leveza com que se aborda o caso, é grave, porque se trata de um protesto (?) desorganizado, sem nenhum controlo, e não enquadrado por instituições que tenham alguma exigência concreta ou algum ideário reivindicativo, claro.
Este tipo de manifestações que acabam por descambar em actos de violência gratuita, não são acontecimentos novos, basta lembrar o que se passou em França ainda há pouco tempo, mas são potencialmente perigosos, nomeadamente quando, como agora, começam a tornar-se evidentes problemas sociais graves decorrentes da crise económica que abala quase todo o mundo.
O que é preocupante, é que os cidadãos cada vez menos acreditam nos seus políticos e nas instituições, e estou a falar nos partidos, e sindicatos, que tradicionalmente esgrimem as suas diferenças com regras mais ou menos definidas. Estes incidentes que geralmente despontam por algum acontecimento grave mas fortuito, podem despoletar por arrasto muitos outros descontentamentos, e tornarem-se completamente incontroláveis, transformando-se num verdadeiro caos social, impossível de controlar sem o recurso à força pura e dura, o que se tornará um descalabro.
Não deviam perder tempo a desvalorizar estes incidentes, nem a teorizar sobre as diferenças com o Maio de 68, podiam isso sim, tentar evitar que o desemprego e a exclusão aumentassem, e deviam reflectir sobre os erros que nos conduziram à grave situação em que nos encontramos.






