terça-feira, outubro 14, 2014

HIPOCRISA OU DESCARAMENTO?



Em Portugal estamos habituados há hipocrisia na política e não só, mas por vezes sentimo-nos ofendidos por que vemos que há quem nos julgue a todos, uns grandes tolos.

O anúncio da possibilidade de descida do IRS já no próximo ano, ou pelo menos a redução da sobretaxa do IRS em 1%, andou nas páginas dos jornais e nas bocas de muita gente, sem nunca ser desmentida, até que hoje veio a notícia de que poderá haver alguma descida mas só em 2016, e se houver um aumento da eficácia na cobrança de impostos em 2015.

Houve muita hipocrisia em todo este assunto, e o que vieram agora dizer os responsáveis governamentais nem sequer foi claro, pois vai desde o aumento das receitas fiscais até à eficácia da própria máquina fiscal, ficando o retorno do que se pagou para o próximo executivo, que resultará das próximas eleições.

Descaramento é o que não falta ao presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, que veio a público dizer que a indexação da redução da sobretaxa de IRS ao aumento da receita fiscal é “uma medida responsável, porque todos chegaram a recear medidas eleitoralistas”.

A “sensatez” aduzida por António Saraiva quanto à descida do IRS, contrasta com a falta dela na descida do IRC que agradou muito a este dirigente patronal, mas que não ficou indexada a absolutamente nada…


CARTOON

domingo, outubro 12, 2014

SABEDORIA

 Nos últimos dias estive a preparar jovens para poderem ocupar um lugar de chefia intermédia, e a frase que usei foi a proferida por Aristóteles, e que nunca esqueci desde os meus tempos de escola:

"Aquele que nunca aprendeu a obedecer não pode ser um bom comandante."


Mona Infantil

sexta-feira, outubro 10, 2014

A NOSSA IMAGEM NO EXTERIOR



As empresas portuguesas públicas e privadas têm sido “vendidas a pataco” a investidores estrangeiros, quer por serem mal geridas por portugueses, quer por vontade de encaixar verbas por parte de empresários ou do próprio Estado.

Tem sido um verdadeiro arraial de vendas, muitas até por parte dos empresários que ainda há pouco tempo diziam que queriam manter os centros de decisão em Portugal, e aos poucos vemos as nossas empresas em mãos estrangeiras.

O caso da PT é talvez o mais paradigmático de todos, porque se percebeu que aquilo que nos era apresentado como uma gestão exemplar e um caso de sucesso, afinal não passava de uma mistificação muito bem montada de onde só saem bem os gestores “bestiais”.

A novela PT não fica por aqui, porque temos o Bava que sai com os bolsos cheios, temos a Altice que a quer comprar e vem reunir-se com Paulo Portas e não com a Autoridade da Concorrência, e também o Belmiro que vem a público lembrar a falhada OPA sobre a PT por parte da Sonae.

Os tais investidores estrangeiros começam a perceber que é fácil comprar em Portugal a "preços da uva mijona" e que basta “olear uns quantos carretos”.

Leituras recomendadas AQUI, AQUI, AQUI ou AQUI


IMAGEM

CARTOON

quarta-feira, outubro 08, 2014

segunda-feira, outubro 06, 2014

TAMBÉM EU QUERO SER BEM PAGO SR. PRESIDENTE



De tempos a tempos lá vem um discurso sobre a necessidade de pagar melhor aos políticos, e são sempre esgrimidos diversos argumentos para tal, mas que se centram em duas simples ideias: fomentar a isenção e não dependência de outros interesses, e melhor qualidade de quem escolhe fazer política.

Não concordo com os dois argumentos, porque só devia escolher fazer política quem quer servir, logo estão à partida excluídos os que se querem servir, e a qualidade depende sobretudo dessa vontade de servir e do valor da palavra de quem escolhe essa actividade.

Quanto ao ordenado dos políticos, creio que deviam receber bem, tal como todos os que trabalham nas outras actividades, pois afinal, ou há moralidade…



sábado, outubro 04, 2014

PRECONCEITO E PRIORIDADES



Regra geral os homens são responsabilizados pela descriminação das mulheres no plano laboral, o que para mim é um tiro ao lado, porque não se trata dum preconceito sexista que está em causa mas sim algo muito diverso.

Estava eu a ler um jornal espanhol quando deparei com uma notícia que dá algumas pistas que podem mudar esta visão muito limitada da descriminação das mulheres nas empresas. Uma responsável pelos empresários, sim uma mulher, não hesitou em declarar que preferia contratar uma mulher com mais de 45 anos em vez de uma com menos de 25 anos para evitar “o problema” de poder ficar grávida.

A nossa sociedade foi capturada pelas teorias economicistas, e o lucro a qualquer custo não admite que a realização pessoal, o bem-estar e a segurança no emprego são factores que motivam e que contribuem para o aumento da produtividade. A visão dominante só se preocupa com números e com o lucro e nada mesmo com os aspectos sociais, e isso nada tem que ver com opções sexistas.


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quinta-feira, outubro 02, 2014

BUROCRACIA INACREDITÁVEL



Não sei quantos portugueses já tiveram de recorrer às lojas das empresas de telecomunicações, mas posso adivinhar que a experiência terá sido, na grande maioria dos casos, muito desagradável.

Eu nunca confiei muito em serviços baseados em cal centers como acontece com as empresas de telecomunicações, e em atendimentos ao balcão feitos por pessoas que nada percebem do assunto, limitando-se o seu trabalho a serem sacos de pancada para clientes insatisfeitos.
Infelizmente tive de me deslocar a um balcão de atendimento duma empresa deste ramo, e depois de 1 hora de espera pela minha vez, descobri que podia ter feito o pedido pelo telefone, mas que presencialmente só o podia fazer com um formulário assinado pelo titular do serviço e com um documento de identificação do mesmo. Tratava-se tão simplesmente de trocar um cartão Sim por um micro Sim, mas sem as duas folhas do impresso preenchidas e sem a assinatura do titular e a sua documentação, nada feito.

Por mero acaso fui eu quem alterei telefonicamente o serviço a que o cartão está associado, e podia também fazer o pedido do tal micro Sim telefonicamente sem as burocracias do impresso e da documentação, coisa que deita por terra qualquer lógica desta burocracia que me foi exigida.

Se dúvidas restassem, basta acrescentar que durante a hora de espera constatei que as 8 ou 9 pessoas atendidas estavam a reclamar os serviços e que nem uma sequer saiu satisfeita com o seu problema resolvido.

A empresa é privada e penso que o capital é estrangeiro, mas o serviço é bem pior do que quando a empresa era portuguesa e estatal…