domingo, fevereiro 04, 2007

CURTAS

Museus – Ficou a saber-se que o número de entradas nos museus não reflecte na realidade o número de pessoas que lá entrou com a finalidade de os visitar. Nos números divulgados contabilizaram-se entradas para cafetarias, visitas a jardins, raves, eventos diversos, cursos, etc.
Na realidade cerca de 22% dos visitantes contabilizados poderão não ter ido aos museus com o intuito de usufruir das suas colecções. Já aqui tinha referido que os números dos museus entravam em divergência (para cima) com os que consegui apura de alguns dos monumentos que contactei, o seu aumento relativamente a 2005 tinha sido bastante superior aos cerca de sete, 8% que eu tinha constatado. Sempre considerei que as receitas de bilheteira eram um indicador mais fiável, embora saiba que não é o único.

OPAS – O BCP lançou uma OPA sobre o BPI que pelos vistos não agradou a muitos dos accionistas deste último, que manifestaram a sua discordância propondo-se a resistir à intenção do primeiro. No decurso desta eternidade que decorreu desde a manifestação do interesse, ouviu-se de tudo sobre os valores que a aplicação implica, sobre a concentração e até se ouviram apelos à manutenção dos centros de decisão em mãos nacionais. Este último argumento é curioso quando ambos têm parceiros fortes espanhóis, no que são acompanhados pelo menos pelo BES que tem forte participação dos franceses.
Com isto tudo lembro que os nossos “patrões” que tanto clamam pelo funcionamento do mercado e por menos Estado, quando estão em apertos pedem a protecção do mesmo Estado que dizem meter o nariz em tudo impedindo que o mercado funcione.
Promover o Património – Com as 7 Maravilhas de Portugal houve quem dissesse que se estava a promover o Património, eu diria que nem por isso, pois há concerteza outras coisas mais prioritárias para o Património. A conservação e a divulgação são dois pilares que devem ser respeitados. Na conservação falha sistematicamente dinheiro para a manutenção dos edifícios, dos espaços expositivos, e da sinalética informativa. Na divulgação falta muito mais, mas podia começar-se pelas visitas guiadas, principalmente nos monumentos, que até já existira há alguns anos mas que pelos vistos não é considerada necessária (?) ou estará inviabilizada pela falta de pessoal que, ao que sei, é agora aflitiva em diversos serviços.

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FOTOS
Mona Lisa wearing eyeglasses in a file photo. Digital art has broken into the mainstream with venerable institutions such as New York's Guggenheim Museum buying such works for permanent collections. REUTERS/File


A woman uses her mobile phone in Chiba, east of Tokyo, September 22, 2006. Millions of consumers a week buy mobile phones with digital video cameras, and several Web sites are now providing them with free online editing tools, nurturing a new generation of filmmakers. REUTERS/Kiyoshi Ota



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CARTOON


Igor Kondenko - Ukraine

2 comentários:

Chiveve disse...

Já nem nas estatísticas podemos acreditar? Bolas, nunca mais me habituo a viver em Portugal...

Anónimo disse...

Promover o Património e ter falta de pessoal para o vigiar e dele cuidar, em necessidades básicas entenda-se, é um contra senso das nossas elites culturais.