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quarta-feira, março 13, 2013

CHAVÕES DO ECONOMÊS



É confrangedor ouvir da boca de dirigentes políticos e sobretudo de economistas, que o aumento do salário mínimo nacional (SMN), numa situação de depressão económica, iria contribuir para um aumento do desemprego.

O nosso país tem muitas empresas que produzem para o mercado interno, para não falar dos serviços que são em número muito elevado, e tem um tecido exportador demasiado fraco, pelo que com um abrandamento brutal do consumo, como o que temos, condena grande parte das empresas à falência.

Outro disparate imenso é trazer a terreiro a experiência de países como a Alemanha, Dinamarca, Finlândia ou Suécia, para alegar que discutir o SMN é demagógico. Não sei se discutir o facto de pelo menos 10% dos portugueses com emprego estão em risco de pobreza por ganharem apenas 485 euros brutos é demagogia? Ou então trazer à conversa o facto de metade dos 17% dos portugueses desempregados já não receberem o subsídio também é demagogia.

Não seria necessário estar a discutir o SMN se ter um emprego fosse garantia de viver com dignidade, e se a Segurança Social estivesse presente quando a praga do desemprego atinge que quer trabalhar. 

Curiosamente nos países que não têm definido um SMN, o Estado está presente nas situações de carência, e a sua dimensão não incomoda os seus cidadãos.

O crescimento só é possível com um Estado com menor dimensão? Então porque é que falam da Alemanha, da Dinamarca, da Finlândia e da Suécia a propósito do salário mínimo nacional?


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Humor muito liberal
A Selva by Peter De Seve

sábado, novembro 24, 2007

O EMPREGO EM ECONOMÊS

Já manifestei por aqui a minha dificuldade em entender a nova linguagem do “economês” que povoa as análises da nossa comunicação social. Já vi e ouvi de tudo, como por exemplo dizer-se que “só os gastos da Segurança Social levam mais de um terço da despesa corrente primária”, como se isso não fosse decorrente do mau funcionamento da economia.
Hoje foi uma análise ao emprego, ou da sua má qualidade, que me fez voltar a este tema. O título “visita ao novo emprego à portuguesa”, do artigo de António Perez Metelo, prometia muita coisa mas na prática, ficou-se pela crítica aos sindicatos.
Confesso que a actuação dos nossos sindicatos também não me agrada, porque vai desgastando os trabalhadores em formas de luta de pouca expressão com demasiada frequência e depois não há forças ( capacidade de resistência) para formas de luta com dimensão e impacto para objectivos de grande importância e mais abrangentes.
Voltando a APM, ele acaba por admitir que o que estamos a viver é o retrato nítido da flexi-insegurança à portuguesa, com as ofertas salariais ao nível mais baixo possível e com a precariedade máxima, por parte dos patrões, criticando a oposição sindical a uma remodelação sensata e pactuada do mercado de trabalho.
Sinceramente, nunca me passou pela cabeça que um reputado jornalista da área económica, com tantos anos de tarimba, ainda acredite em contos de fadas. Então não se vê que estamos todos a sofrer cortes na área da Segurança Social? Já ouviu o ilustre jornalista alguma proposta por parte do patronato ou do governo para fortalecer devidamente a Segurança Social, para se iniciar uma discussão séria sobre a flexibilidade laboral? Pelo contrário todos sabemos que a flexibilidade já aí está e anuncia-se ainda mais para breve, com o beneplácitode uma comissão que se prepara para apresentar mais um pacote de alteração às leis laborais.Negociar o quê, e com quem? Com o governo e os patrões do mesmo lado da barricada, quem é o fiel da balança? Será que o senhor António P. Metelo pretende que o governo seja considerado um árbitro isento nesta discussão?

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FOTOS PERFUMADAS
lisbeth

Limet

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DIZ QUE ATÉ NÃO É UM MAU BLOG

Aqui está mais um prémio, que muito honra este meu espaço. O meu amigo Adrianeites, a Elvira e o J. Lopes resolveram presentear-me com ele, e daqui fica também o meu agradecimento a todos.
As regras são simples, como convém, e aqui ficam:
1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que consideras serem bons, entende-se como bom os blogs que costumas visitar regularmente e onde deixas comentários.
2. Só e somente se recebeste o prémio “Diz que até não é um mau blog”, deves escrever um post:
- Indicando a pessoa que te deu o prémio com um link para o respectivo blog;
- A tag do prémio;
- As regras;
- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.
3. Deves exibir orgulhosamente a tag do prémio no teu blog, de preferência com um link para o post em que falas dele.
Eis as minhas 7 escolhas:

http://ecosecomentarios.blogspot.com/
http://reidosleittoes.blogspot.com/
http://6feira.blogspot.com/
http://moendocafe.blogspot.com/
http://oblogdanalga.blogspot.com/
http://sulista.blogspot.com/
http://paginasecretas.blogspot.com/


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CARTOON

Carrasco Piedoso by Zlaticanin

Vandalismo no Museu by Zlaticanin

sábado, setembro 08, 2007

O ECONOMÊS, DE NOVO

O anúncio do BCE de que não aumentaria, para já, as taxas de juro, não deu qualquer folga a quem contratou empréstimos porque, mesmo assim, vão pagar mais.
Até agora dizia-se que os bancos “antecipavam” os aumentos previstos por parte do Banco Central Europeu, mas isso começou a verificar-se mais vezes do que aquelas em que efectivamente subia a taxa do banco central, e todos começámos a duvidar dessa tal “antecipação”. Agora, e porque o argumento começou a ficar gasto e já ninguém acreditava nesta explicação, partiu-se para outra, quiçá mais realista, mas também mais preocupante.
Os bancos, apesar das injecções massivas de capital por parte do BCE, necessitam de recorrer a outros empréstimos feitos por outros bancos, que praticam entre si taxas que neste momento são cerca de 0,75% superiores às praticadas pela autoridade bancária europeia, o BCE. Esta taxa praticada pelos bancos, entre si, é a famosa Euribor que serve de base para o cálculo dos juros que pagamos pelos nossos empréstimos.
Concluindo temos que, a falta de liquidez de alguns bancos, aumentam os lucros de outros, pagando os clientes de todos os bancos a factura disso. Melhor explicado ainda, quem tem, ganha mais, quem pede também paga mais, mas quem empresta mesmo que recorra a fundos de outrem, continua a ganhar reflectindo os custos na clientela. O BCE já perdeu o controlo sobre os juros praticados. Também não parece que a autoridade monetária esteja muito preocupada com os cidadãos, pois o senhor Trichet continua a achar que o preço do dinheiro está barato (?), e agora o que interessa é cuidar do sistema financeiro.
O economês é mesmo difícil de entender, pelos cidadãos.

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FOTOS - O PODER
Nirt

Nirt

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Bob Englehart