Mostrar mensagens com a etiqueta Problemas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Problemas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, outubro 25, 2018

PROBLEMAS DOS VIGILANTES DOS MUSEUS


Os vigilantes dos museus dependentes da Direcção Geral do Património Cultural não surgiram apenas agora que se perfila uma greve da função pública.

Nos últimos anos estes profissionais, que anteriormente tinham uma carreira específica,  foram integrados na carreira de Técnico Auxiliar, uma carreira comum da função pública, que se devia regular pela legislação geral, mas alguém se lembrou que os horários dos museus não eram compatíveis com a generalidade dos serviços do Estado.

A tutela decide então fazer um despacho que pretendia ser de alteração de horários, que desvirtua o que consta na legislação geral, pois transforma os sábados e domingos em dias normais de trabalho, o que se traduz numa clara discriminação dos trabalhadores que desempenham estas funções de vigilantes dos museus, relativamente aos seus colegas da mesma carreira, pois não recebem qualquer pagamento extra pelo trabalho aos fins-de-semana, ao contrário de todos os restantes funcionários.

A injustiça não se verifica apenas nesta discriminação, mas também no trabalho obrigatório na maior parte dos feriados, no trabalho por escalas que são muitas vezes adaptadas às necessidades do serviço sem qualquer respeito pela vida familiar dos trabalhadores, e até a restrições e alterações discricionárias das férias, sempre que há falta de pessoal.

O Ministério da Cultura não tem peso político suficiente para admitir o pessoal necessário para as funções de vigilância dos museus, que esbarra nas Finanças, mas a pressão turística aumenta enquanto o número de profissionais na função diminui por força da idade e das aposentações.

A dificuldade de fixar novos profissionais nestas funções é conhecida pelo ministério, e a solução está obviamente no pagamento previsto na lei do trabalho aos sábados e domingos, e na admissão de mais vigilantes para suprir as reais necessidades dos serviços.

Não se resolvem os problemas sem diálogo, e nem a DGPC nem o Ministério da Cultura têm mostrado abertura para se encontrarem soluções.   



terça-feira, setembro 12, 2017

AINDA O TURISMO



Estaremos todos de acordo com os benefícios para a economia e para o emprego, que o aumento do turismo acarretou para o país numa altura em que este atravessa uma grave crise nesses campos, mas como em tudo, existem sempre os dois lados da questão.

Quando começamos a falar dos problemas decorrentes do crescimento impressionante do número de turistas que nos procuram, começam logo a aparecer os sinais de discordância.

Há quem apenas valorize o que há de bom, há quem apenas refira o que resulta mal, e naturalmente que há quem pondere tanto os benefícios como os inconvenientes, e tente encontrar soluções para manter os benefícios sem que as cidades e os seus residentes habituais sejam prejudicados com este fenómeno.

Sei bem que quem lucra com o turismo, não quer abdicar da sua galinha dos ovos de ouro, mas também é evidente que as cidades não podem ser transformadas em parques temáticos, onde os turistas se passeiam mas onde não reside ninguém.

Amesterdão é apenas mais uma cidade em que os cidadãos procuram soluções para os residentes, e lá os autarcas já perceberam que quem neles vai votar, são os residentes, que também pagam os seus impostos e as muitas derramas que sustentam os serviços públicos que a cidade oferece.

Todos beneficiam se houver cooperação na solução dos problemas, porque suscitando o confronto, e extremando posições, todos sairão prejudicados.



2.451

sexta-feira, janeiro 02, 2009

O PONTO DE PARTIDA

Começou um novo ano e importa fazer um pequeno balanço da situação actual, que certamente vai influenciar o nosso futuro colectivo. Não tenho poderes de adivinhação, para afirmar o que quer que seja, mas há uns quantos pontos que quero deixar aqui assinalados, como preocupações maiores.

O desemprego, que começou novamente a subir a um ritmo galopante no último trimestre de 2008, é sem dúvida nenhuma a minha maior preocupação, porque se ele aumentar até aos dois dígitos e a economia não inverter o seu curso descendente, vai ser o maior foco de instabilidade social.

O melhor retrato da nossa economia é o facto de a Bolsa de Lisboa ter registado uma queda de 51%, bem acima da maioria das outras bolsas por esse mundo fora. As nossas grandes empresas, aquelas que mais pesam no nosso índice, deram um grande trambolhão e valem agora menos 50 a 70% do que no início de 2008.

Perante estes dados que nos dão um panorama desolador do país, o que é que têm sido as respostas do Governo? Milhões para os bancos, milhões para as grandes empresas, milhões para as pequenas e médias empresas, “nacionalização” de bancos falidos, continuação da privatização de empresas que apresentam lucros, e quase nada na área social que seja digno de registo.

O ponto de partida é francamente mau, mas atenção, que 2009 é também um ano de eleições, onde os portugueses têm uma importante palavra a dizer quando forem chamados a votar. A tal cruzinha pode mudar de quadrado, pode até nem ser colocada no boletim, etc. Os portugueses vão certamente lembrar-se das promessas de há 4 anos, e podem muito bem, fazer um balanço do que foi prometido e do que realmente foi feito.



*** * ***
FOTOGRAFIA
AELita

Martist

*** * ***
CARTOON