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quarta-feira, março 12, 2014

QUEM NÃO É POR NÓS…

Este governo já demonstrou que tem uma estratégia de empobrecer o país, argumentando sempre com directivas vindas do exterior, mas indo sempre um pouco mais longe, numa posição de bom discípulo, tentando fazer passar a ideia de que será possível assim ganhar as boas graças dos credores e vir a pagar a dívida do Estado que entretanto se encarregou de “engordar” grandemente.

Se a estratégia se encaixa bem numa opção política que é bem clara para todos, ainda que prejudicial para o país e para a maioria dos cidadãos, os resultados são desastrosos apesar de toda a propaganda governamental.

A dívida já não pode ser paga, e só a sua reestruturação permitirá ao país crescer o suficiente para tornar sustentável o país. Note-se que só para pagar os juros da dívida, a preços do programa de assistência, o país teria que crescer a uma taxa superior a 2%, sem amortizar nada e sem investimento público.

Não é para admirar que tenha surgido um manifesto a defender a reestruturação da dívida pública, que foi assinado por muitos “notáveis” de diferentes quadrantes da nossa sociedade, nem admira que Cavaco Silva tenha exonerado dois dos seus conselheiros, por terem posto a sua assinatura no documento.


Definitivamente o governo e o presidente da República ficaram dum lado da barricada enquanto que toda a oposição e a maioria da sociedade portuguesa escolheram o outro lado, demonstrando-se o “divórcio” entre o poder e o país que já era evidente há bastante tempo.

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By Palaciano

sábado, janeiro 18, 2014

FANTOCHADA DISCIPLINADA

Sempre manifestei alguma apreensão quanto à possibilidade de me filiar em algum partido, por razões muito minhas, mas que se prendem com alguma aversão à disciplina partidária, que em muitos casos pode ser impeditiva quando se prende com questões de consciência.

A liberdade individual, segundo a minha consciência, não é passível de se subordinar a imposições de carácter partidário quando o que está em causa não são questões meramente políticas.

O caso do referendo sobre a coadopção é um dos casos onde a disciplina partidária acaba por ser castradora, não só por este ser um assunto de consciência mas também porque não passa de uma manobra de baixa política.

Quando penso que um partido político pode “obrigar” os seus membros a votar num sentido, independentemente da própria consciência de cada um, e sobretudo constato que é a juventude desse partido que entra com a proposta da natureza em causa, sinto-me furioso com a falta de valores que é cada vez mais notória na política partidária nacional.


Desculpem-me os que possam pensar que generalizo em demasia, mas “a falta de mundo” e de experiência da vida real de bastante gente do mundo da política, pode ser fatal para o nosso futuro. 

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Tempestade

Calma