quarta-feira, maio 02, 2007

NÃO ME CUSTA CONCORDAR

Já aqui critiquei por diversas vezes notícias ou comentários de jornais por não concordar em parte ou totalmente com o seu conteúdo. Hoje não é o caso, já que venho aplaudir a lucidez dum editorial do DN disponibilizado ontem no DN Online.
Sob o título “Trabalhadores, patrões e o país que somos” li uma análise que é bastante coincidente com a minha, sobre a importância e a acção dos sindicatos. A importância é evidente, pois só assim se podem reunir meios de defesa dos trabalhadores e capacidade reivindicativa e negocial perante as entidades empregadoras. Na acção, perdem a eficácia ao permitirem a influência e até a ingerência de partidos políticos, confundindo assim os seus associados e causando a rejeição de grande parte da opinião pública.
Não é só o sindicalismo que apresenta debilidades, elas encontram-se também do lado do patronato, pois é notório que há empresas em que os direitos dos trabalhadores são desprezados porque infelizmente ainda há bastantes patrões sem escrúpulos.
A conclusão do editorial, perante estas considerações, é do melhor que já vi escrito sobre esta problemática:
“O aumento da produtividade das empresas joga-se num caldo social em que o patrão é justo e o trabalhador consciente.
Hoje (ontem), 1º de Maio, todos deveríamos pensar um pouco nestas questões porque só com maturidade cívica se pode construir um país melhor.”
Oxalá a maturidade cívica venha a ser uma realidade neste país, que bem precisado está.

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CURIOSIDADES TIRADAS DA NET
Ainda bem que estamos na Europa




Lembra-me alguém, mas não digo quem.

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A FOTO

Trond Andersen

2 comentários:

Laurentina disse...

Pois é Zé estes sindicatos por cá só servem mesmo para tacho...porque quando chega a hora de salvar alguem tá queto!!!
Eu não suporto os americanos mas acho a politica sindical deles satisfatória na medida em que descontam á seria e quando toca a quebrar , chiça que os patrões e o governo até se encolhem .
Boa semana
Beijão grande

Aninhas disse...

A qualidade dos sindicatos infelizmente é idêntica à de alguns empregadores, só sabem uma parte da "oração". Venha a nós...