sábado, maio 23, 2015

CURIOSIDADE E BORLAS

Todos conhecemos o poder da comunicação social, muito em especial da televisão, para influenciar as pessoas ao dar destaque a certas coisas ou eventos.

Hoje falo sobre o Museu dos Coches, que abriu ao público em novas instalações, proporcionando dois dias de entradas grátis para o público em geral, o que é mais do que compreensível, pois está, pelo menos por enquanto, na esfera pública, sendo por isso mesmo um pouco de todos nós.

No primeiro dia de abertura ao público do novo Museu dos Coches, foi constante a multidão que aguardava a sua vez para entrar nas instalações, contribuindo para isso alguns factores como: a divulgação, a novidade e a gratuitidade.

As reacções do público foram diversas, como pude constatar enquanto circulava no seu interior, e iam desde a simples curiosidade, passando pelo real interesse pela colecção, até ao exibicionismo muito actual das selfies para postar nas redes sociais.

Também ouvi algumas críticas sobre a exorbitância dos gastos na construção do edifício, e da sua manutenção, que entram na esfera da política, e também ouvi pelo menos dois comentários sobre a falta de informação, que já tinha sido notícia antes da inauguração, e que só deverá estar pronta lá para o final do ano.


Confesso não ser um admirador do edifício, com características para resistir a sismos, como se percebe ainda no seu exterior, mas achei excessivo que as entradas fossem pensadas para ser feitas sobretudo por dois enormes elevadores, também achei excessiva a superfície envidraçada, e pelo que percebi a climatização deve ter um custo exorbitante. Quanto à falta de informação, que é real e resulta da abertura extemporânea, duvido que pudesse ser adequada ou sequer suficiente para enchentes desta natureza. 


quarta-feira, maio 20, 2015

ANEDOTA



Após consulta parlamentar sobre a invasão do espaço aéreo português, Portugal enviou uma mensagem à Rússia!
- Russos, declaramos-vos guerra: temos 85 tanques,40 não andam por falta de combustível, 27 caças, 4 navios, 2 submarinos e 5.221 soldados!
O estado russo respondeu:
- Aceitamos a declaração, temos 19.000 tanques, 790 navios, 9.000 aviões, 455 submarinos e 5.5 milhões de soldados.
Ao que Portugal respondeu:
- Retiramos declaração de guerra! Não temos como alojar tantos prisioneiros…


segunda-feira, maio 18, 2015

VIOLÊNCIA E RESPEITO



Há uma coisa que me vem preocupando nestes últimos tempos, que é o aumento sensível da violência física e verbal, que afecta não só jovens, mas também adultos e até agentes da autoridade.

Já ouvi dizer que a violência nos jovens deriva da falta de atenção dos país e é também efeito resultante de famílias desestruturadas, nos adultos a violência doméstica é por causa do factor rejeição e de problemas financeiros, e as autoridades por vezes abusam da sua condição porque estão desmotivados e com problemas económicos.

Admito que muitas das razões evocadas possam ter algum efeito no comportamento das pessoas, o que não justifica nunca o recurso à violência contra os mais fracos, mas então porque é que não se actua sobre os factores que potenciam a violência gratuita?

Vamos todos lutar para que a violência diminua e vamos exigir mais respeito pelas pessoas, começando bem lá por cima, pelos governantes, pelos restantes poderes, pelas empresas, e também pela família. Uma sociedade mais justa é sempre menos violenta...



sábado, maio 16, 2015

FALTA DE VISÃO

Muito se tem falado de precariedade, mas pouco se reflete sobre isso, como se o assunto fosse algum tabu.

Na minha muito longa carreira profissional, de mais de 40 anos, já vi de quase tudo, mas ainda me espanta ver gestores e responsáveis por recursos humanos, a defender as “virtudes” da precariedade laboral.

Há pouco tempo conheci uma empresa que tinha num determinado sector, cerca de 1/3 dos trabalhadores com contratos sem termo, e os restantes a termo certo. As coisas corriam bem, mas os responsáveis tinham um grande problema, que era o de não serem necessários ao bom funcionamento do serviço. Quando questionados superiormente, podiam falar de diversos serviços, mas daquele nada, porque tudo corria bem.

Claro que rolaram cabeças, as dos trabalhadores que tinham vínculo à empresa e muitos anos de serviço, com todos os inconvenientes daí resultantes. Os problemas sucederam-se, e os responsáveis passaram a ter o que colocar nos relatórios, justificando assim os seus salários.

O pessoal passou a ser quase todo precário, e os poucos que passaram aos quadros da dita empresa, ou eram incompetentes ou imitavam muito bem, porque a competência não compensava, como se percebeu.


Falem-me então de produtividade e de serviços de excelência, ou mesmo de redução de custos, que por mim estamos falados. Só por caridade dei este título, porque estupidez era um pouco forte, para um fim de semana ensolarado...  


sexta-feira, maio 15, 2015

quarta-feira, maio 13, 2015

QUEM MANDA?



A Europa envelheceu e deitou-se à sombra do seu passado, e o seu legado para a humanidade, a Democracia, foi considerada um dado adquirido enquanto uns poucos se foram apoderando do poder, usando todos os truques da cartilha da malandragem organizada.

A política deixou de ser uma missão, passando a ser uma profissão, a defesa do bem público e dos cidadãos passou para segundo plano, onde o bem dos bancos e das grandes empresas estão em primeiro lugar.

Um pouco por todo o continente falou-se em crise e em austeridade, e os cidadãos foram chamados a contribuir mais através dos impostos, e mesmo a abdicar de parte dos seus direitos e salários, a bem da economia.

O futuro dos países dependia da saúde das finanças públicas, e isso justificava os sacrifícios exigidos a todos, ou quase, porque alguns continuavam a ser poupados. Os grandes empresários e o grande capital conseguiam refúgio em paraísos fiscais, e alguns mesmo em solo europeu.

Não se julgue que se ficou apenas pela impunidade fiscal pela deslocalização das sedes das empresas, porque há mais. Lembram-se da famosa taxa “Tobin” que deveria onerar as transações financeiras? 

Pois, essa mesma, que já vai no 3º adiamento, e que já não vai arrancar em 2016, como diziam, e que segundo Luís Guindos, o ministro espanhol da Economia, deverá demorar ainda mais um ano, até existir um acordo para a sua implementação.

Em Democracia somos todos iguais perante a lei, e portanto todos devem participar segundo as suas posses no esforço da consolidação das contas públicas, mas quem faz as grandes transações financeiras deverá ficar de fora deste esforço, porque… afinal quem é que manda nisto tudo?  



segunda-feira, maio 11, 2015

AS NOSSAS ELITES

Sempre achei que as empresas e os países vão em frente, e desenvolvem-se à custa do suor e do empenho de gente comum, que dá o litro, quase sempre sem o reconhecimento devido, das chefias e das elites governantes.

Como dizia alguém, “o papel das elites é formular as necessidades que as populações sentem”, mas na realidade o que as elites defendem é a economia, a começar pelos seus agentes, que quase sempre são a origem dos problemas da própria economia.


As elites estão hoje ao serviço da economia, e cada vez mais longe das necessidades das populações, o que tem sido fatal para o desenvolvimento harmonioso das sociedades. As divergências e os conflitos tendem a agudizar-se, e como as elites não mudam por si mesmas, as rupturas serão inevitáveis a curto ou médio prazo, derivando das assimetrias que as elites fomentam… 


sexta-feira, maio 08, 2015

ATALHOS

Os efeitos da lista VIP de contribuintes ainda não terminaram, apesar de ser tão curta segundo o que nos foi dito.

Soube-se no final da semana que um dos funcionários, por acaso do sexo feminino, que acedeu aos dados fiscais de Passos Coelho e que foi detectada pelo sistema de alerta, o terá feito a pedido do próprio.

Creio que nunca esteve em causa qualquer motivo de natureza criminal, no acesso aos dados do 1º ministro, ou de qualquer outro contribuinte, mas tão só muita curiosidade, mas também eu sou a favor da não devassa dos dados pessoais dos contribuintes, todos.

Neste caso muito particular, e a ser verdade que Passos Coelho terá feito o pedido à funcionária, ainda que o mesmo declare que “não houve qualquer tentativa de obter tratamento de favor”, o caso é muito mais grave do que a simples curiosidade dum funcionário, sem haver divulgação dos dados. É muito grave que o 1º ministro tenha feito este pedido, pois usou relações de amizade ou outras, não se sabe, para “perceber uma questão relacionada com a sua declaração de IRS”, que devia estar disponível na Internet, ou que em última análise, lhe seria explicada em qualquer balcão das Finanças.


O senhor 1º ministro não pode ter privilégios perante os serviços do fisco, e muito menos pedir a alguém que infrinja o código de conduta, que o seu próprio partido quis punir exemplarmente, como foi público na discussão do caso da lista VIP.


quinta-feira, maio 07, 2015

DESEMPREGO E MENTIRAS

Passos Coelho tem vindo a usar o tema do emprego como bandeira da sua governação, usando e abusando de números que são apenas uma parte da equação dum todo muito mais negro do que parece.

Ainda há um mês os números do INE foram corrigidos, passando a ser concordantes com o discurso do 1º ministro, mas a verdade era bem outra e mais de acordo com o que tinha sido divulgado antes da correcção.

Na última intervenção de Passos Coelho no hemiciclo, ele afirmou que criou 130 mil empregos mas, convenientemente, não disse quantos tinha destruído desde que tomou posse, que foram 420 mil, o que convenhamos não é motivo de orgulho ou regozijo para ninguém.


Outra realidade também pouco abonatória para o governo, é o aumento do desemprego pelo segundo trimestre consecutivo, estando agora nos 13,7%, mostrando que a retoma declarada ainda não chegou à realidade, que são os bolsos dos cidadãos em geral. 


Natureza

terça-feira, maio 05, 2015

A FALÊNCIA DOS VALORES

Há quem tenha uma tal falta de sensibilidade que mais parece um elefante numa loja de cristais.

Todos conhecemos os esquemas usados pelo BES para conseguir iludir a falta de liquidez do grupo familiar, que acabaram por traduzir-se em aforradores enganados, que perderam as poupanças duma vida.

Muita coisa ficou por explicar, mas sabe-se que as culpas existem e que são várias as entidades com responsabilidades no cartório, que se espera que a Justiça venha a punir exemplarmente.


O que era desnecessário, e demonstra o tipo de pensamento e de sensibilidade de muita gente da alta finança, era vir dizer-se que a falência do BES trouxe uma alteração de facto nas relações com a instituição, e que se alguns perderam tudo. “é a vida”.  O presidente do BCP saiu mal nesta fotografia.


domingo, maio 03, 2015

GESTÃO



Se as pessoas que precisam trabalhar juntas numa empresa confiam umas nas outras porque estão agindo segundo um conjunto comum de normas éticas, o custo de se fazer negócios diminui.
 
Francis Fukuyama