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sexta-feira, janeiro 02, 2009

O PONTO DE PARTIDA

Começou um novo ano e importa fazer um pequeno balanço da situação actual, que certamente vai influenciar o nosso futuro colectivo. Não tenho poderes de adivinhação, para afirmar o que quer que seja, mas há uns quantos pontos que quero deixar aqui assinalados, como preocupações maiores.

O desemprego, que começou novamente a subir a um ritmo galopante no último trimestre de 2008, é sem dúvida nenhuma a minha maior preocupação, porque se ele aumentar até aos dois dígitos e a economia não inverter o seu curso descendente, vai ser o maior foco de instabilidade social.

O melhor retrato da nossa economia é o facto de a Bolsa de Lisboa ter registado uma queda de 51%, bem acima da maioria das outras bolsas por esse mundo fora. As nossas grandes empresas, aquelas que mais pesam no nosso índice, deram um grande trambolhão e valem agora menos 50 a 70% do que no início de 2008.

Perante estes dados que nos dão um panorama desolador do país, o que é que têm sido as respostas do Governo? Milhões para os bancos, milhões para as grandes empresas, milhões para as pequenas e médias empresas, “nacionalização” de bancos falidos, continuação da privatização de empresas que apresentam lucros, e quase nada na área social que seja digno de registo.

O ponto de partida é francamente mau, mas atenção, que 2009 é também um ano de eleições, onde os portugueses têm uma importante palavra a dizer quando forem chamados a votar. A tal cruzinha pode mudar de quadrado, pode até nem ser colocada no boletim, etc. Os portugueses vão certamente lembrar-se das promessas de há 4 anos, e podem muito bem, fazer um balanço do que foi prometido e do que realmente foi feito.



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FOTOGRAFIA
AELita

Martist

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CARTOON