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sábado, junho 09, 2018

CULTURA ESQUECIDA DA MEDICINA NO TRABALHO


Num círculo de amigos, todos já entradotes, a conversa encaminhou-se para as doenças e para as queixas que quase todos temos e nem sempre tornamos públicas.

O pessoal, todos na casa dos sessentas, foi falando do assunto e veio a lume o modo como cada entidade patronal encara a saúde dos seus funcionários, o modo como vai gerindo o seu envelhecimento, e como se comporta atendendo às suas obrigações.

Alguns de nós já alcançaram a reforma, ou porque estavam em boas empresas, ou porque aproveitaram bons tempos para o fazer. A maioria ainda está no activo, em empresas que aproveitam bem a experiência e em trabalhos com menos desgaste físico, em profissões liberais, mas também alguns em entidades sem qualquer consideração pelos colaboradores (como gostam de dizer), estagnados nas suas carreiras e sem qualquer alívio nas funções mais desgastantes, bem como sem qualquer respeito pelas obrigações legais.

É sintomático constatar que é precisamente no Estado, mais concretamente (no grupo que frequento), na Cultura (museus, palácios e monumentos) que chegámos à conclusão que NUNCA, os funcionários tiveram ocasião de ser observados pelo médico da Medicina no Trabalho, nem foram mandados fazer exames tão simples como um electrocardiograma, ou umas análises ao sangue e à urina.

No grupo restrito dos museus, monumentos e palácios, éramos 3, e em conjunto passámos por 6 serviços diferentes, sendo que nenhum de nós tem menos de 30 anos de serviço na área, o que não abona nada de bom para o Ministério da Cultura, que pelos vistos tem problemas em cumprir a legislação vigente, também nesta matéria.   


quinta-feira, janeiro 28, 2010

LIMPEZAS E CONSERVAÇÃO PREVENTIVA

Tenho constatado nos últimos anos que o Palácio Nacional da Ajuda fecha com regularidade no mês de Fevereiro para limpezas e conservação preventiva, ao contrário do que se pode constatar noutros palácios nacionais, como o de Queluz, Duques de Guimarães, Mafra, Sintra e Pena.

Não creio que outros palácios não necessitem também dos mesmos cuidados, mas certamente não estão tão perto do Ministério da Cultura, que ocupa o mesmo edifício. Já ouvi outras razões igualmente pouco convincentes, como o reduzido número de visitas que a Ajuda tem, o que a nível de receitas tem menos impacto, ou que a sua utilização para funções oficiais assim o determina.

Nada do que ouvi até hoje me esclareceu devidamente, porque a dignidade do nosso Património e dos nossos palácios nacionais, bem como o respeito pelos muitos milhares de visitantes nacionais e estrangeiros que os visitam sugerem que o ministério que os tutela a todos deve tratar com igual atenção e desvelo.






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