A preocupação em criar novos parâmetros de avaliação e regras ditas de rigor para avaliar o desempenho dos funcionários públicos, foi um modo de sossegar umas quantas consciências críticas, e poupar uns cobres à custa dos mais pequeninos.
Para os que pensavam que a avaliação era a panaceia para os males da Função Pública e que tudo ia mudar muito com estas alterações, temos disponível na comunicação social o último relatório do Tribunal de Contas, onde está tudo estampado, pelo menos o que o TC conseguiu fiscalizar.
O nosso dinheiro, sim, porque é disso que estamos a falar, em apenas 5 obras públicas, levou uma razia de mais 241 milhões de euros, a que chamam derrapagem, e pasme-se, ainda assim houve quem tivesse direito a prémios no meio disto tudo.
Onde estão as consciências críticas que se contentaram com a avaliação dos funcionários públicos, os ministros, e os avaliadores nomeados agora que estes resultados foram tornados públicos pelo TC? Quantos foram os responsáveis políticos e operacionais, e falo nos que tinham poder decisório, que estiveram envolvidos nestes 5 casos, e quais as sanções ou avaliações negativas a que tiveram direito?
Como dizia um amigo meu: se tudo correu bem, então o mérito é do chefe, se os resultados são maus, aí é tudo resultado da incapacidade e mau desempenho dos subordinados.





