quarta-feira, setembro 17, 2014

O PUTATIVO CANDIDATO

Hoje a conversa no café era sobre os possíveis candidatos à Presidência da República, e fiquei a conhecer alguns nomes de possíveis candidatos, à direita e à esquerda, e fizeram-me a pergunta: qual destes seria o teu candidato?

Como um dos candidatos da esquerda era o Guterres, e como ele ultimamente anda por aí bem acompanhado, a escolha foi inevitável...


segunda-feira, setembro 15, 2014

HUMOR À SEGUNDA

Enquanto passava umas férias na Europa, um desses sheiks do petróleo e a esposa decidiram enviar presentes aos seus amigos. Entraram numa galeria de arte onde compraram um Van Gogh, um Rembrandt e dois Picassos. - São 1,6 milhões de dólares. - Disse o vendedor. O sheik que pagou em dinheiro e depois virou-se para a mulher: - Pronto agora que já escolhemos os postais vamos comprar os presentes?


sábado, setembro 13, 2014

LEVAR COM A ÂNCORA

Se há coisa divertida, é ouvir da boca da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque que a âncora da credibilidade de Portugal é a política económica seguida por este governo. Outra afirmação que confirma a credibilidade da ministra foi o seu desejo de diminuir os impostos sobre o trabalho, mas só quando as galinhas tiverem dentes, perdão, quando a situação assim o permitir...

Estes nossos políticos são mesmo uns pândegos, não acham?


quinta-feira, setembro 11, 2014

A MISTIFICAÇÃO

A crise que atravessamos tem sido uma oportunidade muito bem aproveitada pelo governo para impor um programa de destruição dos direitos dos trabalhadores, e dos cidadãos em geral, sempre com a desculpa de se querer resolver o problema das finanças públicas, o que evidentemente não aconteceu.

Durante todo este tempo diminuíram-se salários, cortaram-se direitos adquiridos, cortaram-se pensões, tiraram-se feriados, aumentaram-se as jornadas de trabalho, etc. Com isto tudo apenas se conseguiu aumentar o desemprego e empobrecer o país.

Passados estes anos vemos provado à saciedade que a precariedade prejudica a produtividade, bem como o aumento da jornada laboral, a insatisfação gerada pelos baixos salários, a diminuição dos feriados, ou as preocupações geradas pela incerteza quanto ao futuro (velhice).


Hoje já poucos conseguem dar a cara por tudo o que nos levou aqui, e os autores desta experimentação política foram premiados com lugares em instituições financeiras e políticas internacionais, provando-se que não foram eles os mentores, mas simples executantes de políticas que se revelaram desastrosas para o país e para os portugueses.


terça-feira, setembro 09, 2014

ANIVERSÁRIO DE TOLSTOI



"Mas a verdade é que não só nos países autocráticos como naqueles supostamente livres - como a Inglaterra, a América, a França e outros - as leis não foram feitas para atender à vontade da maioria, mas sim à vontade daqueles que detêm o poder."

Leon Tolstoi



quinta-feira, setembro 04, 2014

A CULTURA DO MÉRITO



Em Portugal nunca se praticou a cultura do mérito, e tudo indica que ela nunca foi desejada nem pelo patronato nem pelas classes dirigentes, quer da política quer da parte económica.

De vez em quando fala-se da cultura do mérito quando se fala de salários, e a razão é evidente, tudo não passa de um estratagema para evitar aumentos salariais, nada mais.

Para quem ainda tem dúvidas sobre o que afirmo, basta explicar que sempre existiram prémios para os grandes gestores e altos dirigentes, quer do sector público quer do privado. É também público que esses mesmos prémios não são extensíveis aos restantes funcionários das empresas em questão, sendo que as poucas e honrosas excepções são quase todas em multinacionais.

Para que se perceba melhor o que é a cultura de mérito em Portugal, basta dizer que na PT, por exemplo, e apesar da desvalorização da empresa em 80%, foram atribuídos prémios de 112 milhões aos seus gestores nos últimos 10 anos. Podia falar-se também do que se passou no BPN, no BPP ou no BES, e as coisas não diferiam muito…


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terça-feira, setembro 02, 2014

COISITAS QUE ME IRRITAM



Podia aproveitar para falar na porcaria de salário que recebo, dos impostos que pago, ou no balúrdio que pago pelos cuidados de saúde, mas existem coisas igualmente irritantes de que pouco se fala e que gostava de aqui partilhar.

Começaria por uma comunicação social cada vez mais dependente do poder económico, que cala muita coisa importante e que não faz um verdadeiro serviço público, antes agrada aos seus patrões.

Os sucessivos governantes, quer do governo central quer sejam do poder local, que enterraram em dívidas o país, as regiões e as autarquias, que nunca pagaram pelos seus (maus) actos de gestão, apesar de serem evidentes e de estarem agora a ser pagos pelos contribuintes.

Os banqueiros e gestores de grandes empresas, que acabaram por deixar monumentais dívidas ao Estado, aos fornecedores, e aos trabalhadores, e que continuaram por aí ostentando sinais óbvios de riqueza, depois de todas as tropelias e depois de deixarem muita gente nas ruas da amargura.

A Justiça que se diz ter muitas e boas leis, do mais avançado que há no mundo ocidental, mas que deixa “escapar” ladrões, burlões, agiotas e outras espécies de grandes facínoras, que contratam os grande gabinetes de advogados, responsáveis também por inúmeros pareceres para o Estado.

Podia continuar, mas não vos quero aborrecer muito no regresso de férias…


CARTOON

sábado, agosto 30, 2014

A VERDADE E O EMBUSTE



O discurso oficial dos últimos anos tem sido o de que apenas a iniciativa privada é que poderia gerar empregos de qualidade, que fariam a nossa economia crescer, sendo o papel do Estado o de facilitador de condições para o tal emprego e crescimento.

A verdade quase nunca confirma o discurso oficial, e a realidade é apenas uma: o emprego criado nos últimos meses tem sido na sua maior parte pagos pelo Estado, e não pela iniciativa privada, que na realidade não garante que após os estágios subsidiados, haja uma verdadeira empregabilidade dos actuais estagiários.

Se as políticas activas de emprego não são de condenar, pelo contrário, há que procurar garantir a continuidade do emprego, e não apenas o benefício de empresas e empresários que se aproveitam dos fundos públicos. Outra coisa que era perfeitamente escusada, era manipulação dos números do desemprego à custa dos estágios remunerados, que não são verdadeiros empregos, como se sabe.


FOTOGRAFIA
Branca by Palaciano

quinta-feira, agosto 28, 2014

QUASE SÓ IMAGENS

Uma flor fica sempre bem

Uma foto saída do baú

CARTOON
Quando mete dinheiro as Justiça mete férias...

terça-feira, agosto 26, 2014

EÇA DE QUEIROZ

“Carácter, Ideias e Moral”
“ Aos políticos, menos liberalismo e mais carácter. 
Aos homens de letras, menos eloquência e mais ideias.
Aos cidadãos em geral, menos progresso e mais moral. ” 


sexta-feira, agosto 22, 2014

A DÍVIDA PÚBLICA



Apesar de todas as promessas e compromissos tomados por este governo, a dívida pública não para de crescer, atingindo agora os 134% do PIB, bem acima dos 130% esperados para este ano.

O que todos sabemos é que as famílias reduziram as suas dívidas, e até aumentaram o seu aforro, salvo os que entraram em incumprimento, mas as empresas e o Estado continuaram a aumentar a sua dívida.

Sabe-se também que ao contrário do que seria desejável, os impostos sobre o trabalho aumentaram muito mais do que os impostos sobre o capital e sobre as empresas.

O empobrecimento geral não poderá, em caso algum, ajudar a baixar a dívida e acabará por tornar os encargos da mesma insustentáveis a muito curto prazo, o que parece não preocupar minimamente políticos inaptos e indiferentes perante as dificuldades de quem trabalha.


CARTOONS