domingo, fevereiro 11, 2007

NÃO OS DEIXES DECIDIR TUDO POR TI

Hoje é domingo dia 11 de Fevereiro, e todos temos a hipótese de votar num referendo. O referendo é uma forma de democracia directa em que os cidadãos, independentemente da sua filiação ou simpatia partidária são chamados a decidir sobre um assunto. Hoje é sobre a interrupção voluntária da gravidez.
Não quero falar sobre as opções de voto neste caso particular, quero antes falar da importância da adesão ao voto, porque a abstenção de mais de 50% dos votantes pode levar alguns políticos a porem em causa o instituto do referendo, tornando assim mais pobre a nossa democracia. Recordo que este assunto vai a referendo não tanto por causa de ser um assunto de consciência individual, mas sobretudo pela falta de coragem política de vários partidos e políticos que, apesar do incómodo do não cumprimento da (injusta) lei actual, se recusaram a alterá-la pela via legislativa.
Os cidadãos conscientes devem aproveitar esta ocasião para demonstrar que não estão dispostos a ser chamados apenas de 4 em 4 anos para tomar uma posição, mas sim sempre que os políticos não cumpram o seu dever e as suas obrigações para com os eleitores.

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FOTOS
Hot air balloons take off from Clark Field, north of Manila, February 8, 2007. More than 20 balloons from all over the world are taking part in the four-day Philippine International Hot Air Balloon Festival.
08 Feb 2007 REUTERS/Darren Whiteside
Bhutan's King Jigme Khesar Namgyel Wangchuck attends a meeting with Indian President A. P. J. Abdul Kalam in New Delhi February 8, 2007. The 26-year-old, Oxford-educated king of the tiny Himalayan nation of Bhutan made his debut on the world stage on Wednesday with the start of an official visit to India, his country's giant neighbour.
08 Feb 2007 REUTERS/B Mathur

CARTOON

Radivoj Gvozdanovic, Croatia


Ana von Rebeur, Argentina

sábado, fevereiro 10, 2007

HONRAR COMPROMISSOS


Não há memória de se ver um Estado democrático deixar de honrar os seus compromissos, dívidas, compromissos ou deveres pois as consequências ao nível das instituições regionais ou mundiais seriam de exclusão ou de ostracismo e condenação.
Todos os governos ao tomarem posse fazem questão de afirmar que honrarão os compromissos internacionais anteriormente assumidos e aceitam governar com os fardos ou benefícios herdados no respeito da Constituição.
Os portugueses habituaram-se a considerar o Estado como pessoa de bem, que honrará os seus compromissos e que não tomará medidas restritivas com efeitos retroactivos.
Na função pública estamos a assistir à negação de todos os princípios que tomámos por verdadeiros, porque consignados na Constituição e consolidados na prática. Todos aqueles que ao assinarem o seu termo de aceitação de nomeação, pronunciaram as palavras “Declaro por minha honra…” aceitando as condições contratuais oferecidas pelo Estado português para uma carreira na função pública estão agora confrontados com a possibilidade de verem os seus contratos, com o mesmo Estado, unilateralmente extintos e transformados em contratos individuais de trabalho.
O secretário de Estado da Administração pública, que pronunciou uma frase idêntica, mas com uma validade máxima de uma legislatura, ainda não quis esclarecer esta questão, parecendo querer esticar a corda, o que não é um bom sinal nem demonstra uma correcta postura de Estado, que se lhe exige.
Os funcionários públicos são cidadãos com todos os direitos, e acima de tudo são pessoas que merecem respeito por parte do governo, que é obrigado a honrar os seus compromissos. Se este governo não o quiser fazer tem dois caminhos, demitir-se ou ser demitido, e aqui o caso complica-se muito. Esperemos que impere o bom-senso.


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CARTOON

Lailson de Holanda Cavalcanti, Pernambuco, Brazil



Steve Breen -- The San Diego Union-Tribune

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

O ESTADO CENTRALIZADOR


Quem não se lembra de ouvir José Sócrates e em geral toda a nossa classe política defender acerrimamente a descentralização da máquina do Estado, acenando com os benefícios da agilidade e do conhecimento “in loco” dos problemas, tecendo críticas contundentes ao centralismo do Terreiro do Paço. E os economistas, gestores, empresários e comentadores que se juntaram ao coro enchendo páginas de jornais e horas de antena, a favor da descentralização.
Foi agora criada a “inovadora” empresa pública para gerir as pessoas e meios da administração pública, a GeRAP. Segundo o ministro Teixeira dos Santos, esta empresa vai gerir os supranumerários, a selecção de pessoal, a formação e a contabilidade, e embora comece pelo ministério das Finanças logo alargará a sua actividade a outros departamentos do Estado.
A aplicação deste “conceito inovador” vai contra todas as teses que conheço e já ouvi da boca dos gurus da gestão de pessoal, começando logo pelos dois pecados capitais: o centralismo da decisão que gera burocracia e demora na resposta às necessidades e a distância que é igual a desconhecimento e afastamento das realidades e dos problemas.
Eu penso que este “conceito inovador” não tem nem teve paralelo em nenhuma sociedade desenvolvida, pelo menos nos últimos cinquenta anos, nem sequer no expoente máximo do poder centralizado, a antiga União Soviética.
Gerir recursos humanos à distância sem conhecer em profundidade os serviços, é uma asneira sem tamanho.


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CARTOON

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FOTOS

A woman walks past advertisements for designer clothes inside a shopping mall in Beijing December 13, 2006. Women on average say they would be willing to give up sex for 15 months for a closet full of new apparel, with 2 percent ready to abstain from sex for three years in exchange for new duds, according to a new survey of about 1,000 women in 10 U.S. cities. REUTERS/Claro Cortes IV

A woman walks past an abortion pamphlet in Lisbon February 6, 2007. Portugal will go to the polls in a referendum to decriminalise abortion in the first 10 weeks of pregnancy on February 11. The pamphlet reads, "The abortion is not solved in the court. The abortion is not solved in the prison. Vote Yes".
REUTERS/Nacho Doce

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

A GESTÃO DOS POLÍTICOS

A insidiosa campanha promovida pelos políticos e secundada por alguns agentes alinhados com o poder político e económico, visando os funcionários públicos, a pretexto de privilégios, excesso de burocracia, baixa produtividade e custos excessivos, foi e é um logro que começa a ficar cada vez visível aos olhos dos cidadãos.
Os grandes privilegiados mantêm a prebendas e continuam instalados, a burocracia sempre dependeu e depende das leis e dos regulamentos que podem ser alterados, a produtividade depende das chefias e da organização podendo ser sempre melhorada e os custos não vão diminuir, pelo contrário, vão aumentar e o mais dinheiro vai sair dos bolsos dos cidadãos via impostos indirectos e taxas para tudo e mais alguma coisa.
A transferência de serviços para a esfera privada é objectivamente a transferência de custos para outra rubrica sem que signifique qualquer poupança, mas acarreta ainda a desresponsabilização do governo pela qualidade do serviço e pelos erros e omissões.
A saúde e a educação já começam a espelhar o que disse, tanto em custos como na qualidade do serviço prestado. De nada tem servido cortar serviços, na saúde por exemplo para diminuir os custos, pois as insuficiências começam a ser clamorosas e funestas para os utentes que mesmo pagando mais, cada vez tem piores e mais longínquos cuidados de saúde.
A bandeira social do governo, no caso dos funcionários públicos, é a de usar a estratégia do subsídio de desemprego como moeda de troca da reforma da administração pública. Esta táctica roça o conceito de chantagem, e, se ainda é possível, desprestigia uma classe política da qual os cidadãos nada de bom esperam.

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A VIDA E A MORTE
Actress Rachel McAdams and actor Ryan Gosling kiss on stage after winning the "Best Kiss" award for their screen kiss in the film "The Notebook" at the 2005 MTV Movie Awards in Los Angeles June 4, 2005. For everyone who's ever wanted to pucker up like a movie star, French kiss like Johnny Depp, or simply add variety to their love life, help is at hand. REUTERS/Fred Greaves


A pair of human skeletons lie in an eternal embrace at an Neolithic archaeological dig site near Mantova, Italy, in this photo released February 6, 2007. Archaeologists in northern Italy believe the couple was buried 5,000-6,000 years ago, their arms still wrapped around each other in a hug that has lasted millennia. REUTERS/Enrico Pajello

January 9, 2007 Lima, Peru It's the return of the mummies for one Peruvian museum. On January 11 the Museum of the Nation in Lima opened to the public a collection of Incan and Chachapoya Indian remains (such as the one seen here at a preview) from between A.D. 900 and 1500. The Chachapoyas, or "warriors of the clouds," lived in the cloud forests of the Amazonas region of modern-day Peru. Just before the arrival of the Spanish to the New World, the Inca conquered the Chachapoyas, though incorporating them into the empire was difficult because of fierce resistance...

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CARTOON

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

NA PONTA DOS DEDOS

Referendo – Há alguns dias pronunciei-me num fórum contra a participação dos partidos neste referendo em particular. A minha opinião foi cilindrada por muitos dos participantes que chegaram até a pôr a hipótese de estar a limitar a sua liberdade.
Nos últimos dias assisti a políticos e jornalistas a dramatizarem a possibilidade de haver uma abstenção superior a 50%, apelando ao voto como Cavaco Silva, dizendo que a lei será para cumprir se o NÃO ganhar (José Sócrates) e que estaremos a dizer adeus para sempre, ao referendo, se virarmos as costas às mesas de voto (Ricardo Costa).
A intervenção dos partidos, na minha modesta opinião, foi castradora e originou que alguns cidadãos, na busca de protagonismo, tivessem radicalizado discursos para não serem abafados pela propaganda partidária, que beneficiou de verbas e outras condições que colocavam os movimentos cívicos em clara desvantagem.
Mais do que inconveniente, a participação partidária neste referendo, evidenciou-se o oportunismo político de quem nada fez via legislativa para resolver este problema social, vir agora com questões sobre a pergunta e com propostas de solução que não permitiram ser votadas antes da marcação deste referendo. Pura demagogia, com poucas excepções que só confirmam a regra.Voluntária ou involuntariamente os partidos estão a contribuir para que a democracia directa (o referendo) seja posta em causa, confirmando que só admitem uma partidocracia em que se sentem bem melhor, ao abrigo de ameaças exteriores aos aparelhos que dominam

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FOTO
Denis Samson, de Québec - Ce canard qui sait prendre la pose est un habitué d’un étang artificiel «près de mon chalet, à Sainte-Catherine-de-la-Jacques-Cartier».


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POUCA AFINAÇÃO



POUCA ATENÇÃO

terça-feira, fevereiro 06, 2007

OS SEM-ABRIGO

Sem surpresas ficámos todos a saber que a grande maioria dos sem-abrigo estão nos grandes centros urbanos e são maioritariamente do sexo masculino. Talvez menos esperado seja o facto de que o alcoolismo é mais comum em Lisboa e a toxicodependência é mais visível no Porto.
Os motivos que levam alguém a esta situação, são geralmente de ordem social o que demonstra alguma fraqueza das organizações públicas do sector, que deviam poder realizar mais embora o fenómeno não seja passível de ter uma solução total.
Para além do vício, alcoolismo ou toxicodependência, temos outros factores predominantes como a doença, conflitos familiares e desemprego ou vínculo precários que também contribuem para esta situação. Um dado que geralmente é pouco valorizado é o facto do desemprego e o vínculo precário ser a causa de mais de 35% do problema dos sem-abrigo, que talvez seja aquele que demonstra a realidade do trabalho clandestino e da exploração sem direitos de quem trabalha. Muitos são emigrantes, alguns são nacionais com baixas qualificações e, em comum, têm apenas o estigma de serem mão-de-obra descartável e sem protecção social à disposição de empregadores sem escrúpulos que furam com facilidade a fiscalização das autoridades.
Os números conhecidos pecam por defeito e só não tomam proporções mais dramáticas porque há algumas organizações que vão tentando integrar ou ajudar estas pessoas, muitas vezes com mais vontade do que meios para a tarefa que pretendem realizar.

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Superior National Forest, Minnesota (map), 1996Photograph by Raymond GehmanDragonflies and their close relatives damselflies are also known as snake feeders, snake doctors, darning needles, and mosquito hawks. By any name they are commonly seen—some 5,000 different species are known. During their larval stages, dragonflies and damselflies live underwater, where they commonly spend one to two years before they emerge as adults.

St. Mary's River, Georgia and Florida (map), 1991Photograph by Melissa FarlowWith its back high and dry, an alligator walks the muddy bottom of the boundary between Georgia and Florida—the St. Mary's River. Alligators also live in southeastern U.S. swamps, lakes, and marshes, from North Carolina to Texas.





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BANDEIRA



DN, 4 FEV

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

MARCELO E A RTP

Começo por dizer que não sou contra a presença semanal de Marcelo Rebelo de Sousa nos écrans da RTP comentando, notícias nacionais, internacionais e até livros. Dito isto, porque a RTP é um serviço público pago pelos contribuintes e por isso sendo obrigada a informar com o máximo de isenção exigível, devia acautelar certas situações onde o pluralismo seja indispensável.
A RTP e o próprio Marcelo R. de Sousa deviam ter suspendido o programa durante a campanha do referendo em curso, ou pelo menos, deviam entender que este tema não devia ser abordado nesta ocasião. Sei que há o argumento de que o professor se pronuncia enquanto cidadão ou que o outro de que o partido no qual está filiado dá total liberdade de voto aos seus militantes, ainda assim eu mantenho a minha discordância. Tal como MRS, eu acho que em referendos desta natureza (consciência), os partidos enquanto organizações políticas deviam distanciar-se, mas na verdade isso não se passa e os partidos têm condições privilegiadas e concorrem com movimentos cívicos em situação de clara vantagem. Pois bem, MRS intervém em apoio de movimentos cívicos com opinião expressa e é, ele próprio o confessa apoiante do PSD, o que o coloca em situação muito delicada ao ter de comentar as posições sobre o referendo, durante a campanha, sem poder ser rebatido (o contraditório) por ninguém.
Eu não gostei do episódio da TVI em relação à saída do professor, mas lá que ele se põe a jeito, isso é evidente.

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BANDEIRA

DN, 03 Fev


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MARAVILHA


A beleza do Mosteiro da Batalha e o seu significado histórico fazem deste monumento um marco histórico e arquitectónico de Portugal.

domingo, fevereiro 04, 2007

CURTAS

Museus – Ficou a saber-se que o número de entradas nos museus não reflecte na realidade o número de pessoas que lá entrou com a finalidade de os visitar. Nos números divulgados contabilizaram-se entradas para cafetarias, visitas a jardins, raves, eventos diversos, cursos, etc.
Na realidade cerca de 22% dos visitantes contabilizados poderão não ter ido aos museus com o intuito de usufruir das suas colecções. Já aqui tinha referido que os números dos museus entravam em divergência (para cima) com os que consegui apura de alguns dos monumentos que contactei, o seu aumento relativamente a 2005 tinha sido bastante superior aos cerca de sete, 8% que eu tinha constatado. Sempre considerei que as receitas de bilheteira eram um indicador mais fiável, embora saiba que não é o único.

OPAS – O BCP lançou uma OPA sobre o BPI que pelos vistos não agradou a muitos dos accionistas deste último, que manifestaram a sua discordância propondo-se a resistir à intenção do primeiro. No decurso desta eternidade que decorreu desde a manifestação do interesse, ouviu-se de tudo sobre os valores que a aplicação implica, sobre a concentração e até se ouviram apelos à manutenção dos centros de decisão em mãos nacionais. Este último argumento é curioso quando ambos têm parceiros fortes espanhóis, no que são acompanhados pelo menos pelo BES que tem forte participação dos franceses.
Com isto tudo lembro que os nossos “patrões” que tanto clamam pelo funcionamento do mercado e por menos Estado, quando estão em apertos pedem a protecção do mesmo Estado que dizem meter o nariz em tudo impedindo que o mercado funcione.
Promover o Património – Com as 7 Maravilhas de Portugal houve quem dissesse que se estava a promover o Património, eu diria que nem por isso, pois há concerteza outras coisas mais prioritárias para o Património. A conservação e a divulgação são dois pilares que devem ser respeitados. Na conservação falha sistematicamente dinheiro para a manutenção dos edifícios, dos espaços expositivos, e da sinalética informativa. Na divulgação falta muito mais, mas podia começar-se pelas visitas guiadas, principalmente nos monumentos, que até já existira há alguns anos mas que pelos vistos não é considerada necessária (?) ou estará inviabilizada pela falta de pessoal que, ao que sei, é agora aflitiva em diversos serviços.

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FOTOS
Mona Lisa wearing eyeglasses in a file photo. Digital art has broken into the mainstream with venerable institutions such as New York's Guggenheim Museum buying such works for permanent collections. REUTERS/File


A woman uses her mobile phone in Chiba, east of Tokyo, September 22, 2006. Millions of consumers a week buy mobile phones with digital video cameras, and several Web sites are now providing them with free online editing tools, nurturing a new generation of filmmakers. REUTERS/Kiyoshi Ota



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Igor Kondenko - Ukraine

sábado, fevereiro 03, 2007

MARAVILHAS BARALHADAS

Neste sábado foram apresentadas duas putativas Maravilhas de Portugal na Vila de Sintra. As duas candidatas deste concelho são o Palácio Nacional de Queluz e o Palácio Nacional da Pena.
O concurso as 7 Maravilhas de Portugal já tinha apresentado dois monumentos de Lisboa, a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos, tendo na altura colocado o atrelado de apresentação e votação oficial junto aos Jerónimos, e com vista para a fronteira Torre de Belém. Hoje, por ironia do destino, e porque não das escolhas, a caravana promocional assentou arraiais no largo fronteiro ao Palácio Nacional de Sintra, sem um vislumbre sequer dos dois monumentos colocados entre os 21 ainda em concurso. É no mínimo curiosa a escolha do espaço, tendo em conta a votação.
Quanto às escolhas, não me admira muito que o Palácio Nacional de Sintra não esteja entre os mais votados, até porque ele também não consta entre os “Grandes Monumentos Portugueses”, uma colecção de 60 medalhas prateadas oferecidas recentemente pelo Diário de Notícias.
O segundo monumento mais visitado deste país e gerador de grandes receitas como se calcula, é visitado maioritariamente por estrangeiros e é pouco visitado e valorizado pelos nacionais. As razões podem ser as mais variadas, mas segundo alguns amigos da zona de Sintra, muito se deve à ausência de visitas guiadas (já houve há alguns anos) e ao desconhecimento gritante da História de Portugal dos nossos jovens devido ao modo como se ensina a História desde há 30 anos.
Eu não vou votar nas 7 Maravilhas, embora admire muito o Mosteiro da Batalha, pois não gostei de ficar limitado a uma lista de “especialistas” onde há escolhas mais do que aberrantes em critérios históricos e arquitectónicos.

PS – Peço desculpa ao meu amigo Palaciano que defende este palácio com unhas e dentes, mas eu adoro a Batalha, como ele compreenderá.

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OLHA O BALÃO
LONDON - Sir Richard Branson poses for the camera at a press conference for the launch of the new Virgin Stem Cell Bank at the British Medical Association on Febuary 1, 2007 in London, England. The bank will mean parents will be able to store their children's stem cells in a dual public and private bank giving them the option of accessing their children's stem cells for future possibilities of regenerative medicine. (Photo by Chris Jackson/Getty Images)




Ferreira dos Santos - Portugal

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

SEM ASSUNTO?

O nosso primeiro veio em defesa do ministro Manuel Pinho, mas tamanha asneira só podia ser explicada com outra equivalente. Ficámos todos nós a saber que Pinho não se queria referir aos portugueses em geral, quando referiu a mão-de-obra barata portuguesa, mas apenas aos profissionais mais qualificados.
Engenheiro Sócrates, se os trabalhadores portugueses mais qualificados podem ser considerados mão-de-obra barata no panorama europeu, como classificar os operários, os administrativos e outros profissionais de carreiras menos especializadas? O senhor tentou limitar o estrago mas deixou em aberto um termo de comparação, daí para baixo. Pior ainda se nos recordarmos que o governo diz que os professores (só para dar um exemplo) portugueses estão entre os mais bem pagos da Europa, a quem se estava a referir então o ministro da Economia?
A “asneira” de Manuel Pinho não deu de falar por falta de assunto político, mas sim porque o aperto de cinto É O ASSUNTO, pois ameaça eternizar-se com referências como estas dum ministro, que dá o mote às entidades empregadoras para exigirem ainda mais reduções de salários e de direitos aos seus empregados.
Só os nossos governantes e alguns empresários oportunistas e pouco inteligentes é que ainda não viram que os trabalhadores estão cada vez mais desmotivados, e que a mola para o aumento da produtividade e consequente competitividade do país, está na motivação. Motivar a força laboral baseia-se fundamentalmente na melhoria das condições de trabalho, e nas melhorias salariais ligadas a objectivos de qualidade e quantidade. Não é pela mão-de-obra barata que ganhamos produtividade, até porque nos factores de produção isso tem pouco peso, há outros factores que pesam mais nos custos e qualquer economista, ainda que principiante, o sabe.

Pagode chinês Foto@EPA/Tiago Petinga
Na sua viagem oficial de cinco dias à China, José Sócrates faz notícia por fazer jogging num parque público, em Pequim. O pagode, ao fundo, marca o momento histórico desta visita ensombrada pela ausência do presidente chinês que se encontra em actos oficiais em África. Ao fazer exercício, o primeiro-ministro dá o exemplo aos portugueses, pois assim não precisam de apertar tanto o cinto.

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José Sócrates classificou hoje como «absurdas» e «injustificadas» ascriticas feitas pela oposição e sindicatos ao ministro da Economia a propósito de Portugal praticar salários mais baixos do que a média europeia. Segundo o primeiro-ministro, «tratou-se de uma polémica absurda e injustificável» frisando que o seu ministro da Economia apresentou «cinco boas razões» para a atracção de investimento estrangeiro.



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Economia 2007-02-02 13:54
Vieira da Silva assegura que o Governo aposta na qualificação e em melhores salários
O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social disse hoje que o Governo aposta na qualificação dos trabalhadores para aumentar a produtividade e permitir salários mais elevados, escusando-se a comentar as declarações do ministro da Economia na China.

Tiago Silva com Lusa


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SEM O PESCOÇO ENTERRADO ...




Avestruzes do centro de criação de Kozishche, Bielorrúsia. Cerca de 700 espécimes deste patusco animal são criados nesta quinta bielorrusa, a 260 km de Minsk. ©AP

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

A OPINIÃO DOS COMENTADORES

Hoje na TSF ouvi um ouvinte criticar alguns jornalistas/comentadores afirmando que seriam os melhores defensores e porta-vozes do governo, o que foi considerado um insulto aos jornalistas em questão e lhe valeu um corte da palavra. Para mim, que ouço regularmente a TSF, não me pareceu que a opinião do ouvinte tivesse sido particularmente ofensiva e a reacção, penso que foi excessiva.
Não há opiniões absolutamente isentas, por muito que os jornalistas queiram que sejam assim consideradas só porque da autoria de jornalistas. Todos, jornalistas incluídos, temos opiniões próprias baseadas no que julgamos ter aprendido e de acordo com o julgamento que fazemos de factos, mas isso não é algo bacteriologicamente puro e totalmente isento. O ambiente influencia isso é inegável.
Quanto ao facto em concreto, que repito não considerei insulto aos visados, da utilização infeliz da mão-de-obra barata como factor de competitividade de Portugal, pelo ministro Manuel Pinho, também achei estranho que os ditos jornalistas pouco ou nada tenham dito, apesar de toda a indignação das oposições e dos sindicatos, e da incomodidade do próprio PS. É certo que ele não mentiu, mas a imagem projectada para o exterior foi má e inconveniente.
São livres os senhores comentadores de concordar com o senhor ministro e até de acharem que as afirmações foram benéficas para os objectivos que se pretendem obter na China, mas a opinião contrária também é legítima e pelos vistos maioritária.
Não havia necessidade de cortar a opinião do ouvinte. Eu continuarei a ouvir a TSF e a ler o DN embora também tenha uma opinião idêntica à que ouvi por parte do ouvinte censurado. DEMOCRACIA.
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MÚSICO



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quarta-feira, janeiro 31, 2007

O SERVIÇO PÚBLICO DA EDP

Num serviço público verifiquei a dificuldade dos funcionários em aceder a dados nos seus computadores devido a uma falta de corrente eléctrica noutra zona onde estava o servidor com a aplicação que queriam consultar. Telefonema para cá, telefonema para lá e o caso parecia insolúvel. Um dos funcionários tentava desesperadamente fazer funcionar uma máquina, intento que se realizou cerca de dez minutos depois. Pelos vistos alguns procedimentos ficavam acessíveis, pois o atendimento começou a processar-se com alguma normalidade.
De volta para o meu serviço a cerca de um quilómetro dali deparei-me com uma arreliadora falta de electricidade. Tento entrar em contacto com a EDP e fiz mais de vinte tentativas telefónicas, através do telemóvel e só me surgia a arreliadora gravação “de momento não podemos estabelecer a sua ligação”. Cerca de duas horas depois lá veio a energia eléctrica, mas para meu espanto as UPS não paravam de tocar e até as luzes de emergência se acendiam sem que a luz faltasse.
Desisti, estava na hora de almoço, e fui alimentar o corpinho. Uma hora passada e de volta ao escritório tento ligar o computador. Consegui trabalhar cerca de dez minutos e eis que as UPS voltam a tocar e, mais dois minutos o computador desliga-se.
A paciência tem limites, e eu volto ao telefone para ligar para a EDP. Nada, a mesma gravação e mais de uma dezena de tentativas iguais. Desço a escada furioso e dirijo-me a um vizinho electricista e conto-lhe a minha desgraça, sendo que ele delicadamente me elucida que a corrente tinha sido restabelecida mas, há sempre um mas, havia uma flutuação de carga na rede que causava o distúrbio que eu estava a verificar. Nada a fazer, disse-me, senão tentar comunicar o facto à EDP, ou esperar pacientemente que alguém desse pela anomalia e a corrigisse. Entretanto, para proteger os meus computadores fui aconselhado a mantê-los desligados enquanto as UPS mantivessem o seu comportamento anormal, eram 16 horas e 30 minutos e a tarde estava irremediavelmente perdida.
A falta de energia foi às 9 e pouco da manhã e eu perdi mais de meio dia de trabalho e a EDP, a quem eu pago o fornecimento eléctrico nem sequer me atendeu o telefone. Só espero que nenhum equipamento fique danificado, senão temos o caldo entornado.
Que saudades do tempo em que a EDP era inteiramente pública e o piquete de urgência atendia os telefones.

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POUPANÇAS EM GRANDE
Enquanto pregam a necessidade de poupanças, atacam os salários, aumentam os medicamentos, taxam os actos médicos e aumentam os impostos, os nossos políticos gastam que se fartam.
Segundo CM 10 deputados do nosso Parlamento gastaram 291 mil euros em viagens. Não é apenas o transporte mas também o alojamento.
Não será muito, dirão alguns, mas verifica-se um aumento de 35% em relação ao ano anterior. Afinal estamos em contenção de despesas, ou isso só se aplica a alguns portugueses? Já agora, 2007 começou em grande com umas viagens ao Oriente, veremos se os negócios cobrem os gastos.
Estamos em poupança, malta.




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Slavomir and Richard Svitalsky - Czech Republic


Anatoliy Lerner - Germany

terça-feira, janeiro 30, 2007

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

Tem sido corrente falar-se da vantagens da avaliação do desempenho na função pública como factor que poderia estimular os trabalhadores a fazerem mais, ou pelo menos melhor. Pessoalmente nunca acreditei que isso viesse a ser implementado com justiça e muito menos acredito que os melhores venham a ser premiados.
Já manifestei a minha opinião perante alguns amigos do sector privado e, verifiquei que embora ainda hajam uns quantos idealistas, grande parte dos que já têm anos de tarimba também eram cépticos, concordando comigo no facto de os chefes colherem sempre os louros todos e os deméritos recaírem sempre nos subordinados.
Vem isto a propósito do que me contaram uns funcionários dum serviço público, que ao serem chamados para preencher a autoavaliação, foram individualmente informados que, devido às cotas impostas para as classificações, nenhum iria receber a avaliação de Muito Bom porque esta já estava destinada a uma pessoa que todos apelidam de lambe-botas do chefe e tem um cargo de técnico superior. Explicando melhor, nos diversos grupos profissionais de base daquele serviço ninguém preenche as qualidades necessárias para o Excelente ou até para o Muito Bom, na óptica da direcção, classificações estas que pelos vistos estavam reservadas para o pessoal superior, e mesmo neste caso apenas para uma, ou na melhor das hipóteses duas pessoas.
Está-se mesmo a ver que o serviço só é bem feito por quem receberá o Excelente ou o Muito Bom, que por acaso até nem atende o público e quase nem sai do gabinete, e todo o restante pessoal “anda a roçar o cu pelas paredes” como vulgarmente se diz.
Pois bem, conheço o serviço e alguns dos funcionários, porque já lá trabalhei, e por acaso conheço o tal elemento Excelente que saiu de onde estava sem por lá ter deixado saudades não só pela inépcia, mas também pelo pouco empenho, por isso estou muito inclinado para a hipótese do favorecimento por qualquer tipo de amizade ou influência.
Os meus receios afinal podem vir a confirmar-se, mas o que considero mais grave, é que nestes casos a produtividade baixa, a motivação não existe e o profissionalismo esmorece, pois os dados estão viciados à partida, e a hipótese de recurso é caricata pois terá de ser feita ao notador, o mesmo que já tinha dado a classificação.Assim, não vamos lá, de certeza.
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Álvaro Portugal



segunda-feira, janeiro 29, 2007

SEMPRE OS POLÍTICOS

Quando, com alguma relutância, me referi ao referendo ao aborto e à minha discordância com o envolvimento excessivo de forças partidárias, não me referia à direita ou à esquerda em particular. Apesar disso já tive de apagar alguns comentários cujo conteúdo era obsceno. “Ossos do ofício”.
A minha posição pelo SIM é tão respeitável como qualquer outra, e o facto de ter afirmado que o Parlamento podia e devia ter legislado despenalizando as mulheres que, por motivos de ordem pessoal, tivessem recorrido ao aborto, não me identifica forçosamente com nenhuma corrente política. A minha crítica a muitos políticos é sobre a posição hipócrita que agora demonstram, dizendo que são pelo NÃO mas que também não querem ver julgadas e expostas a humilhações as mulheres que recorrem ao aborto. Então porque não fizeram nada até agora? Estavam distraídos?
Os cidadãos podem neste referendo acabar com esta situação vergonhosa, votando SIM, sem por isso se considerarem defensores do aborto, pois caso contrário não há garantias que a classe política o venha alguma vez a fazer.
Seja qual for o resultado do referendo, cá estaremos para ajuizar das políticas activas a favor da natalidade e da família, que os políticos que agora dizem defender a vida, vão propor nos tempos mais próximos e o sentido do seu voto.

PS – A propaganda para a votação n’ “Os Grandes Portugueses” não deve ser feita neste espaço, como alguns por engano quiseram fazer.
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Este tubarão cobra fêmea foi localizada por um pescador, que contactou um Parque Marítimo no Japão. O animal foi transportado até uma piscina de água salgada, onde foi possível filmá-lo. ©Reuters

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Daniel Loewy – Argentina
Bandeira
DN 27 de Janeiro de 2007