sábado, setembro 09, 2017

INJUSTIÇAS E REDISTRIBUIÇÃO



É sempre penoso verificar que muitos dos problemas da nossa sociedade derivam pura e simplesmente da má redistribuição da riqueza produzida, fruto da ganância e do assalto ao poder das classes com mais poder.

Nos nossos dias o dinheiro domina o poder, apesar de tudo estar bem disfarçado por um manto de Democracia que é mais ilusório do que real. Os partidos estão dominados por quem os patrocina e por quem garante locais de recuo depois da vida política, e tudo hoje se subordina à economia e aos seus interesses, sendo que os interesses dos cidadãos ficam sempre num plano inferior.

As grandes desigualdades servem para dividir a sociedade, onde uns quantos ganham bastante e são taxados bem pelo fisco, e outros ganham uma miséria pois apenas sobrevivem com os salários miseráveis que auferem. Não me esqueci dos que manobram tudo isto e que estão sempre na sombra, e fogem ao esforço exigido ao comum dos mortais.

As altas chefias, que são o braço armado de quem está na sombra, ganham bem e são bem taxados por esse motivo, e não podem (não deviam) queixar-se, porque colaboram na exploração dos seus subordinados, que têm apenas direito a salários baixos com os quais apenas sobrevivem.

Ouvir alguns, como Manuela Ferreira Leite e Miguel Sousa Tavares, a queixarem-se de pagar muitos impostos e não os ouvir dizer nada sobre os salários de miséria da grande maioria, é simplesmente patético e deprimente.



quinta-feira, setembro 07, 2017

BALANÇOS NA CULTURA



O ano de 2017 ainda não chegou ao fim contudo existem alguns indícios de que havia algum dinheiro, que deu para comprar pinturas no valor de 5,5 milhões (segundo a imprensa), e já existe um comprometimento de mais de 3 milhões para a Fortaleza de Peniche, o que nem é mau para a área do Património.

O investimento nesta área da Cultura tem sido muito baixo, e os projectos em espera são bastantes, e as intervenções necessárias no Património são mais do que muitas, pelo que não consigo descortinar um ano de 2018 mais promissor do que os anteriores.

O Património pode render bom dinheiro, especialmente em tempos de abundância de turismo, como foram os últimos anos e se prevê que seja o próximo, mas é necessário investir em boa gestão, muita promoção inteligente, e na oferta de serviços de valor acrescentado nos museus, palácios e monumentos dependentes da DGPC.

Chefias pouco ambiciosas, falta de objectivos claros, tanto ao nível de investimento como de retorno em visitas e receitas, falta de organização, burocracias inexplicáveis e falta de recursos humanos nas áreas operacionais, são alguns dos problemas mais do que conhecidos, e a mudança é um imperativo…



O elevador da rainha

domingo, setembro 03, 2017

OS TÍTULOS QUE ATÉ OFENDEM



A nossa imprensa vai produzindo títulos que são verdadeiras ofensas à inteligência, tentando passar uma mensagem mas revelando a verdade sem qualquer destaque, pois não era esse o seu objectivo, claro.

O Expresso tinha um título muito elucidativo, que dizia textualmente que “11% das famílias pagam 70% do IRS”, parecendo que esses 11% eram as vítimas do fisco, quando afinal existem 89% dos portugueses que ganham tão pouco que pouco podem contribuir para esse imposto.

O Correio da Manhã dizia no sábado que “despesa da função pública alarma Finanças”, mas ignorava que a mesma função pública não tinha aumentos nem progressões nas carreiras desde 2009, ou que os “patrões querem descida de IRC de 21% para 19%”, o que é bem elucidativo dos interesses instalados.

Começa a ser constrangedor ler a imprensa escrita e ouvir e ver as rádios e televisões nacionais, que há muito deixaram de ser isentas para publicarem e emitirem apenas o que interessas a quem lhes paga os vencimentos, sem nunca verdadeiramente o assumirem…    



terça-feira, agosto 29, 2017

A INVEJA TUGA



O caso da Autoeuropa com o trabalho ao sábado, sendo tratado como um dia normal de trabalho, fez com que as caixas de comentários das notícias se enchessem de imensas alarvidades, de quem não sendo atingido pela medida ataca quem se procura defender com os instrumentos que tem ao seu dispor.

Há pouco mais de uma vintena de anos a semana normal de trabalho era de segunda a sexta, e o sábado e domingo eram dias de descanso para a maioria dos portugueses, embora existissem alguns serviços de utilidade pública, que laboravam aos fins-de-semana e aos feriados. A vida decorria na completa normalidade e ninguém se queixava, e os patrões quando tinham que satisfazer encomendas superiores à produção normal, recorriam ao trabalho extraordinário durante o tempo necessário, e tudo se resolvia a contento.

Com o ultraliberalismo e as suas teorias economicistas, as relações laborais desequilibraram-se e diminuiu a protecção do factor trabalho, aumentando o poder do factor capital, tudo em benefício de maiores lucros com a diminuição dos custos, leia-se direitos laborais.

O sábado e o domingo não deviam nunca ser considerados como dias normais de trabalho, e quem quiser que os seus trabalhadores trabalhem nesses dias, deve ser obrigado a remunerar esse trabalho como extraordinário, é simples. Isto deve ser válido para o Estado e para os privados e em todos os sectores.

Nada paga os inconvenientes para a vida pessoal e familiar de quem está privado de poder folgar normalmente nos mesmos dias que a maioria, mas há que reconhecer que não é a mesma coisa trabalhar quando a família e amigos estão de folga, e ser obrigado a folgar muitas vezes em dias à escolha dos serviços.

Nota: Trabalho há mais de 40 anos aos sábados, domingos e feriados, e só me lembro de ter folgas normais durante seis meses.   


Este remédio era bom para muito invejoso 

Inveja

domingo, agosto 27, 2017

A CONFUSÃO INSTALADA

Cupido, o deus do amor, filho de Vénus e de Marte, é representado como um rapazinho alado com o seu arco, pronto a disparar sobre o coração de homens e deuses. Não confundir com os anjinhos papudos que vemos representados em pinturas muito típicas dos séculos mais recentes, nas culturas judaico cristãs.


Põe-te a milhas, ainda te confundem com um anjo...

sexta-feira, agosto 25, 2017

EFEMÉRIDES DO DIA

A 25 de Agosto de 1988 deu-se o grande incêndio do Chiado

No dia 25 de Agosto de 1944 os aliados entraram em Paris.

quarta-feira, agosto 23, 2017

TEMA DO DIA

A senhora exerceu um direito seu, de  revelar publicamente a sua homossexualidade, contudo não considero que se enquadre numa declaração política ou que seja "um gesto histórico" como consta do título dum jornal.

Como política que é, este cidadão só lhe pode exigir que exerça o cargo da melhor maneira possível, nada mais. 

Talvez devesse ser politicamente correcto, e aplaudir a senhora, mas confesso que em nada alterou o respeito que tenho pelas escolhas de cada um, independentemente do seu estatuto social.

Esta foi apenas uma das muitas piadas que fui ouvindo hoje devido à notícia em apreço.

sábado, agosto 19, 2017

BATALHA – CAPELA DO FUNDADOR



Não foi com grande surpresa que recebi a notícia segundo a qual a Capela do Fundador do Mosteiro da Batalha tinha sido muito mais colorida num passado distante.

Quando por lá andei, há trinta e picos anos, pude constatar essas cores em alguns capitéis e mesmo numa parede aos pés do túmulo de D. João I e de D. Filipa de Lencastre. Não fazia nenhuma ideia sobre as partes que seriam pintadas, até porque existem túmulos bem mais recentes (século XX), e também porque uma parede terá sido aberta para passarem os caixões que estavam nas capelas da igreja e na igreja matriz da Batalha, por alturas da trasladação.

É bom saber que se anda a estudar como seria a dita capela no século XV e XVI, e gostava de ver o resultado deste trabalho de investigação, ainda em curso.

Site do projecto AQUI (Infelizmente só em inglês).


Fotografia do site mencionado no texto

quinta-feira, agosto 17, 2017

IDADE

O mais importante que aprendi a fazer depois dos quarenta anos foi a dizer não quando é não. 

Gabriel Márquez