A crise que atravessamos tem sido
uma oportunidade muito bem aproveitada pelo governo para impor um programa de
destruição dos direitos dos trabalhadores, e dos cidadãos em geral, sempre com
a desculpa de se querer resolver o problema das finanças públicas, o que
evidentemente não aconteceu.
Durante todo este tempo
diminuíram-se salários, cortaram-se direitos adquiridos, cortaram-se pensões,
tiraram-se feriados, aumentaram-se as jornadas de trabalho, etc. Com isto tudo
apenas se conseguiu aumentar o desemprego e empobrecer o país.
Passados estes anos vemos provado
à saciedade que a precariedade prejudica a produtividade, bem como o aumento da
jornada laboral, a insatisfação gerada pelos baixos salários, a diminuição dos
feriados, ou as preocupações geradas pela incerteza quanto ao futuro (velhice).
Hoje já poucos conseguem dar a
cara por tudo o que nos levou aqui, e os autores desta experimentação política
foram premiados com lugares em instituições financeiras e políticas
internacionais, provando-se que não foram eles os mentores, mas simples
executantes de políticas que se revelaram desastrosas para o país e para os
portugueses.










