quinta-feira, outubro 11, 2007

LEITURAS INVERTIDAS

Já todos conhecemos a imagem do PSD, invertida, por deferência de Pacheco Pereira. É bem conhecida a pirâmide de valores, invertida, em que o arrecadar de impostos e a diminuição da despesa pública são prioridades, deixando para segundo plano a política social e as políticas de emprego. O que ainda é novo, é dar uma explicação que contradiz em absoluto a acção.
O que se passou na Covilhã, onde a polícia visitou um sindicato para se inteirar do tipo de recepção que iria ser feito a José Sócrates, na sua visita a essa cidade, é um exemplo do que nunca devia acontecer numa democracia. Claro que o 1º ministro veio logo afirmar “não estar convencido” da ilegitimidade da acção da PSP. A dúvida não lhe fica bem enquanto governante num Estado democrático, mas isso é lá com ele, porque os cidadãos não têm dúvidas, pelo menos quanto à falta de bom senso desta “visita”.
Como eu tenho por hábito ler primeiro em diagonal as notícias, e só depois é que as leio na íntegra, com tempo, reparei na contradição do discurso logo que se voltou para responder ao desafio de Menezes quando afirmou categoricamente: “... O que é que se passou? Nada mais que alguém que protesta e alguém que governa, É isso que faz a nossa democracia”.
De facto foi apenas isso que se passou e que estava anunciado e autorizado: uma manifestação de protesto. Talvez seja por isso mesmo que a “visita” de agentes da polícia seja incompreensível. Ou será que José Sócrates quis dizer algo mais, e nós não compreendemos?

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FOTOS - LENTAS

Slava

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CARTOON

Mike Lane

Bob Englehart

quarta-feira, outubro 10, 2007

NOVIDADES EM SALDOS

NOVIDADES EM SALDOS
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FOTOGRAFIA

rulezman (izpitera.ru)

Сергей Усовик studio 0023

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CARTOON - DESVALORIZAÇÃO

Olle Johansson

Scott Stantis

terça-feira, outubro 09, 2007

DESEMPREGO

Discurso ou promessa de político não é para levar a sério. Esta máxima que ouço há muitos anos encaixa-se na perfeição à prática dos ditos, nos nossos dias.
Quando este governo tomou posse, todos nos recordamos das críticas feitas aos anteriores governos, devido ao desemprego elevado que estava a herdar, e também das promessas de criação de 150.000 empregos.
Hoje a realidade é bastante negra neste capítulo. O desemprego aumentou, e muito, as leis laborais ficaram ainda mais permissivas no que toca a despedimentos, os contratos precários aumentaram e aumentou por isso a instabilidade de quem trabalha. Como se pode constatar por todo o lado, os trabalhadores com mais de 50 anos que caem no desemprego, são considerados demasiado velhos para os empregadores, e os jovens demasiado inexperientes. O critério resultante de um mercado desregulado é obviamente a aceitação de salários o mais baixos que for possível, e sem regalias ou garantias de qualquer espécie.
As novas tecnologias, panaceia para todos os problemas de Portugal, na boca de José Sócrates, não trouxeram mais emprego como esperado, e como resultado apenas aumentou o consumo e o lucro dos operadores nacionais. Os “grandes sucessos” de que ouvimos falar são pequenos nichos, de excelência é certo, mas não são consequência da política governamental, nem produzem produtos de grande consumo no nosso país.
Ontem mesmo, cantaram-se mais umas hossanas à possibilidade da criação de emprego na aquacultura e nos serviços pessoais, como se a Pescanova e as Instituições de Solidariedade Social, agora viessem fazer o milagre da multiplicação de empregos.
Chega de ilusionismo, porque a situação é grave, e não se inverte com políticas de precarização do emprego e de salários baixos. Esse não é seguramente o melhor caminho.

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FOTOS - PINTURAS
Flowers 2007 10 by ~Ray-Paul

Daisy, Daisy by *rsharts

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CARTOON

Hasan Bleibel

Hasan Bleibel

domingo, outubro 07, 2007

UM TRATADO POUCO DEMOCRÁTICO

O agora conhecido como Tratado Reformador, outrora chamado Tratado Constitucional, foi agora disponibilizado pela Internet, para conhecimento público.
Não tive ainda oportunidade para ler o texto, mas conhecendo razoavelmente este tipo de textos, também não creio que valha de muito. Tenho contudo alguma curiosidade em saber se o Reino Unido e a Polónia sempre vão utilizar a regra de opting-out em relação ao capítulo da Carta de Direitos Fundamentais.
O que parece ser agora o próximo passo, e que realmente importa aos cidadãos europeus, é a forma de ractificação deste tratado, se vão haver referendos ou não, e concretamente a posição potuguesa. Não é indiferente saber-se se vamos ou não ter um referendo em Portugal.
É conhecido o medo que alguns dirigentes europeus têm do referendo, como é o caso de França e da Holanda, mas isso é um problema dos cidadãos desses países, que certamente tomarão posição se o desejarem, já em Portugal temos uma situação muito particular, em que temos no governo da nação um 1º ministro que se fez eleger com a promessa de efectuar um referendo sobre esta matéria.
Conhecemos o argumento já atirado por alguns “especialistas” de que é tão democrático haver uma ratificação por via parlamentar como pela via do referendo, já que o parlamento é uma emanação do voto popular. Lamento dizer, mas neste caso particular isso não corresponde à verdade, porque o partido maioritário obteve os seus votos apresentando no seu programa eleitoral o desejo de fazer o referendo ao tratado europeu.
Tenho para mim, que é totalmente indiferente o facto de Sócrates e Menezes poderem vir a concordar no processo de ratificação sem referendo, pois será sempre anti-democrático tomar essa atitude quando a maioria dos mandatos parlamentares foram conferidos por votos de eleitores que confiaram precisamente na promessa do referendo.
Vamos ver o que se vai passar em Portugal, no que concerne ao Tratado Reformador.

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CARTOONS DEMOCRÁTICOS (?)
Kim Jong Il by Stavro

Kadafi by Stavro

Caricatura Durão Barroso de Nelson Santos

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FOTOGRAFIA MANIPULADA

HegeH

geir fløde

sexta-feira, outubro 05, 2007

POLÍTICAS CULTURAIS

O aumento do número de visitantes dos nossos museus, palácios e monumentos tem sido notícia tendo originado algumas movimentações no sector, e nos dois institutos responsáveis pelo Património Nacional. Não estou referir-me ao caso específico do Museu Nacional de Arte Antiga ou sequer a qualquer outro museu ou monumento.
Nos meios ligados ao Património há quem já esteja a pensar em actualizações dos preços dos ingressos, muito por causa da falta de verbas oriunda do orçamento de Estado. Percebo a preocupação, mas sinceramente acho que o problema não está no preço das entradas.
Portugal compete no mercado turístico, e refiro-me só a este porque é aquele que mais influi na obtenção de verbas, com a nossa vizinha Espanha, e quando se equaciona mexer em tarifas temos de ter em conta a realidade dos preços e da oferta do país vizinho.
Podemos entrar por caminhos delirantes, como o que foi seguido pelo Palácio Nacional da Pena, e aumentar os bilhetes para 11 euros, e comprometer a curto prazo todo aquele turismo cultural que ninguém se preocupa em quantificar, ou podemos ser mais coerentes e praticar preços que sejam compatíveis com o nosso poder de compra, fidelizando também o público nacional, e compatíveis com o mercado do nosso maior competidor. Claro que me vão falar da necessidade de arrecadar receitas, mas isso é outra questão.
Sem aumentar os preços dos bilhetes, podem aumentar-se as receitas, bastando para tal melhorar e diversificar a qualidade dos serviços prestados, com inteligência e aproveitando a experiência já adquirida por outras instituições por esse mundo fora.
As Lojas, são um dos meios mais conhecidos, mas nunca nos moldes centralizados e dirigidas à distância, sem o conhecimento das especificidades de cada serviço. Os produtos não podem ser todos comuns aos diversos museus e monumentos, e não pode haver falta de informação nos mais diversos suportes, nas principais línguas, em nenhum deles.
Os edifícios e as obras expostas devem estar em boas condições de manutenção e de preservação, e os funcionários devem ser experientes e aptos para fornecer todas as informações quando solicitadas pelos visitantes. Não há hipótese de isto acontecer com o recurso sistemático a contratos temporários, o que só devia acontecer em época de maior fluxo de visitas, no Verão ou por altura de grandes exposições.
Muito mais se pode fazer para tornar os nossos museus, palácio e monumentos mais atractivos, mas é necessário investir, dialogar, e motivar os funcionários das diferentes áreas.

Nota: Falei dos preços e do caso particular do Palácio Nacional da Pena, pelo que aconselho os mais interessados a consultar os sites dos museus do Prado, Thyssen-Bornemisza e o Centro de Arte Reina Sofia, para poderem comparar, não só os preços mas também a oferta de serviços e as colecções expostas e exposições programadas.

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GRANDES PINTORES
Vulcano (pormenor), Tintoretto

Vénus de Urbino - Ticiano

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CARTOON

Estas imagens ilustram com algum humor, se é que é possível ter algum com este exemplo de insensibildade social, o artigo aqui publicado ontem.

Steve Sack

Bob Englehart

quinta-feira, outubro 04, 2007

INSENSIBILIDADE DO PODER

Ontem fiquei a saber que George W. Bush vetou uma lei apoiada por democratas e republicanos no Congresso dos EUA, que estendia a cobertura da assistência médica a milhões de crianças carenciadas e sem seguro de saúde.
O governante do país que mais armamento produz em todo o mundo, e simultaneamente o que mais exporta, está a inquietar até os seus próprios apoiantes com este veto. A razão deste veto prende-se, segundo Bush, com os seus elevados custos.
As críticas já soaram de todos os quadrantes, acusando o presidente de “veto desumano” e de “distanciamento do povo americano”.
Lá, como cá, o pretexto para os cortes no sector da saúde é o dos custos. Por cá caminha-se cada vez mais para um sistema idêntico ao dos EUA, onde apenas os seguros de saúde garantirão um atendimento de qualidade e em tempo útil, ministrado num sector cada vez mais privatizado e baseado no lucro, complementado por alguns, poucos, estabelecimentos públicos que actuarão essencialmente numa base assistencial, quase caritativa, com todas as carências próprias deste tipo de actividade.
Não pretendo ser pessimista, mas sim realista, pois tudo aponta neste sentido apesar do que possa ser o discurso do senhor ministro C. de Campos. Podemos vir a gastar rios de dinheiro com a OTA ou com o TGV, para depois ser entregue à exploração de privados e com ajudas de verbas compensatórias garantidas por uma eternidade, como no caso da Lusoponte, mas a saúde, essa teremos que a pagar através de seguros ou em dinheiro, se a ela quisermos ter acesso quando precisamos.

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CARTOON
Keefe
R.J. Matson

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FOTOS

Eagle Owl by Vladimir Meshkov

RDS

quarta-feira, outubro 03, 2007

MAU HUMOR À QUARTA



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FOTOS - FLORES E AR PURO

just a flower :) by Wendelin

Sommer by lisbeth

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CARTOON

Stavro

Vazio...

terça-feira, outubro 02, 2007

OS HORÁRIOS DOS HIPERMERCADOS

Tem-se discutido nos últimos dias se os hipermercados deviam ser autorizados a abri aos domingos à tarde, o que não sendo um tema novo não deixa de ser interessante.
O modo como se apresenta a questão, por ser demasiado simplista e indutor de respostas óbvias, sempre me pareceu uma manobra ínvia para se obter um resultado favorável à pretensão dos donos dessas grandes superfícies. É perfeitamente natural que os proprietários dos hipermercados queiram obter maiores lucros, maximizando os seus recursos humanos, fazendo um apelo à comodidade dos potenciais clientes e ao egoísmo natural dos mesmos. Mas será que podemos ignorar tudo o resto?
A simples alteração dos horários dos hipermercados tem repercussões em diversas áreas como a economia, o emprego, a família, e até na gestão dos tempos livres e nas actividades de lazer.
Na economia e no emprego, é fácil de prever um maior sufoco no pequeno e médio comércio, com a consequente perca de postos de trabalho que não serão recuperados com o emprego prometido pelas grandes superfícies, já que o tipo de organização é muito diferente e menos personalizado.
Falo na família, porque quem trabalha nesses estabelecimentos são pessoas como todos nós, e se o trabalho ao domingo fosse também proposto aos potenciais clientes, duvido que as respostas fossem percentualmente tão elevadas, como as que nos fazem questão de mostrar. É que deve ser tão necessário ir às compras no domingo à tarde, como ir tratar de assuntos a uma repartição de finanças, tirar uma licença camarária, revalidar uma carta de condução, fazer uma consulta de rotina ou a revisão do automóvel.
A pretensão dos proprietários dos hipermercados insere-se numa estratégia bem montada para fidelizar a sua clientela, tornando-a cada vez mais dependente destes estabelecimentos, o que é compreensível do ponto de vista estritamente comercial, mas tem consequências óbvias noutras áreas que importa ter em linha de conta. Outras sociedades, bem produtivas e com melhor qualidade de vida e maior poder de compra do que nós, já chegaram à conclusão óbvia que o descanso e o bem estar das populações, particularmente das famílias, são mais benéficos em termos globais para o aumento de produtividade do que a desregulamentação dos horários de trabalho.
Fica uma pergunta incómoda para todos: importava-se de trabalhar aos sábados domingos, e possivelmente ter folgas desfasadas em relação aos outros membros do seu círculo familiar mais restrito?
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FOTOGRAFIA


Don't Worry Be Happy by KH-photography


New VS Old by BPhotographic

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CARTOON
e se... by Karmo

segunda-feira, outubro 01, 2007

ACTUALIDADES


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Ancient Pharaoh Temple Discovered Inside Egypt Mosque
Steven Stanek in Cairo, Egyptfor National Geographic News
September 27, 2007
Parts of a temple dating to the reign of pharaoh Ramses II have been discovered inside a mosque in Luxor, Egypt, officials report (see map).
Experts restoring the historic mosque uncovered sections of columns, capitals, and elaborately inscribed reliefs from one of the ancient temple's courtyards built around 1250 B.C.
The previously concealed architectural elements reveal well-preserved hieroglyphics and unique scenes depicting the powerful pharaoh.
The discovery is likely to touch a nerve among religious leaders, because the newly exposed reliefs contain representations of humans and animals, which are forbidden inside mosques, the experts said.
The mosque was erected as a shrine to Muslim saint Abul Haggag in the 13th century A.D. on the site of an earlier Christian church, which was itself built on top of the ancient temple, the archaeologists explained.The discovery was made during repair work on the mosque after a fire damaged part of the structure in June.
"To do this project of restoration, [workers] had to reclean and reopen many things, and this is when the scenes were found, and they are really unique," said Zahi Hawass, secretary general of Egypt's Supreme Council of Antiquities.
(Hawass is also a National Geographic Society explorer-in-residence. National Geographic News is a division of the National Geographic Society.)
Encryptions and Glyphs
Christians, and later Muslims, frequently built their shrines on top of ancient Egyptian holy sites, said W. Raymond Johnson, an Egyptologist at the Oriental Institute at the University of Chicago who has seen the newly exposed temple sections.
Builders of both faiths usually erased or defaced ancient artwork in the temples, he said, but the newfound reliefs remain virtually untouched.
"We are very lucky that these have been so well preserved," Johnson said.
Rather than destroying the reliefs, the mosques builders carefully hid them away with a protective layer of straw-reinforced plaster, shielding them from the elements.
Notícia completa AQUI
Photograph courtesy Zahi Hawass, Supreme Council of Antiquities
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FOTOS EGIPTO
Egypt: Mumification Square by Torenganger

Sphinx HDR by cienki777

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CARTOON POLÍTICO

Popa

Lailson de Holanda Cavalcanti