Ouvir um ministro vir falar em satisfação por "conseguir um acordo difícil" que "protege os trabalhadores", indigna qualquer português com dois dedos de testa.
O ministro Mota em entrevista não se eximiu de demonstrar a sua ignorância dizendo que no Estado não existem funcionários a receber o salário mínimo nacional (SMN), e não foi confrontado com o facto de a UGT não poder sequer tentar negociar um aumento do SMN em 2015.
Outra medida mais do que condenável é a de a TSU dos patrões ser diminuida em 0,75% para os salários mínimos que estes paguem, o que só pode incentivar a prática deste salário miserável.
Só posso desejar que um dia estes governantes, patrões e dirigentes da UGT sejam obrigados a viver com o salário mínimo nacional, para ver então o que eles conseguiam fazer com aquela fortuna.


