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sexta-feira, maio 11, 2018

QUEM APAGA A LUZ


Não me interessa que António Costa e alguns partidos políticos, e seus membros, possam ser favoráveis à OPA sobre a totalidade da EDP, porque não mudo de opinião sobre a asneira que foi a privatização da EDP-

Sinceramente acho que é um crime deixar nas mãos de privados, e neste caso nas mãos dum governo estrangeiro, grande parte da produção de electricidade e o seu transporte. A electricidade é um bem essencial, e vital, que devia estar nas mãos do Estado.

Portugal é um país pequeno mas não pode estar sujeito a que um qualquer estado estrangeiro, europeu ou de qualquer outras paragens, tenha nas suas mãos o poder de desligar o botão ou de manipular à sua vontade os preços ou os investimentos nas redes de distribuição.

Vamos lutar contra isto, mesmo sabendo que é uma luta difícil.



sábado, abril 21, 2012

ESTAMOS NA BANCARROTA

A afirmação não é minha mas sim da senhora ministra da Justiça, que justificava assim a necessidade do corte dos dois subsídios aos funcionários públicos e pensionistas.

Disse a ministra que percebe a “dor” e que é impossível não o perceber quando um casal de funcionários públicos fica com menos quatro subsídios e menos 20% do rendimento. No entanto acrescentou também que «não é possível no âmbito do programa de assistência financeira nem no tempo exigido pelo programa de assistência financeira» porque «o país chegou, de facto, à bancarrota».

Estas afirmações acompanham uma inadmissível sentença na boca de um membro do governo, ao afirmar que um chumbo do Orçamento de Estado pelo Tribunal Constitucional (TC) «traria consequências complicadas para a sustentabilidade de Portugal».

Este condicionamento dos membros do TC, ao acenar com uma catástrofe para o país, é simplesmente contraditória com a independência dos juízes do TC, e a separação de poderes, desde logo ameaçada pelo método de escolha dos mesmos, como está a acontecer neste preciso momento.

O governo de que faz parte a ministra Paula Teixeira da Cruz, devia ter ponderado muito bem antes de se decidir pelos cortes selectivos dos subsídios aos funcionários públicos e pensionistas, e não teria ido claramente contra a Constituição, como obviamente o fez. O chumbo pelo TC é inevitável, e se porventura não acontecer, será o descrédito total da instituição, ficando provada a dependência deste órgão ao poder político que nomeou a maior parte dos seus membros.

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Justiça e Política de Braço Dado

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By Palaciano

terça-feira, julho 05, 2011

NOTÍCIAS CLARIFICADORAS

Desde há algum tempo a esta parte temos assistido à resistência de alguns países em ajudar os parceiros mais endividados e mal governados. Muitos têm afirmado que é uma atitude difícil de explicar porque como partilhamos todos a mesma moeda, caso um país caia o efeito de dominó é mais do que possível.

O fim das "golden shares" que agora foram decretadas pelo governo ultra liberal de Passos Coelho pode abrir um pouco o véu sobre as verdadeiras intenções de quem nos empresta dinheiro, e das cedências claras que este governo está disposto a fazer, sem o dizer abertamente aos cidadãos.

Pelas exigências feitas à Grécia já muitos suspeitávamos que os empréstimos implicavam claras perdas de soberania, mas poucos imaginávamos até onde isso podia ir. Uns clamavam que não havia perda nenhuma de soberania, outros que era apenas uma cedência temporária, com o cumprimento do memorando, mas poucos afirmavam que se iria mais longe.

Uma notícia veio clarificar um pouco mais todas estas intenções e cedências, e veio precisamente da Finlândia, pasme-se. A Finlândia quer garantias para participar em novos resgates na zona euro, garantias essas que podem ser fatias das privatizações previstas para os países em dificuldades.

Pelo menos a nova ministra das Finanças finlandesa não é hipócrita como a senhora Merkel, que é contra as "golden shares" portuguesas, mas não é contra os direitos especiais detidos por entidades estatais alemãs em grandes empresas cotadas. Também se clarificam as posições de absoluta cedência de soberania deste governo.


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Galeria de Aldrabões