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quarta-feira, abril 27, 2011

CONTENÇÃO VERBAL DE POLÍTICOS

O episódio do tal adjectivo “foleiro” que fez correr bastante “tinta”por aí, logo secundado pelo termo “ciber-nabo”, que envolveram José Lelo e Nogueira Leite, foi uma versão soft da linguagem praticada por políticos.

Na política usa-se em geral o politiquês, onde abundam os adjectivos mais ou menos “doces” e o sorriso cínico que caracteriza gente capaz de enfiar uma faca nas costas do adversário, tão depressa este esteja distraído. Esta será a regra em público, pois como se sabe, logo que as comadres se zangam, lá surge o vernáculo ou o neologismo como “o abifar uns tachos” que lá vamos entendendo com alguma dificuldade.

Da Bielorrússia chega-nos outro exemplo da diplomacia verbal de políticos, em que Lukachenko nos brinda com umas frases de gritos:

- “Ele (Durão Barroso) é simplesmente um canalha! Por isso não quero falar de diferentes Barrosos, de outros cabrões (козлы), touros, etc. No que respeita aos cabrões (козлы), tais como Barroso e outros, quem é ele, esse Barroso? Conheço um tal Barroso em Portugal, foi corrido e arranjou emprego na Comissão Europeia”.

Qualquer piropo deste género, proferido por um qualquer cidadão, seria considerado uma ofensa e daria origem a um processo judicial, mas entre políticos, são meros piropos que fazem parte do “combate político”.




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By Palaciano

sábado, janeiro 29, 2011

A IGNORÂNCIA

A Assembleia da República é a sede da Democracia, ou pelo menos devia ser, mas está a transformar-se numa arena de insultos em que até o 1º ministro colabora. Na sexta-feira ouvi-o chamar de “ignorantes” a quem dele discordava.

O assunto no momento da afirmação infeliz de José Sócrates era o das indemnizações por despedimento, e enquanto o 1º ministro insistia em que se estava a aproximar a prática portuguesa à europeia, citando exemplos como o da Finlândia, a oposição reclamou com o argumento dos salários praticados nos outros países. José Sócrates rematou que os salários nada tinham a ver com o assunto, mas sim com a produtividade, dizendo que tal argumento demonstrava ignorância por parte dos opositores.

A ignorância está claramente do lado do 1º ministro, que pretende ignorar que os salários determinam os subsídios de desemprego, o que é determinante para quem é despedido. Quanto à relação entre os salários e a produtividade, deve-se recordar ao senhor 1º ministro que isso também se devia aplicar aos gestores públicos, para os quais o governo não aceitou os cortes nos salários que são simplesmente vergonhosos.

Ao tentar passar a mensagem demagógica de que se está a “copiar” as boas práticas dos outros nuns aspectos, não se pode escamotear os aspectos em que os não acompanhamos, nem tão pouco chamar ignorantes aos que lembram aquilo que “propositadamente” ficou omisso.



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CARTOON

quinta-feira, março 04, 2010

RAPIDINHAS

Processo negocial – É curioso que o governo alegue que a greve dos funcionários públicos tem contornos políticos porque, segundo o governo, estava ainda em curso o processo negocial. Ficou por dizer que o processo negocial está fechado no que respeita aos pontos que justificam a greve, nomeadamente os aumentos (congelamento), e as medidas penalizadoras das aposentações (antecipadas 3 anos). Seriedade é o mínimo exigível aos governantes, e a afirmação de que o processo negocial estava ainda em curso não é rigorosa, atendendo aos motivos que levaram a esta greve, concorde-se ou não com ela.

O insulto de Zeinal Bava – O presidente executivo da PT considera que é um “insulto” dizer que a PT foi instrumentalizada no alegado negócio da compra da TVI, já que o mesmo não foi discutido ao mais alto nível dentro da PT. Eu acho que o senhor Zeinal Bava está a insultar a inteligência dos portugueses porque as suas declarações em Junho de 2009, exactamente sobre este caso, provam que ele conhecia o negócio (entretanto inviabilizado). A menos que o presidente executivo da empresa não seja um dirigente de alto nível, as suas declarações são incompreensíveis.

Nana Mouskouri – A cantora grega que já foi eurodeputada renunciou à pensão que recebia pelo cargo que ocupara, pelo menos até o país sair da crise em que se encontra. Diz a cantora que é “um dever para com a minha pátria”. Por cá temos umas boas centenas de políticos e ex-políticos que acumulam pensões pelos cargos que ocuparam, com outras reformas ou remunerações do trabalho que desenvolvem, e que se saiba não houve um só que tivesse dado um exemplo destes. Os sacrifícios são sempre para os mesmos, e de cima nunca vem qualquer bom exemplo.




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mitru


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Akbar-Pirjani

Jordan Pop-Iliev

quinta-feira, outubro 15, 2009

ESTÁ TUDO LOUCO

Conhecidos os resultados das eleições, temos que José Sócrates vem a público pronunciar repetidamente a palavra “diálogo”, que tanto quanto se sabe não fazia parte do léxico do 1º ministro cessante.

É notável que um político que se classificou a ele próprio como animal feroz, venha agora falar de mansinho em diálogo com as oposições. Talvez tenha passado despercebido que José Sócrates está disposto ao diálogo com as oposições mas cumprindo sempre o programa do PS, que é como quem diz a vontade dele.

Mas também temos a Maitê Proença a ridicularizar os portugueses, todos, menos o Miguel Sousa Tavares que não se sentiu nada incomodado com o vídeo abjecto com que fomos brindados. Apesar da defesa ensaiada pelo MST a Maitê veio pedir desculpas, dizendo que era uma brincadeirinha em que os brasileiros são exímios (?).

Deve ser da camada do ozono, ou da falta dela, mas há coisas aqui que não batem certo…



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Raphaello

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CARTOON
Mike Keefe

Cameron (Cam) Cardow

Frederick Deligne

quinta-feira, novembro 15, 2007

RAPIDINHAS

Carros de luxo – Afinal Teixeira dos Santos autorizou a compra das viaturas feita pelo Ministério da Justiça, segundo esclarecimento público feito pelo ministro Alberto Costa. Os 135.717 euros que custaram os 5 carros que estão destinados ao Ministério da Justiça, foram autorizados apesar das restrições impostas pelo Ministério das Finanças, no que respeita às aquisições de viaturas. Os carros não deixam de ser de luxo, e as excepções devem ser apenas para confirmar a regra, pensamos nós.

Ministra da Cultura – Apanhada na teia, não convenceu ninguém quanto ao aumento de dinheiros para a Cultura, que afinal continuam a ser apenas 4 décimas do OE, ou 1% do PIB. A desculpa da falta de vigilantes, atirada para o passado, quando os guardas passaram a vigilantes é surreal, até por já durante o seu mandato esta é 3ª vez que se verifica a escassez destes profissionais, porque se está viver desde há muito com o recurso a contratados, sempre com promessas de que o assunto vai ser resolvido, o que também agora não vai acontecer. O tal “provicianismo atroz” de que fala Isabel Pires de Lima, quanto às críticas sobre a exposição do Hermitage, viram-se contra ela quando os museus fecham por falta de pessoal, e quando reparamos na degradação do nosso Património, e na falta de meios para se fazerem exposições e implementar novas dinâmicas viradas para o público nos Museus, Palácios e Monumentos Nacionais. A senhora ministra devia fazer um roteiro cultural com visitas a todo o Património tutelado pelo seu ministério, para se inteirar in loco das realidades.

Insultos e diplomacia – Portugal e as suas instituições, têm vindo a ser enxovalhados por políticos de outros países, e não se ouve uma resposta firme, nem do nosso governo nem da Presidência da República. Eu, que até não votei em nenhum destes órgãos de soberania, e que até nem confio na sua acção, sinto-me incomodado, porque internamente e num Estado democrático as críticas a que me refiro, daríam certamente lugar a condenação judicial pelos termos utilizados, contudo nos círculos da diplomacia internacional, os nossos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não ouvem. O que me sucederia se eu dissesse o que Hugo Chávez disse sobre Portugal em relação aos EUA, ou se me atrevesse a pronunciar o que um acessor dum deputado inglês disse sobre a PJ portuguesa?
Cabe aos portugueses julgar os seus políticos e instituições. Como somos diferentes e demasiado tolerantes com ingerências estrangeiras, até vamos ter em breve Chávez a jantar com Sócrates, o nosso 1º ministro, sem se ter conhecido qualquer reacção oficial aos seus recentes comentários. Terei alguma costela espanhola sem saber?

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FOTOGRAFIA
* C a n i c u l a
Anna-Mei

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CARTOON