quarta-feira, outubro 08, 2008

RAPIDINHAS

Justiça – Um Tribunal de Viana do Castelo atribuiu culpa a criança de 7 anos electrocutada por poste da EDP. Apesar do relatório apresentado por técnicos da EDP afirmar que havia no interior do poste de iluminação um cabo eléctrico que não estava devidamente isolado, o Ministério Público decidiu atribuir a culpa ao petiz, dizendo no despacho que “muito provavelmente, naquela altura, estaria a abanar o referido poste, fazendo-o oscilar”. Mais leitura edificante AQUI.

Publicidade – Os anúncios triunfalistas em torno do Magalhães, com a participação activa de José Sócrates e do governo em peso na distribuição dos pequenos computadores, teve efeitos colaterais que não são de desprezar. Começou logo por aparecer como algo de absolutamente inovador, o que não era verdade e muitos o denunciaram, também correu a informação que viriam equipados com o processador Atom, da Intel, mas afinal as máquinas foram distribuídas com o fraquinho Celeron, do mesmo fabricante, e até foram comercializados computadores destes a 285 euros na semana passada. Se no plano comercial tudo parecia correr sobre rodas, o mesmo afinal não se passava, para a empresa J.P. Sá Couto no campo da Justiça onde corre um processo de fraude fiscal relativo aos anos de 2000 e 2001. Talvez não seja nada de grave, mas com tanta publicidade “a fotografia” ficou muito manchada. Saiba mais AQUI



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PINTURA
Venice-12 by stefanzhuty

New orleans by twichims

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CARTOON
Patrick Chappatte

Cameron (Cam) Cardow

Bob Englehart

segunda-feira, outubro 06, 2008

O ESTADO EM PORTUGAL

O ESTADO DO RENASCIMENTO

“A análise dos governos, quer continentais quer ultramarinos, mostra claramente que, para o seu preenchimento, era dada preferência aos representantes da nobreza. Havia uma hierarquia de capitanias e governos-gerais, que permitia a graduação das nomeações e das transferências em função das categorias sociais e , também, da idade e da experiência. Certas capitanias estavam reservadas a determinadas famílias, com direito hereditário de transmissão: assim a de Ceuta, que pertencia aos Meneses e seus aparentados Noronhas, Tânger, na posse dos Meneses, ou Arzila, cujos detentores eram os Coutinhos. Com poucas excepções, cabiam aos filhos-segundos os comandos do Ultramar, visto que o primogénito de cada família tinha a função hereditária de gerir o senhorio respectivo no Continente do Reino.

Os lugares mais cobiçados e elevados eram, evidentemente, os de governador e vice-rei da Índia. Na sucessão deste cargo, ao longo dos reinados de D. Manuel I e D. João III, vêem-se surgir os apelidos de diversas famílias, com a preocupação de nunca o vincular ou demorar em qualquer delas: Almeidas, Albuquerques, Soares de Albergaria, Sequeiras, Meneses, Gamas, Sampaios, Cunhas, Noronhas, Sousas, Castros, Sás e Cabrais.”

Este texto da História de Portugal de A. H. de Oliveira Marques, com as devidas adaptações, podia caracterizar com fidelidade o Estado da actualidade, mas isto é apenas a minha humilde opinião.



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FOTOGRAFIA
::\

Ivan

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CARTOON NACIONAL
O domador de leões por Henrique Monteiro

Crise localizada por Henrique Monteiro

sexta-feira, outubro 03, 2008

A JUSTIÇA QUE NÃO CONSIGO ENTENDER

Pai raptor tem de autorizar mãe a viajar com as filhas menores

A mãe das três crianças belgas alegadamente raptadas pelo pai e trazidas para Portugal, onde foram encontradas a mendigar, está indignada por ter de esperar mais um dia para poder levar as filhas para a Bélgica. É que lhe foi dito que o pai, que está a ser ouvido na justiça, teria de autorizar.

Mais AQUI

Entretanto ouvi na televisão que a mãe e as meninas já foram autorizadas a voltar à Bélgica, mas isso não me deixou de forma alguma tranquilo, porque o que se exige da Justiça é que seja lesta e eficaz na defesa dos mais fracos, neste caso crianças raptadas, e menos preocupadas com formalidades que se sabia serem dispensáveis, pelo menos desde 20 de Agosto e depois de ter sido provada a custódia das crianças pela mãe.

Não compreendi, e penso que são coisas deste género, a que vulgarmente se dá o nome de “excesso de garantismo” que desacreditam a Justiça e estão na base da sensação de insegurança por parte da população.



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FOTOGRAFIA
Relíquias VII by Palaciano

Relíquias XI by Palaciano

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CARTOON
Seyran-caferli

Tommy-Thomdean

quarta-feira, outubro 01, 2008

O ZÉ FEZ GREVE

O Zé, naturalmente, esteve de greve nesta quarta-feira, não por razões políticas ou obediência sindical, mas porque existem razões de queixa marcadamente de ordem de justiça que me “obrigam” a mostrar o meu descontentamento. Entre outras, podia nomear a estagnação na carreira, os aumentos (?) continuadamente abaixo da inflação e a forma desprestigiante como tem sido encarada a função pública, em especial pela classe política.

Não sou dos que ainda sonham assistir ao mea culpa dos governantes pelo estado deplorável a que se chegou na função pública, até porque a aposentação está à distância de alguns meses, mas ainda assim faço questão de manifestar o meu desagrado.

Sei que a minha atitude causa estranheza entre colegas do serviço, onde habitualmente só os funcionários das categorias mais modestas costumam aderir às greves, mas eu admiro muito quem age em conformidade com o que diz, e desprezo quem critica mas é incapaz de marcar uma posição, por cobardia como é o caso a que me refiro.

Quem não se sente não é filho de boa gente, e quem muito critica e reclama deveria ser coerente agindo em conformidade, em vez de rotular quem o faz, utilizando um direito que a Constituição nos confere a todos. Eu respeito quem não faz greve, estão no seu pleno direito, mas quando começam a queixar-se, aí deixam-me francamente irritado.



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FOTOGRAFIA
Silvestre III by Palaciano

Silvestre by Palaciano

Silvestre II by Palaciano
688

terça-feira, setembro 30, 2008

OS POMBOS

Eu sei que quase todos gostamos de pombos, e que exceptuando algumas pessoas que sofrem de alergias, muito poucos consideram estas aves uma real ameaça.

As coisas não são exactamente assim, e muito por causa da intervenção do homem estas, aparentemente inofensivas aves podem transformar-se numa ameaça.

Em diversos aglomerados populacionais os pombos tornaram-se uma verdadeira praga, que ameaça não só a saúde pública como também o próprio património. Muita gente continua a pensar que o acto de alimentar pombinhos, com pão, milho, ou outros alimentos, é uma diversão e que daí não resulta nada de mal. Enganam-se, porque essa não é a dieta alimentar natural destas aves, e o resultado deste hábito muito disseminado, provoca um aumento populacional que tem consequências.

Algumas autarquias e autoridades sanitárias deste país, têm tentado prevenir esta situação, em alguns casos preocupante, mas têm incidido a sua acção essencialmente em processos de esterilização e abate, não dando grande enfoque à informação ao público, o que tem causado alguns embaraços, especialmente com pessoas mais idosas e outras menos informadas, que não entendem a ameaça.

Talvez seja melhor informar devidamente as populações, para se poder encontrar um equilíbrio que a natureza se encarregará de manter, caso os humanos deixem de proceder erradamente, ainda que sem a consciência do facto.



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O MOMENTO - GORAZ

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autumn square. by simoendli

Autumn sketch... by my-shots

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CARTOON
Steve Breen

R.J. Matson

R.J. Matson

domingo, setembro 28, 2008

CONCLUSÕES E PROPOSTAS CURIOSAS

Ainda há poucos meses, antes da hecatombe que atingiu os mercados financeiros, seria impensável ouvir ou ler certas afirmações que agora começam a surgir da boca e da pena dos nossos analistas económicos.

Quem imaginaria ler António Perez Metelo a dizer que desde a era Reagan “… a redução dos impostos sobre os mais ricos passou a ser a marca de água de uma teoria que acredita ser necessário dar mais e mais aos ricos para que invistam mais, enquanto há que apoiar cada vez menos os necessitados para obrigá-los a trabalhar mais”, ou Daniel Amaral a dizer que “ … a redistribuição pode atacar-se desde já, pela via fiscal” propondo que se aumentasse 10% ao IRC pago pelas empresas e os transferíssemos para os salários dos trabalhadores (IRS)?

Eu suponho que quem tenha lido isto como eu, tenha ficado abismado, porque nunca os vi, antes da crise, colocarem estas ideias como propostas credíveis e aceitáveis. Pelo contrário, e eu leio-os com muita frequência mesmo que discordando quase sistematicamente com as suas análises, nunca os vi esgrimir estes argumentos, e logo com a convicção com que o fizeram na passada semana.

Nunca é tarde para se mudar de ideias, costuma dizer-se, mas lá que é curioso que tenham estas conclusões e propostas, habitualmente conotadas com sectores à esquerda do PS, isso não se pode negar.



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Nota do Zé - Durante esta última semana tenho estado ocupado com actividades profissionais, e os textos e demais conteúdos têm sido fornecidos por amigos e colaboradores, a quem deixo os meus agradecimentos pela ajuda. Sem eles não me seria possível manter este espaço com a regularidade que justifique a sua manutenção.

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FOTOGRAFIA


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CARTOON
Yaser Ahmad

Jitet Kustana

sexta-feira, setembro 26, 2008

FALOU E DESCULPOU-SE

José António Pinto Ribeiro, veio a público reconhecer que o Ministério da Cultura tem dificuldades financeiras e que existem dívida de mais de uma dezena de milhões de euros às autarquias. Já todos sabiam disso, era público e já tinha sido denunciado pelos representantes das autarquias, mas não tinha ainda sido assumido pelo MC.

Foram muitos os agentes culturais que nos últimos anos têm vindo a denunciar a penúria que reina neste ministério e as miseráveis dotações orçamentais com que vem sendo contemplado, mas pelas declarações do senhor ministro transparecia que os problemas estavam mais do lado da gestão.

No caso da falta de pessoal nos museus, mais uma vez veio José António Pinto Ribeiro colocar o dedo na falta de eficiência dos serviços do seu ministério, traduzida em atrasos nos processos de colocação de vigilantes contratados a título excepcional durante o Verão. Não fica bem a um ministro deitar as culpas aos seus subordinados, até porque enquanto responsável máximo da instituição, e como tal bem informado, não tem desculpa para ter deixado que acontecesse mais uma vez o que se vem repetindo há muitos anos, por falta de quadros de pessoal aprovados, cuja obrigatoriedade decorre da própria reestruturação dos serviços, que já deviam ter sido aprovados.



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FOTOGRAFIA
Flowers form stranger 2 by AlmostInsane

Flor by Palaciano

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CARTOON

quarta-feira, setembro 24, 2008

O GORAZ E O MAGALHÃES

Com tanta publicidade e tantos ministros envolvidos na distribuição do Magalhães, o Goraz resolveu associar-se à festa!...




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FOTOGRAFIA
Breeze by Gary Kapluggin

Hatty by Gary Kapluggin

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CARICATURA
Stones by Sebastian Kruger

Stones by Sebastian Kruger

segunda-feira, setembro 22, 2008

GANÂNCIA

Desde que se cumpram certas cerimónias ou se respeitem certas fórmulas, consegue-se ser ladrão e escrupulosamente honesto - tudo ao mesmo tempo. A honradez deste homem assenta sobre uma primitiva infâmia. O interesse e a religião, a ganância e o escrúpulo, a honra e o interesse, podem viver na mesma casa, separados por tabiques. Agora é a vez da honra - agora é a vez do dinheiro - agora é a vez da religião. Tudo se acomoda, outras coisas heterogéneas se acomodam ainda. Com um bocado de jeito arranja-se-lhes sempre lugar nas almas bem formadas.

Raul Brandão em “Húmus”

A ganância do ter não só engoliu o ser e a convivência pacífica, mas até privou a maior parte dos homens do ter indispensável, para acumular nas mãos de uns poucos o que a todos pertence.

Autor desconhecido



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FOTOGRAFIA
AUTUMN. by YuriBonder

forever after by foureyes

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Chappate

Chappate

Jeff Koterba

sábado, setembro 20, 2008

TAXPAYERS MONEY

Esta é uma das expressões mais usadas nos últimos dias em blogues dos Estados Unidos, a propósito das injecções massivas de dinheiro pela Reserva Federal para salvar as grandes empresas. Na realidade a nacionalização de grandes bancos, ficando o Estado detentor das suas acções, na totalidade ou pelo menos da grande maioria, era ainda há poucos dias uma hipótese que seria descartada por qualquer analista económico.

Muitos, lá pelas terras do Tio Sam, perguntam-se onde param os “grandes gestores” das maiores sociedades financeiras agora em autêntica falência, e que durante os últimos anos arrecadaram prémios de gestão verdadeiramente escandalosos, enchendo também os bolsos dos grandes accionistas, que lá os tinham colocado. É que uns e outros, encheram os bolsos, com malabarismos especulativos, e agora quando as coisas deram para o torto, é com o dinheiro de “todos” os contribuintes que se está a cobrir “o buraco financeiro” que tão brilhantes gestões e lucros astronómicos causaram nas empresas.

Até num país tão liberal como os Estados Unidos, é difícil de engolir que sejam todos a pagar a especulação que alguns fizeram durante anos, arrecadando assim muitos milhões, e agora saiam a assobiar com as mãos nos bolsos, numa impunidade verdadeiramente vergonhosa.

Só por curiosidade, por cá também é assim que as coisas se passam, com injecções de muitos milhões de euros pelo Banco Europeu, isto sem falar nos aumentos de juros cobrados pelos bancos, porque como dizia ontem António Perez Metelo «os bancos centrais dos países ricos não deixarão que falte dinheiro às instituições financeiras».

O dinheiro dos contribuintes, pois claro! Agora adivinhem lá, quem neste mundo que é tudo menos justo, quem vai ganhar balúrdios comprando ao preço da uva mijona, as acções que se vão fortalecer à custa do dinheiro de todos nós? Sim, acertaram, serão os mesmos que já tinham arrecadado horrores com a actividade especulativa que nos levou à actual crise dos mercados. Edificante, não acham?

PS . As imagens abaixo são retiradas da net, e o 1º título é copiado do DN de 19 Set, enquanto o 2º é uma adaptação livre do Zé de acordo com os "bonecos" escolhidos.


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RICOS CARROS PARA PESSOAS RICAS
Mais lento que o jacto, mas mais rápido que o iate

Para impressionar as "garinas"
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POBRES CARROS PARA PESSOAS POBRES
Este para um passeio

Este para trabalho

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APESAR DE TUDO ISTO
TENHAM UM BOM FIM-DE-SEMANA

quinta-feira, setembro 18, 2008

A CULTURA E O PENSO RÁPIDO

Por falta de vigilantes o Museu do Chiado passou a fechar às terças-feiras, e outros estão na iminência de atingir também o ponto de ruptura devido à falta de pessoal por estarem a terminar os contratos de mais de uma centena de contratados de tarefa autorizados a 8 de Maio deste ano.

O Ministério da Cultura (MC) sabia desde essa data que os contratos apenas cobriam o período de quatro meses, e a título excepcional, mas só a 16 de Setembro (li na imprensa) é que entregou no Ministério das Finanças, para apreciação, o processo de contratação de vigilantes. Agora, e mais uma vez, chegou a hora do sufoco, e mais uma vez, lá vem uma contratação a termo certo de 135 vigilantes para tentar evitar maiores embaraços.

Não surpreende que o MC venha agora dizer que tem existido «a melhor colaboração» com o Ministério das Finanças, ilibando assim este último de qualquer responsabilidade no encerramento de museus ou modificações de horários, mas ficou por esclarecer então quem é deixou que a situação chegasse a este ponto, e repetidamente desde há pelo menos meia dúzia de anos.

Será que em sete anos ninguém ainda conseguiu resolver o problema dos quadros de pessoal de vigilância? Porquê?



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IMAGENS
Botanical Dimensions by archanN

Deep Blue Perfume by archanN

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CARTOON
Apito d'ouro sobre azul por Henrique Monteiro

Chavez e os "yankees de mierda" por Henrique Monteiro