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segunda-feira, abril 15, 2019

E SE FOSSE CÁ?

A pergunta é absolutamente pertinente, pois sabe-se que os planos de emergência não são testados, a formação das equipas é verdadeiramente rudimentar, e as condições proporcionadas para responder a situações de emergência são insuficientes.

Em casos desta natureza, como a que se vive agora em Paris, as próprias equipas de bombeiros e de protecção civil, não têm um conhecimento profundo dos museus, palácios e monumentos,para desenvolver o seu trabalho.

Que este desastre, que a todos entristece, sirva de alerta para os responsáveis pelo nosso Património.


 


terça-feira, abril 17, 2018

DESLUMBRAMENTO E GANÂNCIA


Com a verdadeira explosão que se verificou nos números relacionados com o turismo e com o “Portugal está na moda”, logo despontaram por todo o lado os oportunistas e gananciosos, para os quais o limite é a Lua.

A banca abriu os cordões à bolsa, as rendas dispararam, com elas os despejos, e parecia que tudo estava de acordo com a oferta e a procura, as tais regras do mercado, mas parece que se esqueceram dum pormenor, a concorrência.

Só este ano vão abrir uma centena de hotéis em Portugal, o número de apartamentos para aluguer de curta duração duplica todos os anos, os Hostels proliferam por todo o lado, e as casas para venda a estrangeiros são cada vez mais, como se todos tivessem descoberto o filão inesgotável.

Infelizmente, tudo tem limites e o filão está a esgotar-se a passos largos, e como ninguém se atreveu a regular tudo isto, defendendo os autóctones, já começámos a ultrapassar os limites, e os fluxos que pareciam não ter fim, começam a abrandar, senão mesmo a regredir, porque não é o turismo que ultrapassou os limites, mas sim a ganância que está a matar a galinha dos ovos de ouro.


quarta-feira, julho 26, 2017

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO



Em Portugal dá-se, infelizmente, pouca importância à comunicação, que muitas vezes acaba por ser confundida com publicidade.

Recentemente o governo permitiu (?) que as informações sobre os incêndios fossem centralizadas em Lisboa, “libertando” assim os comandantes dos bombeiros da tarefa de informar os órgãos de comunicação social, sobre o andamento das operações.

O resultado tem sido uma verdadeira trapalhada, com comunicações duas vezes ao dia, com uma página da internet com informações que são contrariadas pelos autarcas das regiões flageladas pelas chamas, e noticiários em que os repórteres emitem opiniões pessoais e desabafos dos cidadãos desesperados, aumentando assim o alarme social.

Pode e deve-se controlar a comunicação política, já os factos, como a realidade dramática dos incêndios, não pode nem deve ser escondida ou filtrada, pelo menos do modo agora ensaiado.

Erros como o de não divulgar a lista das pessoas mortas num incêndio, ou sobre a gravidade da queda de um meio aéreo, só descredibilizam as autoridades e o governo. A impressão que fica é a de que se tenta esconder responsabilidades e descoordenação, e é esse o discurso que vai vingar a partir de agora, e era mais do que previsível.