sábado, julho 13, 2013

EÇA SEMPRE ACTUAL



Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior – e sem cura.


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quinta-feira, julho 11, 2013

DEMOCRACIA CONDICIONADA



Cavaco Silva com a sua comunicação ao país conseguiu lançar ainda mais confusão do que a que existia antes com a garotice dos dois parceiros da coligação governamental.

Quando a solução mais lógica era a convocação de eleições antecipadas, Cavaco vem dizer que não está de acordo com as eleições agora, deitando-as para depois de Junho de 2014, mas que gostaria de uma solução a três, com PSD, CDS e PS, que obviamente prefere ao acordo entre Passos e Portas que estava sobre a mesa.

Este condicionamento da Democracia, que pretende forçar um entendimento entre 3 forças partidárias diferentes, não respeita o pulsar da sociedade portuguesa, nem tem em conta as declarações recentes dos líderes das 3 forças.

As eleições em Democracia são sempre clarificadoras e nunca deviam ser consideradas um empecilho aos interesses do povo. Este adiamento das inevitáveis eleições apenas tornam a política num pântano maior do que tem sido nestes últimos tempos.

Nota: Uma minudência sobre o actual governo, onde já não estão (?) pelo menos dois ministros, creio que não se encontra em plenitude das suas funções, ao contrário do que diz Cavaco Silva.


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terça-feira, julho 09, 2013

PODER E CORRUPÇÃO



Em Democracia o poder devia emanar do povo, dos eleitores em particular, mas na realidade as coisas não são bem assim, para mal dos nossos pecados.

Os partidos, que são considerados essenciais para a Democracia, são bastas vezes capturados por interesses e minados por gente a soldo de interesses económicos, que acabam por influenciar a acção política dos governos, mesmo dos democraticamente eleitos.

Os grandes interesses não são as corporações profissionais, os sindicatos ou as organizações de cidadãos com preocupações cívicas, mas sim os grandes grupos económicos, nacionais ou estrangeiros.

A resolução da actual crise resultante dos desentendimentos entre os parceiros da coligação no poder em Portugal, é um exemplo perfeito do verdadeiro poder das pressões económicas sobre os decisores nacionais, quando o aconselhável era o recurso a eleições, que não vai acontecer. Se dúvidas houvesse, bastava apenas constatar que a Alemanha já deu o seu aval à solução apresentada por Passos Coelho, antes mesmo de Cavaco Silva ter decidido se aceita ou não a proposta.

Isto não é Democracia mas sim a imposição da vontade do poder económico de uma maneira mais do que ostensiva.


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domingo, julho 07, 2013

BRUTAL OU COLOSSAL, É IRRELEVANTE



Os discursos bonitos e agradáveis aos ouvintes já não bastam, e as classes dirigentes, políticas e económicas, estão tão desacreditados que não merecem qualquer confiança.

A demissão de Vítor Gaspar, o do aumento colossal de impostos, e a admissão de erros nas medidas por ele protagonizadas, bem como os erros nas previsões da política económica, não alegraram nenhum dos contribuintes que depois de todos os sacrifícios se sente ainda mais defraudado.

Também não vejo ninguém aos pulos nas ruas só porque Christine Lagarde veio admitir em público os erros cometidos pelo FMI na avaliação da situação de diversos países, onde o limite do ajuste orçamental “brutal” foi levado até ao seu “máximo”.

O mal foi feito, a situação económica de países como Portugal, deteriorou-se, sendo agora a situação geral ainda pior do que antes da aplicação do plano de ajuda.

Palavras leva-as o vento, e o que se exige é uma mudança radical de políticas e um alívio da austeridade que leve à criação de emprego, crescimento da economia e a melhorias no nível de vida dos cidadãos com melhor repartição da riqueza. Para alguns estes desejos podem parecer demasiado optimismo, mas para mim é apenas a exigência de seriedade e honestidade na política.


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quarta-feira, julho 03, 2013

DA COMÉDIA À TRAGÉDIA

Para muitos era impensável um espectáculo tão degradante, de políticos, num país que atravessa severas dificuldades económicas, e que carregou de austeridade os seus cidadãos durante dois anos, sem resultados palpáveis.

O mentor da estratégia demite-se dias antes do prometido regreso aos mercados de capital, o chefe do executivo tece-lhe elogios e nomeia uma secretária de Estado que está metida numa embrulhada com swaps, enquanto o Presidente da República diz que se querem que o governo caia terão de o fazer no Parlamento, que por ele não cairá.

Nada disto bastava, e vem mais uma demissão, desta vez do número 2 e chefe do outro partido da coligação, conhecida uma hora antes da tomada de posse da nova ministra das Finanças, que se efectua como se nada estivesse a acontecer. A noite acabaria com a comunicação de Passos Coelho, que afirmou não se demitir e que não aceitava a demissão (irrevogável) de Paulo Portas.

O país não merece tamanha irresponsabilidade nem tanta garotice de gente que terá jurado exercer a sua actividade governativa no interesse do bem dos cidadãos e do país. A posição de Cavaco Silva é também inexplicável e apenas confirma o que muitos de nós temos dito da sua acção simplesmente desastrada e pouco condizente com a função que devia desempenhar.

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segunda-feira, julho 01, 2013

MAIS UM ROMBO NO GOVERNO



Mesmo para os mais desatentos ficou agora mais claro que este governo está a desagregar-se a cada dia que passa, afundando cada vez mais o país neste processo de apodrecimento político.

Depois de Relvas temos agora a saída de Vítor Gaspar, provando-se que o ambiente dentro da coligação é mau, e que a credibilidade do ministro das Finanças estava irremediavelmente esgotada.

Se a demissão já é um mau sinal, a escolha do substituto na pasta, Maria luís Albuquerque é um péssimo sinal, numa ocasião em que a sua credibilidade foi colocada em causa no caso das swap.

Descredibilizado, o executivo já não atrai candidatos para a pasta das Finanças, sendo que o recurso à promoção parece ter sido a única saída para Passos Coelho.