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quinta-feira, setembro 25, 2014

O IGNÓBIL SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL

Ouvir um ministro vir falar em satisfação por "conseguir um acordo difícil" que "protege os trabalhadores", indigna qualquer português com dois dedos de testa.

O ministro Mota em entrevista não se eximiu de demonstrar a sua ignorância dizendo que no Estado não existem funcionários a receber o salário mínimo nacional (SMN), e não foi confrontado com o facto de a UGT não poder sequer tentar negociar um aumento do SMN em 2015.

Outra medida mais do que condenável é a de a TSU dos patrões ser diminuida em 0,75% para os salários mínimos que estes paguem, o que só pode incentivar a prática deste salário miserável.

Só posso desejar que um dia estes governantes, patrões e dirigentes da UGT sejam obrigados a viver com o salário mínimo nacional, para ver então o que eles conseguiam fazer com aquela fortuna.


sábado, janeiro 18, 2014

FANTOCHADA DISCIPLINADA

Sempre manifestei alguma apreensão quanto à possibilidade de me filiar em algum partido, por razões muito minhas, mas que se prendem com alguma aversão à disciplina partidária, que em muitos casos pode ser impeditiva quando se prende com questões de consciência.

A liberdade individual, segundo a minha consciência, não é passível de se subordinar a imposições de carácter partidário quando o que está em causa não são questões meramente políticas.

O caso do referendo sobre a coadopção é um dos casos onde a disciplina partidária acaba por ser castradora, não só por este ser um assunto de consciência mas também porque não passa de uma manobra de baixa política.

Quando penso que um partido político pode “obrigar” os seus membros a votar num sentido, independentemente da própria consciência de cada um, e sobretudo constato que é a juventude desse partido que entra com a proposta da natureza em causa, sinto-me furioso com a falta de valores que é cada vez mais notória na política partidária nacional.


Desculpem-me os que possam pensar que generalizo em demasia, mas “a falta de mundo” e de experiência da vida real de bastante gente do mundo da política, pode ser fatal para o nosso futuro. 

FOTOGRAFIA

Tempestade

Calma

domingo, novembro 25, 2012

DISTRIBUIR O MAL PELAS ALDEIAS



Ouvir Passos Coelho é um exercício mais penoso que a ingestão de óleo de fígado de bacalhau à colherada, mas como alguns portugueses com o seu voto o colocaram no poder, acaba por ser obrigatório.

A ingestão deste purgante foi ainda mais difícil, pois o 1º ministro que diz estar empenhado em “salvar o Estado social”. Afirmou que “nós (governo) queremos salvar o Estado social, mas não para dar cabo das condições que nos permitissem consagrar um verdadeiro Estado social”.

Não sei se todos perceberam mas Passos Coelho está apenas a falar do corte dos 4 mil milhões que o governo pretende fazer, para além dos aumentos de impostos já conhecidos, e dos cortes já efectuados pelo governo anterior e por este.

Esta discussão vai ser apenas uma encenação, pois o único fito do governo é o de cortar uma determinada verba nas funções do Estado, com o apoio de outrem ou sem ele, como se depreende das suas palavras, este fim-de-semana na Madeira.

Ao cortar nos direitos dos cidadãos, por via dos cortes nas verbas das funções sociais, o governo corta a eito e não divide de modo nenhum o mal pelas aldeias, mas isso não é a opinião de Passos Coelho, que fala em equidade.