Os discursos bonitos e agradáveis
aos ouvintes já não bastam, e as classes dirigentes, políticas e económicas,
estão tão desacreditados que não merecem qualquer confiança.
A demissão de Vítor Gaspar, o do
aumento colossal de impostos, e a admissão de erros nas medidas por ele
protagonizadas, bem como os erros nas previsões da política económica, não
alegraram nenhum dos contribuintes que depois de todos os sacrifícios se sente
ainda mais defraudado.
Também não vejo ninguém aos pulos
nas ruas só porque Christine Lagarde veio admitir em público os erros cometidos
pelo FMI na avaliação da situação de diversos países, onde o limite do ajuste
orçamental “brutal” foi levado até ao seu “máximo”.
O mal foi feito, a situação
económica de países como Portugal, deteriorou-se, sendo agora a situação geral
ainda pior do que antes da aplicação do plano de ajuda.
Palavras leva-as o vento, e o que
se exige é uma mudança radical de políticas e um alívio da austeridade que leve
à criação de emprego, crescimento da economia e a melhorias no nível de vida
dos cidadãos com melhor repartição da riqueza. Para alguns estes desejos podem
parecer demasiado optimismo, mas para mim é apenas a exigência de seriedade e
honestidade na política.
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