terça-feira, novembro 27, 2007

OS PIORES DA EUROPA

Os aumentos salariais previstos para 2008 em Portugal, mesmo com uma apreciação generosa elaborada pela consultora Mercer, situam-se nos 3,5% para uma inflação de 2,3%, também calculada pela mesma empresa. Claro que os dados são calculados com base em fórmulas falíveis, sobretudo no caso português, já que é conhecido o aumento do salário mínimo e dos salários da função pública, que vão condicionar a evolução salarial dos restantes sectores. Com os dados conhecidos até agora, teriam de haver aumentos na casa dos 7% em alguns salários, para serem atingidos os tais 3,5% que constam do estudo da consultora.
Mais importante do que os aumentos previstos é no entanto o ganho real com eles obtido, e aqui a coisa pia mais fininho pois neste ranking estamos no fundo da lista, e Portugal é um dos países considerados, onde o fosso entre os salários mais baixos e os mais altos apresenta uma maior amplitude.
Os portugueses vão inevitavelmente perder poder de compra, pelo menos a grande maioria deles, e o consumo interno vai baixar, afectando o pequeno comércio, alguma indústria e também os serviços.
O ano de 2008 vai ser mais um ano de aperto do cinto, para quem já tem pouco, mas sorrirá com toda a certeza para os grandes grupos económicos e para a banca, porque o endividamento vai continuar, apesar de ser um péssimo sinal para a economia nacional.

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FOTOGRAFIA

Inger Anne

Photographer

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CARTOON DA DEMOCRACIA


segunda-feira, novembro 26, 2007

DESCONHECER, FORMALMENTE

A ministra da Cultura, segundo o semanário Sol, afirmou desconhecer formalmente qualquer interesse por parte do IMC no sentido de adquirir o quadro de Giovanni Tiepolo, Deposição de Cristo no Túmulo. Diz ainda a ministra que não está a par com todo o rigor nem do processo em relação ao quadro, nem sobre os montantes.
Claro que Isabel P. de Lima não sabia na altura que o quadro já estava classificado desde 1939, como de interesse nacional. Exercer o direito de opção implicava certamente solicitar apoios mecenáticos, mas essa opção foi afastada pela própria ministra.
Com tão pouca informação sobre o assunto, na precisa altura em que se prepara a sua ida para leilão, no próximo dia 29, pergunto se não há muitos mais assuntos que a responsável pela tutela da Cultura desconhece, e que são da sua responsabilidade política?


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FOTOS MANIPULADAS

ZuboFF_Fam

Smilla66

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CARTOON

the bath by kusta

Hapless Hare by *TraditionalDanimatio

domingo, novembro 25, 2007

ABAIXO A VIOLÊNCIA DE GÉNERO: HUMANIDADE NÃO TEM SEXO !!

25 DE NOVEMBRO

DIA INTERNACIONAL CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA



A VIOLÊNCIA SOBRE AS MULHERES ENVERGONHA E DIMINUI A HUMANIDADE


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sábado, novembro 24, 2007

O EMPREGO EM ECONOMÊS

Já manifestei por aqui a minha dificuldade em entender a nova linguagem do “economês” que povoa as análises da nossa comunicação social. Já vi e ouvi de tudo, como por exemplo dizer-se que “só os gastos da Segurança Social levam mais de um terço da despesa corrente primária”, como se isso não fosse decorrente do mau funcionamento da economia.
Hoje foi uma análise ao emprego, ou da sua má qualidade, que me fez voltar a este tema. O título “visita ao novo emprego à portuguesa”, do artigo de António Perez Metelo, prometia muita coisa mas na prática, ficou-se pela crítica aos sindicatos.
Confesso que a actuação dos nossos sindicatos também não me agrada, porque vai desgastando os trabalhadores em formas de luta de pouca expressão com demasiada frequência e depois não há forças ( capacidade de resistência) para formas de luta com dimensão e impacto para objectivos de grande importância e mais abrangentes.
Voltando a APM, ele acaba por admitir que o que estamos a viver é o retrato nítido da flexi-insegurança à portuguesa, com as ofertas salariais ao nível mais baixo possível e com a precariedade máxima, por parte dos patrões, criticando a oposição sindical a uma remodelação sensata e pactuada do mercado de trabalho.
Sinceramente, nunca me passou pela cabeça que um reputado jornalista da área económica, com tantos anos de tarimba, ainda acredite em contos de fadas. Então não se vê que estamos todos a sofrer cortes na área da Segurança Social? Já ouviu o ilustre jornalista alguma proposta por parte do patronato ou do governo para fortalecer devidamente a Segurança Social, para se iniciar uma discussão séria sobre a flexibilidade laboral? Pelo contrário todos sabemos que a flexibilidade já aí está e anuncia-se ainda mais para breve, com o beneplácitode uma comissão que se prepara para apresentar mais um pacote de alteração às leis laborais.Negociar o quê, e com quem? Com o governo e os patrões do mesmo lado da barricada, quem é o fiel da balança? Será que o senhor António P. Metelo pretende que o governo seja considerado um árbitro isento nesta discussão?

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FOTOS PERFUMADAS
lisbeth

Limet

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DIZ QUE ATÉ NÃO É UM MAU BLOG

Aqui está mais um prémio, que muito honra este meu espaço. O meu amigo Adrianeites, a Elvira e o J. Lopes resolveram presentear-me com ele, e daqui fica também o meu agradecimento a todos.
As regras são simples, como convém, e aqui ficam:
1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que consideras serem bons, entende-se como bom os blogs que costumas visitar regularmente e onde deixas comentários.
2. Só e somente se recebeste o prémio “Diz que até não é um mau blog”, deves escrever um post:
- Indicando a pessoa que te deu o prémio com um link para o respectivo blog;
- A tag do prémio;
- As regras;
- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.
3. Deves exibir orgulhosamente a tag do prémio no teu blog, de preferência com um link para o post em que falas dele.
Eis as minhas 7 escolhas:

http://ecosecomentarios.blogspot.com/
http://reidosleittoes.blogspot.com/
http://6feira.blogspot.com/
http://moendocafe.blogspot.com/
http://oblogdanalga.blogspot.com/
http://sulista.blogspot.com/
http://paginasecretas.blogspot.com/


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CARTOON

Carrasco Piedoso by Zlaticanin

Vandalismo no Museu by Zlaticanin

sexta-feira, novembro 23, 2007

SAÚDE ESTÁ DOENTE

Um relatório do Tribunal de Contas veio apontar falta de rigor nas contas da Saúde de 2006. O TC afirma que a informação económico-financeira do SNS “continua a não dar uma imagem verdadeira e apropriada da situação”.
Todos nós sabemos, e sentimos na carteira, que a saúde está cada vez mais cara para os contribuintes, porque pagamos cada vez mais, o que quer dizer também que o SNS comparticipa cada vez menos a maioria dos medicamentos. As taxas também foram introduzidas, e outra já existentes aumentadas.
Afinal há muitas dúvidas, por parte do Tribunal de Contas, sobre a transparência dos resultados que Correia de Campos foi anunciando, e os saldos positivos anunciados afinal até podem ser negativos, o défice mesmo tendo sobrecarregado os utentes, aumentaram, bem como aumentaram as dívidas e os prazos de pagamento a fornecedores, o que até já tinha sido notícia.
Correia de Campos veio logo afirmar que desconhece o relatório e preferiu destacar progressos (?). O ministro até disse estar “optimista quanto à capacidade de gestão do seu ministério. Claro que em declarações que ouvi na rádio, também disse que a situação só estará “resolvida” daqui a uns dez (?) anos.
Entendamo-nos, ou o senhor ministro e a sua equipa estão rotundamente enganados e as informações que nos dão não são rigorosas, ou então o Tribunal de Contas não sabe fiscalizar devidamente as contas do Ministério da Saúde. Como a matemática é uma ciência exacta, não podem ter ambos razão. Desembrulhem lá essa trapalhada por favor, que é isso que os contribuintes exigem, pois merecemos saber para onde vai o nosso dinheirinho, e se está ou não a ser bem empregue.

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Dia Mundial Contra a Violência de Género (25 de Novembro)

ABAIXO A VIOLÊNCIA DE GÉNERO:
HUMANIDADE NÃO TEM SEXO !!


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FOTOS FELINAS

SamuraiSlova

Прекрасная Елена

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CARTOON

Paresh Nath

Amjad Rasmi

quinta-feira, novembro 22, 2007

RAPIDINHAS

Suínos – Lembrando-me que o senhor Sócrates já foi ministro do Ambiente antes de se ter candidatado às funções que actualmente desempenha, é com curiosidade que espero uma reacção do seu governo à bandalhice que se perpetua na Ribeira dos Milagres. Quase todos os meses chegam-nos os protestos dos habitantes da zona, denunciando descargas poluentes das suiniculturas vizinhas, chama-se a GNR e fica tudo na mesma, como se nada se tivesse passado. O caso já tem anos, os motivos são conhecidos (falta de estação de tratamentos) mas solução é que parece que as autoridades não encontram para esta situação. Vá lá senhor Sócrates, e inspire profundamente ou molhe os pés nas águas da ribeira, ou mande o senhor ministro da Saúde atestar a salubridade (?) do local, ou então que lá vá o ministro da Agricultura para declarar que as instalações obedecem às normas vigentes em toda a União Europeia. Por favor pronunciem-se ou ficamos todos com a impressão de que também deixaram de ler jornais e ouvir a rádio.


Empresários envergonhados – Afinal o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais veio reiterar a afirmação de que há grandes empresas que fazem fraude fiscal, e acrescentou ainda o problema do branqueamento de capitais. Amaral Tomaz foi ainda mais longe ao afirmar que “alguns empresários deviam ter vergonha da sua actuação, e corrigi-la e outros deveriam ter mais cuidado quando se aconselham com determinadas pessoas”. Para mim que estou por fora desses esquemas e pago religiosamente os meus impostos, ficou apenas uma estranheza: porque não foi mais explícito o senhor secretário de Estado e não divulgou a quais os procedimentos legais que adoptou contra os faltosos? É que nós ficámos sem saber se foram punidos ou não, e de que modo.


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FOTOGRAFIA E PINTURA - FLORES

A Gift for You by violin-sonata

Flowers 2007 7 by Ray-Pau

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CARTOON

Hic

Maz

quarta-feira, novembro 21, 2007

ESCLARECIMENTOS DO ZÉ

Tendo recebido por correio electrónico alguns comentários aos meus dois últimos textos, onde me colocam algumas questões, e também algumas críticas ao modo como funcionam alguns museus, decidi deixar aqui alguns esclarecimentos.
Ao abordar este tema dos Museus, apenas pretendi apresentar as minhas opiniões numa altura em que o assunto esteve em discussão em meios demasiado restritos, pelo que dificilmente poderiam reflectir opiniões tão diversas como as dos que lá trabalham, os que se interessam pelo Património, e aqueles que esporadicamente o visitam.
Quando falei dos vigilantes dos museus, como aqueles que dão constantemente a cara perante o público, não pretendi de modo nenhum fazer com que o trabalho de outros funcionários desses serviços ficasse no esquecimento, apenas porque é realizado nos bastidores e longe dos olhos do público. A conservação, a divulgação, a comunicação e a manutenção, ou a exposição, são tarefas indispensáveis e o seu resultado é precisamente o que se apresenta aos olhos do público para ser observado.
O assunto das tarifas a pagar em cada museu, palácio ou monumento, é claramente de decisão política e administrativa, sobre a qual apenas posso dizer que talvez seja exagerada para muitos portugueses, mas que não é certamente o factor determinante, por agora, do seu alheamento pelo Património. Como curiosidade posso afirmar que no caso dos palácios e monumentos, a percentagem de visitantes estrangeiros ronda os 90%, o que é bastante revelador do que afirmo. Também posso assegurar que a grande maioria dos portugueses desconhece que as entradas são grátis no período da manhã dos domingos e feriados, dias em que os portugueses até visitam mais estes serviços, geralmente no período da tarde.
A minha opinião sobre a gestão dos museus não tem qualquer cariz político ou partidário, até porque as diversas cores políticas que já estiveram na governação do País, tiveram a mesma opção centralista, consignando sempre verbas irrisórias para o funcionamento e conservação do nosso Património.


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FOTOGRAFIA

Ekaterina Designer

Прекрасная Елена

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CARTOON

Jeff Parker

Damien Glez

terça-feira, novembro 20, 2007

O PESSOAL DOS MUSEUS

Já falei aqui em problemas de gestão nos museus, mas nunca me debrucei verdadeiramente sobre a gestão dos profissionais que dão a cara todos os dias, sempre que um museu está aberto ao público. Estes profissionais são os vigilantes recepcionistas, os anteriormente guardas de museu.
O público em geral só ouve falar destes trabalhadores, ou porque fizeram uma greve, ou então porque o seu número é manifestamente insuficiente para garantir condições mínimas de segurança. Durante mais de uma dúzia de anos o Ministério da Cultura mais não fez do que desacreditar os protestos destes profissionais, fazendo crer que os problemas não existiam e que as greves eram apenas uma rotina habitual sem razão. A própria comunicação social foi afinando por esse diapasão, nunca relevando uma das questões que sempre esteve sobre a mesa, e que o ministério nunca se mostrou disponível para resolver, que era precisamente o factor negativo do recurso sistemático a contratos de curta duração, para suprir necessidades permanentes dos serviços.
Hoje já é impossível esconder este tremendo erro de gestão de pessoal, com uma agravante que ninguém parece disposto a abordar, que é o envelhecimento excessivo do pessoal do quadro, a desempenhar estas funções, o que acarreta outros problemas como os de integração e de transmissão de experiências, que são absolutamente essenciais para o desempenho destas funções.
Não basta ouvir a senhora ministra vir enumerar uma série de falhas, ou manifestar a sua convicção de que o problema da falta de pessoal se virá a resolver com o recurso ao pessoal na bolsa de disponíveis. O problema vai mais fundo, porque os salários são baixos, e porque a solução está no rejuvenescimento dos quadros do pessoal de vigilância e recepcionistas, o que não me parece que seja viável exclusivamente com o recurso aos disponíveis.
É uma pena que o Ministério da Cultura tenha, desde há muito, optado por esta posição autista de não dialogar com estes trabalhadores.

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FOTOGRAFIA
Julia-Lo

Suryan

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CARICATURAS

Jason Seiler

Jason Seiler

segunda-feira, novembro 19, 2007

MUSEUS - GRATUITIDADE E NEGÓCIO

Já aqui falei há uns dias sobre a problemática do financiamento dos museus, e parece que o tema está mexer, tendo sido debatido entre alguns dos agentes culturais. Um bom sintoma do que digo ficou estampado na revista Actual do último sábado, num artigo de opinião de Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia.
No essencial, resumo o texto ao destaque, que diz “estamos em crer que a opção pela gratuitidade dos museus centrais não apenas constituiria factor de reforço da cidadania como efectivamente seria um bom negócio para o País”.
É saudável que um director de museus tenha opinião sobre política cultural, e que a expresse livremente para que todos possamos também reflectir sobre o assunto. Pessoalmente não concordo com Luís Raposo, essencialmente por dois grandes motivos:
1º As realidades de cada Museu, Palácio ou Monumento são muito diversas, não só pelo que têm para oferecer, como pela sua localização ou até pelos públicos que potencialmente podem atrair. Será sempre um grande erro julgar que a “receita” para um museu servirá igualmente para outro, ou que um que esteja mal localizado possa vir a atrair tantos visitantes como outro que esteja bem localizado.
2º A gestão de cada serviço tem de ser dotada de uma certa autonomia administrativa e financeira, tendo naturalmente que aceitar a respectiva responsabilidade de apresentar os resultados a que se propõe com os meios postos à sua disposição.
No fundo o problema situa-se numa autonomia de gestão responsável, que não é o modelo português, nem colhe simpatias por parte dos directores dos serviços, incluindo o senhor Luís Raposo, como recentemente ficou claro quando do caso Dalila.
Não há fórmulas mágicas nem sequer universais, o que há é um compromisso entre os meios colocados à disposição e os objectivos que se podem alcançar com essa garantia.
Outro artigo recente Financiamento dos Museus.

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PINTURAS
Moonlit Run by capstanbars

Collumbia by terriwilson

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CARTOON

Mike Lester

Steve Sack

sábado, novembro 17, 2007

HOJE SÓ CULTURA...

Corrente
Fui “apanhado” pela Sulista, e de acordo com as regras estipuladas, estou a ler «Os Mais Belos Palácios de Portugal» de Júlio Gil com fotografias de Nuno Calvet, o qual, na 5ª linha da página 161, diz: … (casas) próprias, a viverem no Reino sem dependência (económica da Casa Real)…

Para prosseguir a corrente, os 5 nomeados são a Fernanda & Poemas, a Ninho de Cuco, a Aryanalee, a Kalinka e o Papagueno.


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DESTAQUES DO ZÉ

sexta-feira, novembro 16, 2007

RETOMA ROSADA


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FOTOGRAFIA MANIPULADA

Alla Vereshchagina

Брушша

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ILUSTRAÇÕES

Minêu

Minêu

Legenda original: Outra proposta de vinheta que mandei para a Globo. O tema era incentivo à leitura. Das quatro que fiz nesse ano, essa é a que gostei mais. Mas não fui selecionado.

quinta-feira, novembro 15, 2007

RAPIDINHAS

Carros de luxo – Afinal Teixeira dos Santos autorizou a compra das viaturas feita pelo Ministério da Justiça, segundo esclarecimento público feito pelo ministro Alberto Costa. Os 135.717 euros que custaram os 5 carros que estão destinados ao Ministério da Justiça, foram autorizados apesar das restrições impostas pelo Ministério das Finanças, no que respeita às aquisições de viaturas. Os carros não deixam de ser de luxo, e as excepções devem ser apenas para confirmar a regra, pensamos nós.

Ministra da Cultura – Apanhada na teia, não convenceu ninguém quanto ao aumento de dinheiros para a Cultura, que afinal continuam a ser apenas 4 décimas do OE, ou 1% do PIB. A desculpa da falta de vigilantes, atirada para o passado, quando os guardas passaram a vigilantes é surreal, até por já durante o seu mandato esta é 3ª vez que se verifica a escassez destes profissionais, porque se está viver desde há muito com o recurso a contratados, sempre com promessas de que o assunto vai ser resolvido, o que também agora não vai acontecer. O tal “provicianismo atroz” de que fala Isabel Pires de Lima, quanto às críticas sobre a exposição do Hermitage, viram-se contra ela quando os museus fecham por falta de pessoal, e quando reparamos na degradação do nosso Património, e na falta de meios para se fazerem exposições e implementar novas dinâmicas viradas para o público nos Museus, Palácios e Monumentos Nacionais. A senhora ministra devia fazer um roteiro cultural com visitas a todo o Património tutelado pelo seu ministério, para se inteirar in loco das realidades.

Insultos e diplomacia – Portugal e as suas instituições, têm vindo a ser enxovalhados por políticos de outros países, e não se ouve uma resposta firme, nem do nosso governo nem da Presidência da República. Eu, que até não votei em nenhum destes órgãos de soberania, e que até nem confio na sua acção, sinto-me incomodado, porque internamente e num Estado democrático as críticas a que me refiro, daríam certamente lugar a condenação judicial pelos termos utilizados, contudo nos círculos da diplomacia internacional, os nossos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não ouvem. O que me sucederia se eu dissesse o que Hugo Chávez disse sobre Portugal em relação aos EUA, ou se me atrevesse a pronunciar o que um acessor dum deputado inglês disse sobre a PJ portuguesa?
Cabe aos portugueses julgar os seus políticos e instituições. Como somos diferentes e demasiado tolerantes com ingerências estrangeiras, até vamos ter em breve Chávez a jantar com Sócrates, o nosso 1º ministro, sem se ter conhecido qualquer reacção oficial aos seus recentes comentários. Terei alguma costela espanhola sem saber?

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FOTOGRAFIA
* C a n i c u l a
Anna-Mei

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CARTOON