Ainda há poucos dias eram muitos
os que escreveram e falaram sobre o caso Salgado que ficou em prisão
domiciliária com guarda às portas, porque isso custava dinheiro ao Estado, e
sobretudo porque retirava polícias do seu serviço habitual que é a segurança de
pessoas e bens.
Neste domingo não houve jornal,
rádio ou televisão que não tivesse notícias sobre o casamento do “super agente
da FIFA” Jorge Mendes, que mobilizou dezenas de agentes policiais, para
“proteger” os noivos e convidados famosos, mas que me conste, e procurei, não
houve nenhum comentário sobre a possível falta de agentes para proteger as
populações.
A morte do leão Cecil, às mãos de
um obscuro dentista americano, numa caçada legal tanto quanto sei, foi
noticiada à exaustão pela imprensa nacional, a mesma que pouco relevo deu ao
assassinato duma criança palestiniana, por colonos israelitas, extremistas é
certo, mas que não hesitaram em cometer este crime hediondo.

















