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sábado, janeiro 13, 2018

OS AUMENTOS DE VISITANTES NOS MUSEUS, PALÁCIOS E MONUMENTOS



O ano de 2017 foi muito positivo no que diz respeito a visitas aos museus, palácios e monumentos, e isso está bem reflectido nos números conhecidos.

O crescimento foi de 8% nas entradas, relativamente ao ano transacto, e curiosamente o crescimento mais significativo verificou-se nos palácios, que na dependência da DGPC são apenas dois, o da Ajuda e o de Mafra.

Estes números positivos relativamente às entradas, não sei se têm tradução igual nas receitas das entradas, porque não existem dados que permitam fazer essas contas, e é pena. No passado era possível ter uma ideia mais concreta sobre mais parâmetros.



domingo, agosto 13, 2017

A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA PARA OS PAÇOS REAIS



Por razões diversas interessei-me pelo abastecimento de água aos Paços Reais, e pelo modo como esse abastecimento era feito, mesmo em tempos muito recuados.

Não vem agora ao caso esmiuçar todos os detalhes, mas sim afirmar que palácios como o da Ajuda, o de Queluz, o da Pena, o de Sintra, ou o das Necessidades, eram abastecidos pelo aproveitamento de águas de fontes e minas, sendo estas águas transportadas por levadas, pequenos aquedutos e outros tipos de condutas, até aos depósitos que serviam cada palácio.

Existem registos dispersos dos diversos abastecimentos mais antigos e existe um livro elucidativo e bem detalhado, datado de 1904, sobre as águas que abastecem os almoxarifados das reais propriedades, sobre este assunto.

Tanto quanto conheço estes antigos abastecimentos foram deixados ao abandono durante muitos anos, e apenas o Paço da Vila de Sintra ainda aproveitava boa parte desse abastecimento, a Pena não aproveita quase nada, e nos restantes nem consegui que alguém me desse alguma informação, parecendo desconhecer totalmente de onde vinham as águas no tempo da monarquia.

Existem vestígios claros na Matinha em Queluz, para não falar do aqueduto, um grande depósito na Ajuda, e uma nora em Mafra, para dar apenas alguns exemplos.



terça-feira, abril 18, 2017

O MEU PALÁCIO PREFERIDO

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios achei que devia deixar aqui, publicamente, a minha preferência pelo Palácio Nacional de Sintra, não só pela particularidade de ser o mais antigo palácio real, ou por ter sido utilizado pela monarquia durante mais séculos, mas também porque afectivamente estou ligado a este edifício e a muitos portugueses que já lá trabalharam, trabalham ou o usam nas suas vidas profissionais.


quinta-feira, dezembro 22, 2016

NOTÍCIAS DO PATRIMÓNIO

Sobre museus acho que li nos jornais umas três notícias, todas sobre o Museu Nacional de Arte Antiga, e eram sobre o trabalho de Sequeira, sobre a intenção de comprar um novo quadro com a colaboração da sociedade civil e outra sobre a possível ampliação do museu em direcção à Avenida 24 de Julho.

Falando de monumentos acho que as últimas notícias salientavam os números excepcionais das entradas nos Jerónimos e na Torre de Belém.

Quanto a palácios e já depois do anúncio da finalização do Palácio da Ajuda, acho que só umas notas de rodapé sobre o Tricentenário da edificação do Palácio de Mafra.

Fora da alçada do Ministério da Cultura brilha a Parques de Sintra, que já coleciona distinções mundiais de conservação, que vai mantendo níveis de público verdadeiramente grandes, que vai restaurando as fachadas de Queluz, que continua a recuperar todos os outros monumentos a seu cargo, e que vai anunciando espectáculos de Natal na Vila de Sintra.


O balanço talvez seja injusto para o sector público, mas na realidade não há nada de relevante para destacar, porque não se está a cuidar do Património, e tudo o que se vai fazendo é no sentido de manter as portas abertas, e viva o velho…

quinta-feira, novembro 03, 2016

PALÁCIOS E MUDANÇAS DE DECORAÇÃO

Há dias falei em mudanças de decoração de alguns palácios, e isso suscitou algumas desconfianças naturais, porque para alguns as coisas deviam ser imutáveis.

Não concordo com a imutabilidade, e acho que algumas mudanças fazem sentido, embora outras sejam difíceis de explicar, mas o critério depende muito dos directores dos serviços, e serão esses os responsáveis por explicar as mudanças.

Apresento novamente a foto da antiga Sala de Jantar do Rei, que estava no dito artigo anterior, onde destaco o louceiro situado em 2º plano à direita, que vai ser apresentado abaixo em duas fotos mais actuais, no Palácio de Mafra.

A segunda foto apresenta esta mesma sala, decorada já como um quarto, que passou a ser designado como Quarto de D. Sebastião, aqui ainda com uma decoração diferente da actual, talvez mais interessante que a actual, mas issso é apenas uma opinião pessoal.

As duas últimas fotos são do louceiro que destaquei na descripção da 1ª foto, que hoje pode ser visto em Mafra, na Sala da Caça, juntamente com o seu par.

Recorde-se em abono da verdade, que alguns palácios estavam praticamente desprovidos de móveis por altura da sua musealização, e que foram apetrechados com móveis de outros locais a que se acrescentaram alguns adquiridos para a sua decoração de forma condigna, e com vista à sua fruição pelo público.

A Sala de Jantar do Rei

Com outra decoração passou a ser o Quarto de D. Sebastião

Louceiro que estava em Sintra (1ª foto)

Pormenor do louceiro

segunda-feira, outubro 24, 2016

EQUÍVOCOS MUITO COMUNS

Um dos erros mais comuns, cometido por guias turísticos e não só, é o de classificarem as salas de palácios com séculos de História, apenas pelo mobiliário lá existente, ou porque essa é a versão mais conhecida para descrever o espaço.

É sabido que com o passar do tempo, e com a ocupação ocasional por parte do diferentes reis, a utilização foi mudando, e o que aconteceu quando se decoraram os palácios para os adequar à visitação, houve que fazer opções, e essas são apenas da responsabilidade de quem o fez, e essas opções vão mudando conforme a vontade dos responsáveis dos palácios, o que pode resultar em muitas confusões e muitas questões, por vezes até muito pertinentes.

Nas fotos abaixo estão apenas dois exemplos. o primeiro do Palácio Nacional de Sintra, e o segundo do Palácio Nacional de Mafra, mas existem mais exemplos. 
Sala de Jantar Real 1936
1
Quarto de D. Sebastião (actualidade)

S. Jantar Mafra (finais do séc.XX)


Sala da Caça 2016

Sala de Jantar 2016

quinta-feira, janeiro 28, 2010

LIMPEZAS E CONSERVAÇÃO PREVENTIVA

Tenho constatado nos últimos anos que o Palácio Nacional da Ajuda fecha com regularidade no mês de Fevereiro para limpezas e conservação preventiva, ao contrário do que se pode constatar noutros palácios nacionais, como o de Queluz, Duques de Guimarães, Mafra, Sintra e Pena.

Não creio que outros palácios não necessitem também dos mesmos cuidados, mas certamente não estão tão perto do Ministério da Cultura, que ocupa o mesmo edifício. Já ouvi outras razões igualmente pouco convincentes, como o reduzido número de visitas que a Ajuda tem, o que a nível de receitas tem menos impacto, ou que a sua utilização para funções oficiais assim o determina.

Nada do que ouvi até hoje me esclareceu devidamente, porque a dignidade do nosso Património e dos nossos palácios nacionais, bem como o respeito pelos muitos milhares de visitantes nacionais e estrangeiros que os visitam sugerem que o ministério que os tutela a todos deve tratar com igual atenção e desvelo.






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CARTOON

sexta-feira, dezembro 28, 2007

RAPIDINHAS DA CULTURA

Colecção Berardo – O Museu Colecção Berardo, que está no Centro Cultural de Belém em situação de comodato, vai continuar a ter entradas grátis no próximo ano de 2008. As diferentes exposições deste museu receberam a visita de mais de 250.000 visitas. A colecção do museu é de 862 obras cujo valor está estimado em 316 milhões de euros e poderá ser comprada em 2016 pelo Estado português por este valor. Até lá o Estado português comprometeu-se em investir anualmente 500 mil euros num fundo para a aquisição de novas obras. A decisão da manutenção das entradas gratuitas foi justificada pela instituição por «cumprir a sua função de serviço público: promover o gosto pelos museus em Portugal».

Fundação de Serralves – A Fundação de Serralves, no Porto, atingiu esta semana o número recorde de visitantes, mais de 353 mil visitantes, ultrapassando assim o melhor ano, o de 2005. Este êxito de Serralves transforma-o no mais visitado museu português. Note-se que este número de entradas só é comparável, em Portugal, aos do Mosteiro dos Jerónimos, Palácio Nacional de Sintra e Palácio Nacional da Pena, os monumentos mais visitados do País, e que cobram bilhetes de entrada.

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FOTOGRAFIA
Vlgary

Sergio(R)

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CARICATURAS

CARLINHOS MULLER

Baptistão