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segunda-feira, março 12, 2018

OS POBRES CONTINUAM POBRES



Quando muito se fala de crescimento, de aumento do emprego, e de alívio do cinto, importa muito saber se este aumento de riqueza teve uma justa repartição ou se pelo contrário se assistiu a uma maior concentração da riqueza.

Os investigadores do ISCTE foram acompanhando um grupo de pessoas em situação de pobreza e depois de alguns anos verificaram que muito poucos conseguiram sair da pobreza, mesmo depois de arranjarem emprego.

Diversas ilações podem ser tiradas sem grandes dúvidas, começando desde logo pela constatação de que o trabalho não garante a saída da pobreza, de que a riqueza continua a ser mal distribuída, e que o tal alívio do cinto não foi igual para todos.

Quem acredita que o mercado se auto-regula deve repensar as suas ideias, quem acredita que o patronato quer empregados felizes deve considerar outra medicação, e quem acreditou que este governo ia mudar o paradigma deve questionar-se.



sábado, setembro 09, 2017

INJUSTIÇAS E REDISTRIBUIÇÃO



É sempre penoso verificar que muitos dos problemas da nossa sociedade derivam pura e simplesmente da má redistribuição da riqueza produzida, fruto da ganância e do assalto ao poder das classes com mais poder.

Nos nossos dias o dinheiro domina o poder, apesar de tudo estar bem disfarçado por um manto de Democracia que é mais ilusório do que real. Os partidos estão dominados por quem os patrocina e por quem garante locais de recuo depois da vida política, e tudo hoje se subordina à economia e aos seus interesses, sendo que os interesses dos cidadãos ficam sempre num plano inferior.

As grandes desigualdades servem para dividir a sociedade, onde uns quantos ganham bastante e são taxados bem pelo fisco, e outros ganham uma miséria pois apenas sobrevivem com os salários miseráveis que auferem. Não me esqueci dos que manobram tudo isto e que estão sempre na sombra, e fogem ao esforço exigido ao comum dos mortais.

As altas chefias, que são o braço armado de quem está na sombra, ganham bem e são bem taxados por esse motivo, e não podem (não deviam) queixar-se, porque colaboram na exploração dos seus subordinados, que têm apenas direito a salários baixos com os quais apenas sobrevivem.

Ouvir alguns, como Manuela Ferreira Leite e Miguel Sousa Tavares, a queixarem-se de pagar muitos impostos e não os ouvir dizer nada sobre os salários de miséria da grande maioria, é simplesmente patético e deprimente.



sexta-feira, dezembro 09, 2016

A TECNOLOGIA É LIXADA

Enquanto uns se deliciam com as novas tecnologias, e com as facilidades que elas nos proporcionam, outros tremem de cada vez que se anuncia uma nova descoberta, ou um novo uso para as tecnologias mais recentes.

O recente anuncio da Amazon que pretende avançar com loja sem filas nem caixas, é o mais perfeito exemplo do que digo: delicia quem diz não ter tempo a perder, horroriza quem trabalha em supermercados.

As novas tecnologias podem facilitar-nos a vida mas também contribuem para um aumento do desemprego, e isso já devia estar a ser equacionado pelos diferentes governos deste planeta, porque existe uma potencial ameaça ao sistema de segurança social que tanto prezamos na Europa.

A tecnologia continuará a evoluir, e ela é (quase sempre) benéfica para a humanidade, mas na verdade é alterado um factor de equilíbrio da sociedade actual, que é o baixo desemprego. Chegados aqui é necessário reequacionar a natureza dos nossos impostos, pensados para fazer uma redistribuição da riqueza a partir dos rendimentos do trabalho.


Não existem muitas opções para garantir uma redistribuição mais justa da riqueza, com estes avanços constantes da tecnolologia, e o patronato não vai gostar de nenhuma, porque terá que se taxar as máquinas, ou o que elas produzem, diminuir os horários de trabalho, e aumentar os salários, a menos que se desejem grandes assimetrias e constantes conflitos sociais.