terça-feira, janeiro 23, 2007

AS NOTAS DO ZÉ

1ª Segundo a Direcção-Geral do Orçamento (DGO) o défice do subsector Estado registou uma descida de 19% em relação a 2005 sendo que as receitas fiscais aumentaram 7,2% em relação a 2005. Partindo deste princípio temos que considerar que, mesmo tendo em conta os cortes no investimento, houve um aumento de receitas não fiscais e um aumento de produtividade.
Os funcionários públicos continuaram em 2006, e vão continuar também em 2007, a ter “aumentos” abaixo da inflação esperada (muito abaixo da real), continuam com as carreiras congeladas e vão diminuindo em número segundo os dados do ministro das Finanças. Já lá vão oito anos a perder poder de compra, oito!
Apesar dos números favoráveis, que demonstram a medida dos sacrifícios exigidos aos funcionários público, as despesas aumentaram 2,4% em relação a 2005, é esta a nossa admiração. Aumentou como?

2ª O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Azeredo Lopes recebe subsídio de renda de casa, tem carro da entidade e cobra os quilómetros pelas suas deslocações do Porto a Lisboa, onde vem em média dois dias por semana.
Segundo o próprio, trata-se duma situação “absolutamente regular”, e sustenta ainda que “o subsídio de residência não cobre o custo da deslocação”. A rematar os comentários do presidente da ERC registe-se que considera não estar a “violar nenhum princípio legal ou ético”.
O senhor ministro das Finanças que tanto encheu a boca com os privilégios dos funcionários públicos como caracteriza esta situação, que ainda segundo Azeredo Lopes, também é típica nos deputados da nação?

3ª O mérito tem sido um isco lançado pela classe empresarial e pelos iluminados economistas do rectângulo, como um objectivo para todos os trabalhadores que queiram ser recompensados pelo trabalho desenvolvido nas empresas ou sectores em que se encontrem inseridos. Premiar o mérito na batalha pelo aumento da produtividade, foi o lema utilizado. Na função pública está pontuado pelo congelamento das carreiras e no sector privado pela precariedade dos vínculos laborais.
Até agora apenas as altas chefias beneficiaram dos aumentos da produtividade, apenas os altos dirigentes da função pública beneficiaram de salários superiores aos estipulados por lei e os gestores dividiram o seu quinhão sobre os lucros das empresas que gerem. Pelo contrário, quando não há lucros os altos dirigentes e os gestores saem ilesos e sem qualquer responsabilidade no insucesso e os trabalhadores com vários salários e subsídios em atraso, ficam os calotes a fornecedores e ao fisco e Segurança Social.Mérito, palavra vã na boca de quem pensa apenas em cifrões.

Azeredo Lopes compara a sua situação à de alguns deputados



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Rui Rio e patrão do Politeama não comentam acordo
Rivoli vai dar 5,6 milhões a La Féria este ano

Alexandra Carita

A exploração do Rivoli entregue pela câmara do Porto à empresa Bastidores é um contrato milionário. Na proposta, La Féria nem incluiu um único espectáculo que já não tenha passado pelo Politeama.

Expresso, 19:00 segunda-feira, 22 JAN 07



Filipe La Féria prepara-se para transformar o Rivoli na delegação do Porto do Politeama, com a aprovação de Rui Rio

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FOTOS

OLHAR PARA CIMA



JARDINEIROS FABULOSOS


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EM CHINÊSNOS DESENTENDEMOS

segunda-feira, janeiro 22, 2007

O BOM TRABALHO

Enquanto ouvimos empresários gananciosos e políticos desconhecedores a reclamar pela desregulamentação do trabalho eis que surge, por iniciativa da Alemanha, um documento da UE a apelar a um mercado do trabalho com salários justos.
Por cá, a comunicação social vai dando relevo à flexisegurança, mas pouco ou nada diz acerca do “bom trabalho” com “salários justo” e sobre a “limitação das contratações atípicas”. Estes temas constam dum documento elaborado pelas três próximas presidências da UE no âmbito do Conselho informal dos ministros do Trabalho e Assuntos Sociais.
A Alemanha, apesar de ser uma potência económica, tem sentido enormes dificuldades devido às deslocalizações e à imigração, a que tem respondido com algum proteccionismo, acordos com os poderosos sindicatos e restrições à imigração. Esta situação contudo não se pode eternizar, e a solução só pode ser encontrada com uma harmonização da Segurança Social e de direitos laborais no espaço europeu, incluindo os países do alargamento, contribuindo-se assim para uma competitividade mais justa e economias saudáveis.
È imperativo discutir-se um modelo social europeu, sem o qual a flexisegurança se tornará apenas um factor de insegurança e de conflitos que em nada contribuem para o crescimento económico da Europa.


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IMAGEM




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HUMOR

Bandeira







DN,21/01/2007

domingo, janeiro 21, 2007

ESTRANHO ORGULHO

O ministro Correia de Campos declarou-se orgulhoso por não ter aberto um inquérito pelo caso de Odemira. Este ministro não entrará certamente para a história, mas já entrou definitivamente para o anedotário nacional.
O mau gosto demonstrado neste assunto que resultou numa morte, que não devia redundar em orgulho de nenhuma espécie em qualquer ser humano, demonstra a falta de sensibilidade que deve caracterizar um titular da pasta da Saúde. Pode ser que até fosse inútil um inquérito, pessoalmente penso que era inútil, mas não se esbateu de modo nenhum o facto de ter existido uma demora excessiva e manifesta falta de meios para o socorro em tempo útil.
Terá Correia de Campos “resistido ao facilitismo”, as palavras são dele, pois eu acho precisamente o contrário. Em primeiro lugar por não aceitar responsabilidades, suas e do ministério que dirige, pela insuficiência de meios, e depois por ter tentado desvalorizar essa evidência sugerindo-se que a morte não estava relacionada pela demora na assistência especializada mas sim na natureza das lesões sofridas no acidente.
Conheço cangalheiros que têm mais tacto a lidar com situações delicadas como esta, e sempre ouvi dizer que “quem muito fala pouco acerta”. Contenha-se senhor ministro, a Saúde em Portugal está muito mal, e quanto mais o senhor fala mais isso se torna evidente, até para quem é saudável e pouco recorre ao Serviço Nacional de Saúde.
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FOTO



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In this file photo Victoria's Secret model Gisele Bundchen gets her hair done backstage in preparation for the Victoria's Secret fashion show in Hollywood, California, November 16, 2006.

REUTERS/Mario Anzuoni



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O SEXO SEGURO



OLHA O AVIÃO, VRUMMM

sábado, janeiro 20, 2007

A IVG

Eu tinha decidido não me pronunciar aqui sobre o assunto por considerar que é uma matéria de decisão pessoal e de consciência de cada um.
O termo utilizado Interrupção Voluntária da Gravidez não merece a minha concordância porque embora possa decorrer da vontade expressa de alguém não é necessariamente voluntária. Não posso conceber que alguém vá engravidar só para exercer o “direito” de abortar até às dez semanas, é uma ideia absurda.
Tenho filhos e até netos e nunca equacionei a hipótese de recorrer ao aborto ou a aconselhei a alguém, nem me colocaria nessa posição (de aconselhar), mas conheço casos em que aceitei a decisão livre de outras pessoas de recorrer ao aborto. Tratavam-se de situações extremas, que felizmente eu não atravessei, e não me atrevi sequer a condenar. Algumas dessas pessoas vieram mais tarde a ser pais e mães e por sinal, bons pais e mães.
Sempre considerei que bastava legislar de modo a que não fosse considerado crime, o recurso consciente ao aborto, porque se evitavam alguns dos disparates, bem intencionados penso eu, que já ouvimos e ainda vamos ouvir até ao referendo.
Para terminar, eu que até nem sou religioso, deixo apenas uma frase muito conhecida: Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
TER NETOS É FIXE


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SINAIS DE CRESCIMENTO
Segundo a Inspecção-Geral do Trabalho, em 2006, foram apurados 17 milhões de euros de salários em atraso e contribuições devidas à Segurança Social.
O valor de salários em atraso cresceu 62% e aos cofres da Segurança Social ficaram a faltar mais 29% de contribuições do que em 2005.
Segundo José Sócrates estamos a crescer passo-a-passo, mas os resultados pelos vistos são de passos à retaguarda, pelo menos no que concerne aos trabalhadores. A mesma IGT detectou também trabalho não declarado e trabalho precário ilegal.
Se o panorama é este, e não temos razões para duvidar destes dados, é no mínimo estranho que ainda se venha bater na tecla de que é necessário mexer no Código do Trabalho. Pelos vistos a rigidez que alguns têm invocado, não existe ou pelo menos já não é feita respeitar pelas autoridades.
Para exemplificar a imensa flexibilidade, ou complacência, agora existente, podemos lembrar os inúmeros contratados a prazo pelo Estado para suprirem necessidades permanentes dos serviços e o despedimento sem aviso prévio pela Culturporto ainda há poucos dias. Claro que a IGT não pode actuar nestes casos, porque o Estado é pessoa de bem (?).



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RECUPERAR O PATRIMÓNIO
É com evidente agrado que todos acolheram a notícia segundo a qual irá ser recuperada a Charola do Convento de Cristo em Tomar. O mecenato por parte da Cimpor é mais um dos motivos para nos congratular-mos.
Não são os primeiros trabalhos de restauro na Charola, anteriormente já tinham decorrido alguns trabalhos de limpeza, restauro e conservação que colocaram em evidência pinturas do século XVI. Também os estuques foram alvo de atenção na altura, mas muito ficou ainda por fazer, o que justifica plenamente uma nova acção no mesmo espaço. O Património edificado necessita de constante atenção e de conservação adequada, o que não tem sido a regra, a menos que se queira despender verbas muito mais avultadas em restauros profundos. O segredo reside na manutenção que muitas vezes não é feita por falta de verbas e de atenção por parte de quem tem obrigação de dar sequência aos alertas que vão sendo dados com regularidade por quem trabalha em cada monumento.



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Cidadela de Cascais
IPPAR autoriza destruição de património classificado

Expresso, 19:24 sexta-feira, 19 JAN 07



sexta-feira, janeiro 19, 2007

O MINISTRO NÃO DISSE TODA A VERDADE

“O custo para os consumidores dos medicamentos e produtos farmacêuticos aumentou 6,7% no último trimestre de 2006, face a igual período de 2005, segundo o Instituto Nacional de Estatística.”
Recentemente ouvimos o senhor ministro da Saúde anunciar que o Estado e os utentes dos serviços de saúde iriam poupar uma data de milhões com a sua política de preços para os medicamentos. Quando a esmola é grande o pobre desconfia e as notícias vindas do INE começam a dar razão aos cépticos.
Afinal o senhor ministro vem dizer em 2007 que os preços vão baixar, depois dum aumento de 6,7% num só trimestre de 2006. Traduzindo para linguagem comum, exige uma diminuição de preços dos produtos, diminui comparticipações em quase todos eles e acha que com isso, também os utentes vão gastar menos em medicamentos. Pode ser que tenha razão, muitos não vão poder comprar o que lhes receitam.Este ministro, como diria o Prof. Marcelo R. de Sousa fala muito, arriscando-se deste modo a perder a sua credibilidade. O caso de Odemira é mais um problema relacionado com as políticas de cortes sistemáticos na Saúde. Neste infeliz incidente o ministério concluiu que todos procederam em conformidade com o que está previsto mas, a verdade é que houve uma demora de mais de 6 horas para um atendimento especializado e adequado. Não satisfaz ninguém o argumento de que a morte "se deveu essencialmente à gravidade das lesões iniciais", pois o que ressalta aos olhos de todos é que existiu uma notória falta de meios na zona onde aconteceu o acidente, e isso é da responsabilidade de quem planeia e toma decisões – o ministério de Correia de Campos.



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“Uma descarga poluente foi sentida esta noite pela população de Milagres, Leiria, denunciou hoje a Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira local. Segundo José Carlos Faria, porta-voz desta comissão, a poluição começou a ser notada pelos populares a partir das 22:00 quer devido à cor escura da água quer ao cheiro intenso a efluente suinícola.”

Comentário do Zé



Esta vergonha já decorre há demasiados anos para que haja algum tipo de desculpa que os nossos políticos possam invocar. O cheiro é inconfundível a origem é conhecida e os prevaricadores estão lá. As explorações estão licenciadas, presumimos, e a necessidade de se criar um sistema de tratamento de efluentes foi diagnosticada há muito.
De promessa em promessa, de investigação em investigação de planos e projectos deve existir um monte, das promessas não cumpridas também temos um rol. O que podemos exigir aos governos é que se deixem de tretas e que resolvam de uma vez por todas esta porcaria porque a paciência dos contribuintes tem limites e é para trabalhar que eles se candidataram a eleições.
Ou talvez não, quem sabe?









D. Afonso Henriques: IPPAR analisa 2º pedido de exumação



“O Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) está a analisar um segundo pedido da Universidade de Coimbra (UC) para que uma equipa científica luso-espanhola realize a abertura do túmulo de D. Afonso Henriques…
Face ao pedido concreto de exumação das ossadas de D. Afonso Henriques, Isabel Pires de Lima entendeu atribuir-lhe um «enquadramento especial que favoreça a celeridade de uma decisão, tomando em consideração os antecedentes do processo», determinando que o IPPAR tem 45 dias (em vez de 90) «para elaborar parecer e proposta de decisão» da ministra.”


Comentário do Zé



Cá para mim acho que querem prejudicar o homem no concurso da RTP. Então, e se descobrem que D. Afonso Henriques tinha menos de 1,75 metros de altura?

quinta-feira, janeiro 18, 2007

O COMPLICADO SIMPLEX

Num determinado serviço público foi extinta a circulação de ofícios interno via correio normal e tornada obrigatória a utilização do correio electrónico. Esta medida pareceu a todos razoável pela poupança de papel e pela rapidez do processo. Durante meses tudo funcionou normalmente havendo um funcionário administrativo que tratava diariamente de receber e enviar, imprimindo apenas o que era essencial para a formação de processos ou que tinha de circular por diversas pessoas.
Passados bastantes meses o computador, apenas este tem Internet, começou a ser utilizado por diversos técnicos superiores, que pretendiam responder pessoalmente às sua mensagens e receber o correio de serviço. Tudo parecia normal até que, cerca de duas semanas depois alguns técnicos começaram a dizer que tinham que responder a mails anteriores que nunca tinham recebido. Atacado por todos os lados o funcionário que anteriormente recebia e enviava o dito correio, e que agora nem podia aceder ao computador, perguntou aos queixosos qual o procedimento que tomavam quando utilizavam o seu correio. Pergunta mal recebida, insultuosa até para alguns, porque não reconheciam ao funcionário administrativo competência técnica para lhes questionar os procedimentos que muito bem conheciam.
O infeliz administrativo tentou então ser dispensado de utilizar o dito computador, ainda que esporadicamente passando a utilizar um outro para o seu trabalho, dispensando-se assim da sua tarefa que não podia fazer cabalmente já que cada um recebia e respondia ao seu correio. Resposta negativa, não se podia eximir das suas funções. As mensagens antigas continuavam a desaparecer e cópias em papel, nem vê-las.
O funcionário, agora transformado em incompetente, sem outra saída e farto de ser desancado pelos superiores, meteu uma licença sem vencimento.
Os processos continuaram embrulhados, nada andava, pediam-se segundas vias das comunicações anteriores, até se chamaram técnicos de informática para avaliar eventuais falhas ou perdas de dados do computador. Nada. Até que um outro funcionário, que por acaso sabia que iria substituir o colega de licença já há mais de um mês, decidiu espreitar disfarçadamente os procedimentos dos utilizadores do correio electrónico. Voilá, os senhores técnicos superiores deitavam pura e simplesmente para o lixo as mensagens recebidas logo que enviavam a resposta.
Quando foi chamado para receber as tarefas do seu colega, ganhou coragem e pediu ao chefe que lhe explicasse quais os procedimentos a que estava obrigado, o chefe engasgou-se e perguntou se ele não sabia desempenhar a tarefa, ao que o funcionário respondeu pressurosamente, se é para continuarem todos a enviar as mensagens para o lixo logo que respondem não sei o que possa fazer pois não há nada para guardar.
SIMPLEX !



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Rivoli: trabalhadores contestam judicialmente despedimentos



Duas dezenas e meia de trabalhadores da Culturporto, entidade gestora do Rivoli, Porto, anunciaram hoje que vão contestar judicialmente o seu despedimento, disse hoje à Lusa o porta-voz da Comissão de Trabalhadores (CT).


ZÉ POVINHO - APOIADO



NÃO FABRICAMOS AMBULÂNCIAS




Blindados Pandur Foto@LUSA/Inácio Rosa
Um dos 260 blindados Pandur destinados a equipar o Exército e Marinha portugueses, na unidade de produção inaugurada hoje, no Barreiro.


MUSEU NACIONAL DO AZULEJO



O museu tem fechado no período de almoço por falta de pessoal de vigilância, não por falta de dinheiro como se lia numa carta publicada num jornal diário, obviamente duma leitora identificada. O motivo é muito simples e pode ser explicado em poucas palavras, não se consegue autorização por parte do Ministério das Finanças para abrir um concurso de admissão de pessoal, nem se podem celebrar contratos nos mesmos moldes que se têm utilizado na última dezena de anos.
A situação é incompreensível e talvez só se verifique em Portugal, como afirmava a mãe da senhora que escreveu a carta. Recordo que a “medida estúpida” de não admissão de funcionários sem a concordância do M.F. é do tempo da Dra. Manuela Ferreira Leite e o adjectivo também.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

FOICE EM SEARA ALHEIA

Depois de muita propaganda negativa por parte dos governantes deste país e da ajuda preciosa de alguma comunicação social também, tornou-se desporto favorito dos portugueses “bater” nos funcionários públicos.
Sempre que se fazem generalizações agridem-se inocentes e é consensual que existem bons e maus profissionais em todas as actividades.
Hoje ao ler um artigo de opinião de Bruno Proença, pessoa que não conheço, fiquei admirado com a ingenuidade de alguns argumentos invocados. O mote para justificar porque é que “a verdade é que a razão está do lado do patrão”, o Estado (todos nós) neste caso particular, é que “o nível das despesas com o pessoal na Administração Pública está entre os mais altos da Europa e é incomportável tendo em conta o défice e o nível de riqueza do país.” Enfim um discurso igual ao dos nossos políticos, como há défice corta-se na Função Pública, primeiro nos salários e depois avança-se para o despedimento.
A fragilidade deste discurso reside na moralidade das medidas que se baseia na aproximação do regime público ao privado, sendo que a riqueza é criada pelo sector privado e o público à satisfação das necessidades colectivas essenciais e não geradoras de riqueza, como a saúde, a educação, a cultura, a justiça e a segurança.
Ora bem, se a riqueza produzida é insuficiente é porque o sector privado não está a funcionar devidamente e se a qualidade e a quantidade dos serviços públicos não estão à altura das necessidades, então o problema está na função pública. Seja qual for o diagnóstico a que se chegue há que se encontrar a razão dos problemas. No sector privado, se uma empresa não consegue ser economicamente viável é evidente que, ou avaliou mal o mercado ou está a ser mal gerida, o que é em qualquer dos casos responsabilidade de quem a idealizou ou a dirige. Aplicando a mesma lógica à coisa pública de quem será a responsabilidade quando os resultados não são os desejados?
Até hoje tem-se ficado pela responsabilidade do porteiro, mas aos poucos todos começam a entender que não há duas espécies de portugueses, há apenas portugueses no público e no privado, com as mesmas virtudes e defeitos.
MICROPOLÍTICASOFT


ATRACÇÃO IRRESISTÍVEL






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FOTOS








terça-feira, janeiro 16, 2007

FALAI DE SEGURANÇA

Começamos a ser literalmente bombardeados com a palavra flexisegurança, que por coincidência nem vem nos dicionários de português. O conceito teve origem na Escandinávia e junta os conceitos de flexibilidade e segurança características daquela sociedade nórdica, como bem explicou Poul Rasmussen há algumas semanas. O ex-primeiro ministro da Dinamarca disse também na altura que primeiro, o seu país criou uma rede de segurança social forte e só depois aplicou o conceito aliado à obrigatoriedade da formação profissional ao longo da vida para manter os trabalhadores devidamente qualificados. Ainda esclareceu que o modelo não era absolutamente transferível para outros países.
Numa União Europeia sem ideias e completamente divorciada da diversidade das realidades de cada país logo se pegou no termo e se ergueu a bandeira. Em Portugal logo apareceu um ministro a criar uma comissão, de mais livro branco, que já sabe que a flexisegurança é uma questão incontornável (?) mas garantindo que “não será o governo a indicar-lhes (comissão) os caminhos a seguir.
Da Índia chega-nos também o discurso de Cavaco Silva a falar da necessidade da flexisegurança e elogiando as suas vantagens competitivas.
A flexibilidade já cá está, atente-se na reforma da função pública que parece vir a abrir caminho para o resto dos trabalhadores por conta de outrem.
Falando de segurança, ponto de partida da implementação do conceito na Dinamarca e agora tão elogiado o que é que nos vêm dizer? NADA.
É perfeitamente conhecida a situação da segurança social, MÁ, MUITO MÁ MESMO, e também é bastante claro que o governo está a cortar e pretende cortar ainda mais neste campo.
Será que SEGURANÇA está lá só para disfarçar a flexibilidade? Se não é assim, ainda estamos a tempo de ouvir o que é que o governo e o presidente têm a acrescentar ao discurso no campo da segurança.








A FOME EXISTE



Habitantes da Indonésia mostram arroz seco que simboliza a crise de fome que o país atravessa. Centenas de activistas reuniram-se para pedir a demissão do Presidente Bambang Susilo Yudhoyono e do vice-presidente Jusuf Kalla. © AP

segunda-feira, janeiro 15, 2007

CAVACO GLOBALIZADO

Passados uns anos de ter chefiado um governo Cavaco Silva, ao candidatar-se à Presidência da República, pretendeu passar a imagem de político amadurecido e menos a de tecnocrata que sempre demonstrou ser.
Recentemente todos vimos o presidente num roteiro para a inclusão e com um discurso com preocupações sociais, onde pontuava a preparação da iniciativa e certamente o aconselhamento do staff político.
Agora na Índia, mais solto e à vontade, voltou a ser o Cavaco que foi 1º ministro e professor de economia, o genuíno. Falou dos benefícios da globalização considerando-os superiores aos seus riscos e custos afirmando que «A globalização tem contribuído para uma melhor afectação de recursos à escala global, tem sido certamente uma força positiva. Contudo, se ao mesmo tempo conduzir os já poderosos a uma posição de poder ainda superior, então é uma força que necessita de ser domada». Também mencionou o problema do aumento da agitação social e o «risco de uma maior desigualdade na distribuição de rendimentos a nível mundial».
Cavaco confia nos benefícios da globalização e enaltece a «flexisegurança» que acredita, ajudarão os nossos filhos a crescer num mundo melhor.
Fica-nos a dúvida se o discurso é uma dissertação teórica, ou aplicável à realidade portuguesa. Por cá está por domar a situação dos já poderosos que estão claramente a ser conduzidos a uma posição de poder ainda superior. A pressão negativa sobre os salários e a diminuição da segurança no trabalho são também uma evidência e a desigualdade na distribuição de rendimentos é gritante.
Tendo nós por cá todos os sinais negativos enumerados por Cavaco Silva, será que vamos vê-lo exigir ao governo que envide esforços para combater esta realidade, ou seja, os malefícios da globalização? E quanto à «flexisegurança» irá também exigir a rede de protecção social para aqueles que já estão a ser afectados pela globalização, ou vai continuar a apoiar o governo nos cortes das prestações sociais?
Honoris globalis
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AMADEU SOUSA-CARDOSO
Uma exposição que aqui aconselhámos e que foi muito bem organizada e que teve a melhor publicidade que existe, o passar da mensagem de quem já tinha visto para quem ainda não tinha tido oportunidade de ver ou ainda nem estava desperto para tal.
Em Portugal são sempre grandes eventos exposições de qualidade, o que demonstra que temos público para elas e para outras manifestações culturais de qualidade. É uma pena que o Ministério da Cultura não tenha capacidade ou vontade de liderar este tipo de iniciativas.


Cozinha da Casa de Manhouce


1913, óleo sobre madeira 29,2 x 49,6 cm


Centro de Arte Moderna / Fund. Gulbenkian Lisboa, Portugal

domingo, janeiro 14, 2007

CURTAS

Justiça – Somos todos iguais perante a justiça, contudo para as mesmas infracções são dadas penas diferentes. O caso foi badalado por estarem envolvidos um jogador de futebol, um actor e outros desconhecidos, que por coincidência foram apanhados a conduzir sob o efeito do álcool no mesmo dia.
A Justiça, que nos ensinam ser imparcial e igual para todos, decidiu, fundamentada na Lei, retirar a carta de condução aos cidadãos desconhecidos e permitiu que as figuras públicas continuassem com a faculdade de conduzir.
A credibilidade da justiça fica abalada com a dualidade de critérios perante factos iguais.

Votações nos melhores – Os Grandes Portugueses e as 7 Maravilhas são dois exemplos de como não se devem fazer votações do que temos ou tivemos de melhor envolvendo o público em geral. As ideias são boas mas a tentação de condicionar o gosto ou a opinião a listas prévias é um mau princípio.
Das duas uma, ou há um directório de especialistas que faz a escolha, ou deixa-se ao escrutínio público a escolha sem limitações. Parece que ainda há uma pseudo elite que pensa que os portugueses são incapazes de fazer escolhas. Muito mau!

Saúde – A saúde tendencialmente gratuita é uma miragem. Pelo caminho que segue o ministro e portanto o governo, está a tornar-se tendencialmente paga na totalidade por quem quer que ganhe mais do que o ordenado mínimo. Ele são taxas para atendimento, para internamento e para intervenções cirúrgicas, são os aumentos dos preços dos medicamentos por via da redução das comparticipações, e agora já há quem esteja a estudar um imposto (com este ou outro nome) para a saúde.
O senhor ministro que diz estar a “cortar nas gorduras” está na realidade a cortar no acesso à saúde da maioria dos portugueses que por coincidência são os que estão em no mercado de trabalho e contribuem para o desenvolvimento do país.

Património – Enquanto por cá temos museus a fechar no período de almoço por falta de pessoal, a senhora ministra da Cultura acompanha a visita de Cava Silva à Índia. Sabe-se que a senhora nada fez pelo Património desde que foi nomeada, também é corrente ouvir-se que os assuntos da Cultura são escrutinados por outro ministro, que por acaso até já foi ministro da Cultura, mas a situação é grave e não se ouviu uma palavra sequer, sobre o assunto, da parte do gabinete de Isabel Pires de Lima.A ministra não está apenas ausente, é uma ministra ausente, de facto!

LÁ LONGE, NA INDIA

sábado, janeiro 13, 2007

LIBERTA DE PRECONCEITOS

Hoje li divertido o “Ponto sem Nó” de Manuela Ferreira Leite. Fiquei a saber que a senhora defende a manutenção do director-geral dos Impostos, aliás já tinha sido sua a escolha, afirmando que o problema do vencimento, 23.000 euros mensais “é uma total incoerência com um espírito de reforma”.
Se bem interpretei o artigo de opinião de M.F.L. a competência e desempenho justificam um salário desta natureza, ainda que de legalidade duvidosa, logo, como aufere mais que toda a hierarquia política do Estado de quem depende e que tem poderes para o admitir, reconduzir ou despedir, é por eles considerado também mais competente e desempenha melhor que todos eles a sua função. Como esta premissa é perfeitamente idiota fiquei sem perceber a argumentação.
Fiquei também com a pulga atrás da orelha quanto ao termo preconceito, pois que me conste não há nenhum artigo publicado pela senhora, que advogue que se ignore o estatuto remuneratório para aumentar qualquer funcionário que o tenha merecido, pelo mérito com que desempenhava funções no tempo em que era ministra. Será que nenhuma secretária, telefonista, electricista ou motorista com quem trabalhou merecia o interesse que agora demonstra sobre este senhor Macedo?Para mim, tenho que o director-geral dos Impostos ou mantém a vontade de prestar um serviço público e aceita o vencimento que está legalmente estipulado, ou então volta ao sector privado com todas as regalias que (diz M.F.L.) merece. Assim deixamos todo o mercado (do trabalho) funcionar.
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PIADA MACHISTA

sexta-feira, janeiro 12, 2007

DESAFIO OU SOBREVIVÊNCIA?



O aumento do custo de vida e as dificuldades do povo português mereceram dum responsável do governo o comentário infeliz, de que estamos perante um desafio. Foi infeliz no termo utilizado ainda que a situação seja difícil. Também ficou por esclarecer quando é que seremos TODOS recompensados pelos sacrifícios que nos impuseram.
O poder afasta a classe política da realidade dos governados, sem que eles se apercebam disso, se é que se ralam com o detalhe. Os preços aumentam, os salários não acompanham sequer a inflação calculada (quanto mais a real), o desemprego continua muito alto, os impostos aumentam (apesar das promessas eleitorais) e o que se vislumbra é um agravamento da situação.
Os direitos laborais e sociais não podem ser reduzidos a esmolas, não foi por isso que lutámos e trabalhámos durante muitos anos. Não é de caridade que falamos, mas antes de justiça social e melhor repartição da riqueza produzida.
Desafio, senhor ministro, devia ser para si responder a estes anseios dos portugueses.


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CHAMADA DE ATENÇÃO VINDA DA ÍNDIA



LEIA E AFIXE EM LOCAL VISÍVEL



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CARTOON



quinta-feira, janeiro 11, 2007

O IRÃO DE DURÃO



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OUTROS ANIMAIS



New Sucker-Footed Bat Discovered in Madagascar


Scientists were conducting fieldwork in the fast-disappearing forests of Madagascar when they found this new species of bat with sticky suckers on its feet and thumbs.
The creature, dubbed Myzopoda schliemanni, uses the adhesive organs to scale the large, broad leaves of tropical plants where it roosts...

http://news.nationalgeographic.com/news/2007/01/070108-bat-sucker.html
By Blake de Pastino
Photograph by Steven M. Goodman, Courtesy of the Field Museum


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RECORDAÇÕES


quarta-feira, janeiro 10, 2007

PREOCUPAÇÕES SOCIAIS ?

Não basta ao governo do partido socialista vir dizer que tem preocupações sociais para que todos acreditemos nisso. Palavras leva-as o vento e o que conta são os factos e as acções.
Os direitos sociais, que todos julgavam um direito adquirido começaram a ser severamente cortados a bem da economia, da contenção de despesas do erário público e para assegurar a igualdade e o futuro do sistema de segurança social. Este tem sido o discurso oficial, quando na prática só assistimos a menores prestações sociais (reformas e comparticipações na saúde) e ao nivelamento por baixo dos direitos.
O corte nas despesas públicas, sociais e na própria função pública, até foram iludindo a opinião pública que foi levada a pensar que de facto se íam verificar menos despesas e que num horizonte razoável, (dois, três anos), a situação estaría regularizada e a carga fiscal podería ser aliviada e o pedido de sacrifícios acabasse recompensado.
Estavam enganados, melhor, foram iludidos. As despesas globais do Estado aumentaram, diminuiu o investimento e os sacrifícios estão para ficar e com agravamentos. Mas, pergunta-se: então apertamos o cinto para nada? A resposta é um rotundo não, pois há quem esteja a ganhar com tudo isto.
Para se fazer uma ideia de como se desbarata dinheiro, de que alguns beneficiam, estima-se que só em benefícios fiscais se percam mais de 2.000 milhões de euros em 2007, seguramente mais 15% do que no ano de 2006. Claro que não estamos a falar nos trabalhadores por conta de outrem, estamos a falar dos grandes grupos económicos.
Não é à toa que o número de viaturas automóveis vendidas diminui, aumentando as vendas dos topos de gama, não é à toa que temos milhares de apartamentos normais por vender e se vendem moradias de luxo como cogumelos, nem será também por acaso que somos dos países da EU os piores classificados na distribuição dos rendimentos.
Preocupações sociais? Vou ali e já venho!




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A FOTO DE HOJE








REALIDADES DE SEMPRE

A migrant labourer looks out of a window as he waits in a train compartment in Guwahati, the major city of India's northeastern state of Assam January 9, 2007. Huddled in buses, trucks and trains, thousands of poor migrant labourers fled revolt-torn Assam on Tuesday, the second day of an exodus triggered by the killing of scores of workers by separatists.
09 Jan 2007 REUTERS/Utpal Baruah

terça-feira, janeiro 09, 2007

HOJE, PATRIMÓNIO JÁ NÃO É NOTÍCIA

Ontem podia ler-se na imprensa a notícia de que havia museus a encerrar ao almoço por falta de pessoal e que os restantes estavam em risco de o vir a fazer muito em breve, hoje e apesar de ainda não haver solução, pois ficou bem claro pela voz de responsáveis que ainda era um assunto em cima da mesa, já deixou de ser notícia.
A leveza com que se tratam os problemas do Património e o desinteresse da comunicação social tem sido uma constante e não se pode dizer que estejam a prestar um bom serviço, pelo menos nesta área. Será mais “suculento” falar-se de pessoal excedentário na função pública, sempre faz salivar uns quantos, ou noticiar a vitória do Atlético e como foi festejada com leitão da Bairrada, satisfazendo os que nem querem ouvir falar do F. C. do Porto.
Na voracidade da procura de factos novos, que nem sempre são notícias, ficam sem esclarecimento muitas coisas que importam mas não vendem.Os portugueses são convidados a escolher as suas 7 maravilhas, mas, para a comunicação social pouco interessa que estas estejam a ficar desleixadas ou que possam ficar degradadas e abandonadas.



A CONQUISTA DO ESPAÇO

A concept image of Ares I, NASA's crew launch vehicle that will carry the Orion capsule with its crews of four to six astronauts to Earth orbit. (NASA/MSFC)

segunda-feira, janeiro 08, 2007

CULTURA, O PARENTE POBRE

Já por diversas vezes foi aqui dado o alerta para a situação de penúria de recursos humanos nos museus, palácios e monumentos desta país, aviso este que apesar de ser sobejamente conhecido pela tutela e pela comunicação social nunca mereceu o relevo devido. Todos os anos por ocasião da Páscoa, 2006 foi uma das poucas excepções, os portugueses são confrontados com artigos e comentários televisivos sobre a greve nos museus, onde o assunto é reduzido “à tradicional greve da Páscoa”, acompanhados de comentários perfeitamente idiotas de “ser um modo de conseguir mais uma ponte”.
Os problemas do sector são muito concretos e reais, e a falta de pessoal de vigilância é um dos principais. O Ministério da Cultura anda há longos anos a mascarar a situação recorrendo a pessoal contratado sobre diversas formas, precárias entenda-se, para suprir as necessidades permanentes dos serviços. Não estamos a falar de épocas de picos de visitas mas sim do ano inteiro e já há mais de uma dúzia de anos.
Segundo o DN de hoje, 8 de Janeiro de 2007, houve uma reunião na passada sexta-feira no MC onde se tratou deste assunto e que “há estratégias, mas as soluções ainda não estão em cima da mesa”. Só agora é que soam as campainhas de alarme, porque já há serviços a encerrar à hora de almoço?
É curioso que na passada semana tenha vindo a público uma notícia sobre a abertura de concursos para serviços extintos, e que as explicações do Ministério das Finanças tenham sido: «a lei não proibiu os serviços de abrirem concursos», «enquanto os serviços não forem fundidos noutros continuam em actividade para o que é necessário ter os recursos humanos adequados». Na altura, sábado passado, manifestei a minha estranheza, não acreditei no que estava a ler, e sei que Manuel Bairrão Oleiro também não está a mentir quando afirma que os quadros de pessoal não estão abertos, ao que acrescento que as Finanças não autorizaram nestes últimos anos concursos de admissão nem muitos de acesso.Para onde estão a levar a Cultura e onde está a comunicação social que não foca os problemas no seu devido contexto.

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ARQUEOLOGIA E CINEMA






Beyond ''Apocalypto'': What Maya Empire Looked Like

NOVA SEMANA, VELHAS NOTÍCIAS

Começa uma nova semana e vai continuar a ser notícia a abertura da época de saldos, o aumento dos combustíveis e os outros aumentos já anunciados na semana anterior. Na política vamos conhecer pormenores das visitas ao estrangeiro de Cavaco e de Sócrates e de alguns dos membros das respectivas comitivas.
Ruído também haverá quanto a casos de justiça, mas nada que não se saiba óu pelo menos se suspeite há muito tempo. Lá mais para o fim da semana vai falar-se de Património (enfim) a propósito das 7 maravilhas de Portugal e poderemos rever Freitas do Amaral e Fernando Seara a manifestar que gosta da Fortaleza de Sagres (?).
Nos cafés vai-se discutir bastante os signos e a sua influência na condução.
Tudo o que não mencionei, se acontecer, será notícia importante na certa.

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CARTOON


JUNIÃO S. Paulo / Brasil



Preço dos combustíveis
Cartoon publicado no jornal "Diário do Povo", Campinas/SP. A constante subida do preço dos combustiveis é um verdadeiro roubo à escala mundial


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CARTOON

Omar Perez
Espanha

http://www.omarperez.org/

domingo, janeiro 07, 2007

ECONOMÊS

A linguagem indecifrável mas previsível dos economistas e dos ministros das Finanças deste país deixa os cabelos em pé com as incongruências das suas análises e explicações.
O Estado prevê poupar quase 5.000 milhões de euros com funcionários públicos em quatro anos, isto apenas com os cortes nos gastos (?) com os ditos. Já nos “ganhos em eficiência conta amealhar mais 2.500 milhões. Se não me engano, ainda não ouvi ninguém dizer (ou questionar) quanto vão custar as aquisições de serviços que o Estado vai “externalizar” (desculpem o termo) neste mesmo período de tempo, quatro anos.
Ainda queria manifestar a minha admiração, quiçá ignorância, perante a notícia de que o ministro Teixeira dos Santos “deseja a continuidade de Paulo Macedo no cargo de director-geral dos Impostos” sem criar uma situação de excepção contrária à legislação aprovada. É curioso que tenha, agora, estas reticências depois de dois anos de governo deste executivo, pois a situação de excepção já existe, e ao mesmo tempo fale em rigor. Parece-me que este senhor tem usado a sua posição com perfeito domínio da máquina informativa no sentido da manutenção do cargo, mas sei que nem estou a ser original, pois há quem já tenha denunciado a situação há algum tempo na blogosfera.
Será que Paulo Macedo é o único português com capacidade para exercer este cargo?



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QUANTO PODE VALER UMA MARCA CULTURAL?




Segundo o Libération apurou a França poderá vir a receber 500 milhões de euros por ceder a marca Louvre a Abu Dhabi.
Um novo Louvre pode vir a ser construído no emirato árabe, pelo menos há conversações nesse sentido, e deverá ser inaugurado em 2012.
António Pinho que tanto relevou a importância do golfe na economia, pode agora constatar que, também noutros sectores há potencialidades económicas a explorar assim se invista na sua excelência.




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MOTOS


Ruben Faria of Portugal powers his KTM through a corner during the first special stage of the Lisbon-Dakar rally in Grandola, southern Portugal January 6, 2007.
06 Jan 2007 REUTERS/Jose Manuel Ribeiro

sábado, janeiro 06, 2007

A INTERVENÇÃO CÍVICA

Já todos lemos e ouvimos comentários sobre a pouca intervenção cívica dos portugueses. De facto há muita gente que evita, foge mesmo, de tomar posição pública sobre coisas que em privado contesta e critica.
O nosso sistema político, sustentado em partidos que nos deviam representar na Assembleia da República, cada vez menos dá resposta aos problemas locais das comunidades ou a dificuldades de grupos de pessoas que tenham ideias diferentes das que os partidos veiculam. O afastamento dos eleitos em relação aos eleitores é cada vez maior, e a abstenção crescente deixa cada vez mais gente sem voz perante os poderes instituídos.
Vem isto a propósito das petições que a Assembleia da República tem pendentes e ao modo como foram agendadas, sem possibilidade de discussão séria pelo hemiciclo.
Mais uma vez não é um problema legal, a lei existe e está regulamentada, é apenas um problema de agenda dos partidos que sufoca a participação legal dos cidadãos.




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PORQUE NÃO ME ADMIRO?
O indicador do clima económico piorou em Dezembro de 2006.
Piorou e é dos que mais piorou na EU. Por algum motivo estamos na cauda da Europa em crescimento económico, em poder de compra e temos uma distribuição de riqueza ao nível dos países mais atrasados do mundo. Neste momento é quase impossível aumentar mais os impostos aos rendimentos do trabalho e a manutenção dos salários baixos começa a causar problemas ao consumo interno.
Não admira que existam esperanças no sector da construção, fala-se dos grandes projectos públicos e dos investimentos em hotelaria, golfe e habitação de luxo. Quanto aos consumidores, sinceramente não acredito que haja menos pessimismo, pelo contrário.


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PINHO AMANTE DO GOLFE
Pinho quer que hotéis luxo, golfes e marinas cresçam 50% no Algarve, sublinhando que nas regiões da vizinha Espanha o número de campos de golfe é muito superior aos 30 já existentes. O ministro que costuma deslocar-se em alta velocidade não terá ainda visto que para lá da fronteira existem, mesmo ao longo das boas estradas, campos a perder de vista de pomares e outras plantações agrícolas que asseguram a procura do mercado espanhol. Passando a menor velocidade também teria constatado que o território é muito mais vasto e que só damos conta desses campos de golfe pelas placas indicativas dos desvios que a elas conduzem.
Vinte e cinco milhões para promover só o golfe levam-nos a outra questões: de quanto vai ser a promoção para o turismo cultural ou ao gastronómico?
MOTOS

sexta-feira, janeiro 05, 2007