segunda-feira, março 17, 2008

AVALIAÇÕES E AVALIADOS

Tenho por costume, quando me entrego a um projecto novo e com alguma complexidade, reunir todos os dados que julgo necessários e começar a planear cuidadosamente as diferentes etapas que envolvem esse trabalho. É tudo uma questão de método, mas isso ajuda-me a manter um ritmo de trabalho razoável e a cumprir os prazos exigidos. Durante estas tarefas de planeamento costumo desligar-me um pouco do mundo exterior.

Durante a última semana procurei manter-me a milhas das notícias das notícias, o que pelo vistos me poupou a muitos disparates, dos quais só vim a tomar conhecimento no domingo ao ler o os semanários e na consulta das notícias na net. Como era de esperar pouco mudou por estas bandas.

O assunto mais comentado foi a grande manifestação dos professores, e de novo só o comício do PS, que me deu a impressão de ser apenas a 1ª manifestação de que Sócrates vai entrar em campanha eleitoral, a partir de agora. Fixei ainda as opiniões de três ou quatro comentadores, que me fizeram sorrir por motivos bem diferentes.

Daniel Bessa, lembram-se dele, veio dizer que não foi à manifestação dos professores, o que não surpreende ninguém, e lança um repto aos professores perguntando-lhes como querem ser avaliados. Ele, que começou o artigo dizendo que é professor há 47 anos e que o ensino é globalmente fraco. Daniel Bessa não deve temer ser avaliado desta maneira porque sabe que não terá uma avaliação tão severa como a que o atingiu na vida política, onde não foi bem avaliado, como se sabe.

De Emídio Rangel ouviu-se a maior enormidade, começando por chamar “hooligans” aos perto de 100.000 professores, para concluir que “… tenho vergonha destes pseudo professores que trabalham pouco, ensinam menos, não aceitam avaliações e transformaram-se em soldados do Partido Comunista, para todo o serviço”. A sintonia destas declarações com as anteriormente proferidas por Augusto Santos Silva em Chaves, é curiosa, para quem conhece os meandros da comunicação social, mas mais curioso ainda é recordar aquela história do senhor Rangel de berbequim na mão e muito furioso, bem guardada no baú das memórias.

Mais previsível e com um estilo muito característico, Jorge Coelho também ajudou à festa do PS, com um discurso inflamado onde só faltou aquela citação que se colou à sua imagem desde há uns anos: “Quem se mete com o PS, leva.”

Não podia também deixar de mencionar o Miguel Sousa Tavares, um defensor acérrimo das avaliações na função pública, pois lembrei-me logo que ele gostaria de ser também avaliado pelo Vasco Pulido Valente, ano após ano, justa ou injustamente.

Fiquei esclarecido pelas declarações destes senhores. São todos a favor das avaliações, apesar de não terem concordado com as avaliações que já lhes deram, porque essas eram naturalmente injustas. Pois é!...

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FOTOS - MONTAGENS
hybrid thingy 1 by artsiipunk

Will the wolfird by *HumanDescent

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CARTOON

The Mother of All Wars by Latuff2

Message to the Iraq Army by Latuff2

sexta-feira, março 14, 2008

PEDIDO DE DESCULPAS

Por motivos laborais fui obrigado a afastar-me por uns dias deste cantinho, e esqueci-me de deixar aqui um aviso aos meus leitores. Foi uma falha minha, pela qual me penitencio, mas este afastamento não estava programado.

Vou continuar afastado por mais uns dias, pelo que aproveitei um momento em que a inspiração para o trabalho simplesmente não existe, para vos deixar esta mensagem. Já falta pouco para terminar esta etapa mais exigente do trabalho, pelo que a minha previsão de regresso às lides normais, se situa no início da próxima semana.

Até breve

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FOTOS

Dmitry29

sergeykuranov

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CARTOON

segunda-feira, março 10, 2008

RECUO OU SENSATEZ?

Tenho ouvido e lido diversos comentadores conceituados dizer que, após a manifestação de sábado passado, e perante as posições extremadas, qualquer recuo do executivo seria encarado como um sinal de fraqueza do governo e uma cedência que fragilizaria José Sócrates. Por isso todos eles vaticinam que a ministra da Educação não vai ser demitida e que o 1º ministro vai manter a sua política, apesar de tudo.

Ainda há pouco ouvi o professor Marcelo Rebelo de Sousa dizer algo um pouco diferente, afirmando que Sócrates vai manter o discurso, mas vai fazer deslizar os prazos da avaliação dos professores, e anunciar grandes projectos ao mesmo tempo que acena com a possibilidade da redução de impostos, porque a sua teimosia não lhe permite recuos, como os feitos por Cavaco Silva.

Parece-me que os colunistas e os comentadores não perceberam bem o que se está a passar em Portugal, e que não entenderam que o apoio generalizado das populações a este protesto (justo) dos professores, reflecte um mau estar social, que extravasa simpatias partidárias ou sensibilidades ideológicas. A grande maioria dos cidadãos protestaria igualmente caso não tivesse medo das consequências que isso lhes acarretaria. Esta é a realidade que o medo abafa, mas é igualmente este o risco que correrá quem o pretenda ignorar.

Não espero sensatez por parte de quem já demonstrou não a ter, pelo contrário esperava que alguns comentadores tivessem a coragem de admitir, que não estamos perante um protesto meramente político mas sim diante de uma crise social.


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FOTOS BIRDS

dreamers

dreamers

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CARTOON

sábado, março 08, 2008

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Dedicado a todas as minhas leitoras, neste dia que lhes é particularmente dedicado.
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LEMBRANÇA DO GORAZ

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IMAGEM

FE LIGHT by renderix

RENDEZVOUS by renderix

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CARTOON MACABRO

sexta-feira, março 07, 2008

A CAMPANHA VERGONHOSA

Quando as coisas correm mal para o governo nada como soltar umas informações sobre aumentos para a função pública, para ver se os restantes cidadãos manifestam o seu desagrado e se voltam contra os “felizardos funcionários públicos”. A receita foi resultando durante algum tempo, mas como tudo o que é demais enjoou, e aos poucos a estratégia deixou de aliciar a inveja, aliás infundada.

Ontem vieram a público notícias sobre os salários máximos do funcionalismo público e os seus aumentos com a aplicação das novas carreiras. Claro que para as primeiras páginas saltou logo o aumento “mais suculento”, na ordem dos 18,9%, que representa quase 600 €.

Estamos perante mais uma campanha de um governo encurralado entre a contestação que sobe de tom, e a teimosia já indisfarçável, em desmoralizar o funcionalismo público. Isto é uma arma de dois gumes, que facilmente é desmontada, porque aos tais lugares de topo apenas chegam uma pequeníssima minoria, e são sobretudo os que merecem a confiança da tutela, já que de outro modo nunca lá se poderá chegar. Já agora, porque será que veio a público esta informação se nem sequer os sindicatos ainda tinham sido informados nem ouvidos?

Termino com a pergunta venenosa que já muitos estamos a fazer: qual vai ser o impacto dos tais aumentos para os funcionários de topo, nos vencimentos da classe política? Talvez venha a ser curioso saber-se isto, porque a ingenuidade tem limites.

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PINTURAS
Abstract african images
Painting inspired by the medieval village Eze, near Monarco.

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CARTOON

Om Prakash Sharma - India

Om Prakash Sharma - India

quinta-feira, março 06, 2008

MINISTRO DA CULTURA

Quando já muitos de nós pensávamos que o senhor ministro da Cultura estava soterrado em papéis, em algum gabinete recôndito do Palácio da Ajuda, preparando um programa de acção para o seu ministério, eis que surge uma notícia da Lusa informando-nos que ele vai reunir-se com Gilberto Gil, o seu homónimo brasileiro, precisamente no Brasil.

Talvez José António Pinto Ribeiro, fixem o nome do ministro, esteja mesmo a precisar de mudar de ares, e de temperaturas, para ver se nos diz algo sobre a pasta que abraçou. Eu estava convencido que Cavaco Silva iria levar na sua comitiva a ministra da Educação, e que ela é que iria reunir-se com Gilberto Gil, para saber a sua opinião sobre as escolas de música, mas afinal enganei-me.

Talvez na próxima semana, e depois deste encontro que espero seja produtivo, algum jornalista português consiga convencer o ministro da Cultura a dizer umas palavras sobre o rumo que vai dar aos destinos do seu ministério, senão ficamos todos com a impressão de que a mudança afinal foi só de protagonistas e que tudo vai ficar exactamente na mesma, o que quer dizer – MUITO MAL.

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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

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FOTOGRAFIA

Sandrin

D@nila

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CARTOON

Dario Castillejos - México

Dario Castillejos - México

Post 580

quarta-feira, março 05, 2008

OS CHORAMINGAS

O senhor engenheiro José Sócrates, 1º ministro de Portugal, com a sua postura bem conhecida e arrogante, decidiu entrar por caminhos que evidentemente devia evitar, proferindo uma frase que ainda irá lamentar, afirmando que Portugal não precisa de «quem passa a vida a choramingar».

O chefe do governo deste país, que é um dos que tem dos piores indicadores económicos e sociais da União Europeia, não tinha necessidade nenhuma de, para elogiar ou sublinhar a importância de um determinado investimento, designar de “choramingas” os que se queixam, muito justamente, da má qualidade de vida que têm e da falta de perspectivas para o futuro próximo.

Um governante consciente e sensato, sabendo que há muita gente desempregada, outros a viverem de rendimentos sociais de inserção, bastantes com o ordenado mínimo, e um número exagerado de pessoas com trabalhos precários, para não me alongar muito, devia refrear o discurso e nunca desvalorizar as dificuldades por que passam muitos dos que por ele são governados. Sabemos que o senhor José Sócrates vê um país cor-de-rosa, mas toda esta legião de desfavorecidos, a que pretendeu chamar de “choramingas”, também veriam tudo mais cor-de-rosa, caso tivessem rendimentos semelhantes ao dele (metade devia chegar), as mesmas mordomias e os mesmos conhecimentos que lhes garantiriam, seguramente o futuro.

Não gosto de José Sócrates, nem a isso sou obrigado, mas gostaria de ver esse senhor a governar-se e à família com as dificuldades dos cidadãos “choramingas”, só para ver se a sua opinião não mudava radicalmente, e se a sua visão não começava a tingir-se de cinzento muito escuro.

Senhor 1º ministro, apetece-me dizer que o senhor é pago com dinheiro dos “choramingas” e que alguns (não é o meu caso), até votaram em si.


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FOTOGRAFIAS DE PAISAGENS

In Peace by pupasoul

Escape by eklipsyl

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CARTOON

Tigran Vardikyan - Armenia

Tigran Vardikyan - Armenia

segunda-feira, março 03, 2008

VAMOS FALAR CLARO

Os governos têm sabido explorar a máxima “dividir para reinar”, utilizando até à exaustão o pensamento nacional baseado no espírito do “politicamente correcto”. Confesso que estou cansado de ouvir falar mal de alguém só porque é funcionário público, ou que me venham dizer que se um serviço qualquer fosse privado, só por isso, era naturalmente melhor.

Comecemos pelo óbvio para separar bem as águas. O universo a que me refiro, são naturalmente os trabalhadores e dirigentes portugueses, e portanto entre eles não encontro diferenças, a menos que me provem que os há de 1ª e 2ª classe. Em segundo lugar vamos separar quem manda de quem executa, para se explicar outra evidência que se pretende convenientemente escamotear: quem manda no sector privado é escolhido directamente pela entidade patronal, portanto quem tem interesses no bom funcionamento da empresa, no sector público as escolhas são feitas por pessoas alheias ao sector e baseadas sobretudo na confiança política, e só depois na competência demonstrada. Parece que aqui começamos a encontrar a primeira diferença, que o espírito do “politicamente correcto” evita com muita leveza, quem sabe se por considerar que estas escolhas políticas decorrem apenas dos votos de todos.

Os funcionários públicos insurgem-se contra os métodos discricionários da avaliação do desempenho, logo aparecem os trabalhadores do sector privado, aliciados pela propaganda do governo a dizer que eles têm medo de ser avaliados. Pois bem, talvez antes de abrirem a boca fosse mais avisado saberem como são feitas as avaliações, e talvez não viessem a engrossar as fileiras do disparate “politicamente correcto”.

Não comecem já a julgar-me, que eu explico: o dirigente do serviço público pronuncia-se quase sempre sobre os seus funcionários sem conhecimento de causa, muitas vezes sem saber sequer o que é que o funcionário faz, ou quem ele é, tem limitações quantitativas para as classificações, e tem ordens expressas para gastar cada vez menos dinheiro, sabendo à priori que foi escolhido por confiança política que lhe será tirada caso não cumpra as ordens de quem o nomeou, pelo que nem pensa sequer em explicar que pode obter mais com algum investimento. É que isso (aumentar as despesas), é “politicamente incorrecto”. No privado, como a escolha das chefias é feita pela competência, o chefe é naturalmente escutado quando tem uma proposta a fazer, desde que saiba quantificar as previsões de lucro das suas propostas, não tem necessidade de ser “politicamente correcto”, já que está a falar de lucros.

Para terminar, talvez fosse elucidativo quantificar-se quantas entidades privadas utilizam um método de avaliação idêntico ao que se quer implementar na função pública, ou quantos estão realmente dispostos em trancrever estas mesmas regras para os contratos individuais de trabalho de todos os sectores da vida nacional.

Lamento estar hoje com espírito “politicamente incorrecto”, mas a mesquinhez e alguma hipocrisia que grassa por aí, deixa-me muito mal disposto. Tenho mais de 38 anos de serviço, dos quais apenas 22 de função pública, e conheço bem o público e o privado, pelo que procuro não confundir a árvore com a floresta. Bons e maus há-os em todo o lado, o que me recuso a aceitar é que se pretenda dividir os dois sectores, público e privado, classificando-os deste modo: os primeiros são os maus e os segundos os bons.
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FOTOGRAFIA


gitte ls landbo

gitte ls landbo

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CARTOON

Erdogan Basol

Erdogan Basol

SINAIS PREOCUPANTES

Nos últimos tempos temos sido bombardeados com notícias cada vez mais frequentes de roubos violentos, crimes de sangue, e outros tipos de violência extrema a que não estávamos habituados neste país.

Este fenómeno do aumento da criminalidade violenta foi recentemente explicado como sendo um dos efeitos da globalização, do tráfico de armas, das máfias organizadas e das dificuldades de inclusão dos imigrantes. Talvez haja um pouco disto tudo, mas há de certeza mais factores que contribuem para este facto. O desemprego, a miséria, os problemas sociais contribuem certamente para a criminalidade.

Em Portugal começa a crescer o sentimento de insegurança dos cidadãos, o que por si só é extremamente negativo, sobretudo quando a isto se somam as dificuldades da vida diária e o descontentamento crescente com as políticas laborais, de rendimentos e de protecção social.

O país está mal, seja por causa da globalização ou pela má governação, que importa, se o descontentamento e por vezes a revolta nos afectam a vida a quase todos.

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RETRATOS DO GORAZ

Educanomics

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FOTO E EFEITO

Michael Ezra

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CARICATURAS

Hillary Clinton by Turcios

Barack Obama by Turcios

sábado, março 01, 2008

AS CONDIÇÕES DE TRABALHO

Numa leitura do Sol on-line encontrei uma notícia sobre o tema «más condições de trabalho, lutas pelo poder e critérios economicistas causam stress». O artigo focava a sua atenção sobre os profissionais de medicina e as conclusões são interessantes.

Todos sabemos que as condições de trabalho influenciam grandemente a atenção, a eficácia e o ritmo de trabalho em todas as profissões. Muitos são os locais de trabalho que não reúnem as condições mínimas para se desenvolver lá nenhuma tarefa com um mínimo de condições, seja porque as temperaturas são extremas, seja devido ao ruído, ou até por deficiências na concepção dos equipamentos onde se labora.

A avaliação constante aliada ao sub dimensionamento dos quadros do pessoal resultam numa competição injusta, em que os que estão constantemente em tarefas produtivas, realizando algo, ficam em clara desvantagem perante outros que mais se resguardam ou têm tarefas de coordenação e supervisão. Na prática só erra quem faz, mas quem julga nem sempre tem isso presente.

Os critérios economicistas, que existem mas que nunca são assumidos, não se limitam à exiguidade dos quadros do pessoal, estendem-se também aos meios materiais, muitas vezes escassos e em mau estado de conservação, mas também aos horários cada vez mais extensos.

Aliando-se todas estas vertentes, a que se chama pomposamente “optimização de recursos”, temos reunidas todas as condições necessárias para o stress que a médio prazo conduzem a problemas de saúde que inevitavelmente conduzem a uma quebra de produtividade, maior número de acidentes de trabalho, maior absentismo e a uma sobrecarga dos sistemas de segurança social.

Os trabalhadores não podem ser considerados como máquinas, muito menos como simples números numa qualquer equação de cálculo de lucros. Há que saber encontrar pontos de equilíbrio entre a exigência e as condições de trabalho existentes. Como já ouvi algures, uma laranja deita o sumo mais depressa se espremida com muita força, mas também deixa de deitar sumo muito mais depressa …

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A ACTUALIDADE VISTA PELO GORAZ


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FOTOGRAFIA E MOVIMENTO

Alexandr Zadiraka

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CARTOON

Trauma do porco

Espreitadela

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

AVALIAÇÃO E PRÉMIOS

Com a entrada em vigor da Lei nº 12-A/2008 a 27 de Fevereiro, que estabelece os regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas, começa a desenhar-se um novo foco de contestação e de instabilidade nos serviços públicos.

Um dos pontos mais discutíveis, e que vai ser aferido até 15 de Março, prende-se com as avaliações e as suas consequências imediatas, nomeadamente no que concerne à atribuição de prémios de desempenho e as subidas de escalão. A publicitação do despacho onde será indicado o número exacto de trabalhadores e dirigentes intermédios beneficiados com este prémio de desempenho talvez venha a clarificar o modo como são atribuídas as avaliações de mérito, e se estas ficam ou não restritas ao círculo mais próximo dos avaliadores, como parece ser a opinião generalizada um pouco por toda a função pública.

As classificações de serviço referentes a 2007, também vão ter impacto na progressão da carreira, e sabe-se desde já que apenas uma minoria vai conseguir esse desiderato, e também vai ser alvo de escrutínio pelos funcionários, que não têm já ilusões sobre quem vai ser beneficiado.

Todo este processo de avaliação vai ser julgado pelos resultados que vão ser conhecidos nos próximos dias, e a sua credibilidade depende da justiça que o processo revele, e pelo que já se adivinha e se diz em voz baixa, não se prevê que venha a ser um processo pacífico.


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FOTOS DE FLORES
Тихий

valuev

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CARTOON

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