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quinta-feira, novembro 15, 2007

RAPIDINHAS

Carros de luxo – Afinal Teixeira dos Santos autorizou a compra das viaturas feita pelo Ministério da Justiça, segundo esclarecimento público feito pelo ministro Alberto Costa. Os 135.717 euros que custaram os 5 carros que estão destinados ao Ministério da Justiça, foram autorizados apesar das restrições impostas pelo Ministério das Finanças, no que respeita às aquisições de viaturas. Os carros não deixam de ser de luxo, e as excepções devem ser apenas para confirmar a regra, pensamos nós.

Ministra da Cultura – Apanhada na teia, não convenceu ninguém quanto ao aumento de dinheiros para a Cultura, que afinal continuam a ser apenas 4 décimas do OE, ou 1% do PIB. A desculpa da falta de vigilantes, atirada para o passado, quando os guardas passaram a vigilantes é surreal, até por já durante o seu mandato esta é 3ª vez que se verifica a escassez destes profissionais, porque se está viver desde há muito com o recurso a contratados, sempre com promessas de que o assunto vai ser resolvido, o que também agora não vai acontecer. O tal “provicianismo atroz” de que fala Isabel Pires de Lima, quanto às críticas sobre a exposição do Hermitage, viram-se contra ela quando os museus fecham por falta de pessoal, e quando reparamos na degradação do nosso Património, e na falta de meios para se fazerem exposições e implementar novas dinâmicas viradas para o público nos Museus, Palácios e Monumentos Nacionais. A senhora ministra devia fazer um roteiro cultural com visitas a todo o Património tutelado pelo seu ministério, para se inteirar in loco das realidades.

Insultos e diplomacia – Portugal e as suas instituições, têm vindo a ser enxovalhados por políticos de outros países, e não se ouve uma resposta firme, nem do nosso governo nem da Presidência da República. Eu, que até não votei em nenhum destes órgãos de soberania, e que até nem confio na sua acção, sinto-me incomodado, porque internamente e num Estado democrático as críticas a que me refiro, daríam certamente lugar a condenação judicial pelos termos utilizados, contudo nos círculos da diplomacia internacional, os nossos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não ouvem. O que me sucederia se eu dissesse o que Hugo Chávez disse sobre Portugal em relação aos EUA, ou se me atrevesse a pronunciar o que um acessor dum deputado inglês disse sobre a PJ portuguesa?
Cabe aos portugueses julgar os seus políticos e instituições. Como somos diferentes e demasiado tolerantes com ingerências estrangeiras, até vamos ter em breve Chávez a jantar com Sócrates, o nosso 1º ministro, sem se ter conhecido qualquer reacção oficial aos seus recentes comentários. Terei alguma costela espanhola sem saber?

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FOTOGRAFIA
* C a n i c u l a
Anna-Mei

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