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sexta-feira, maio 11, 2018

QUEM APAGA A LUZ


Não me interessa que António Costa e alguns partidos políticos, e seus membros, possam ser favoráveis à OPA sobre a totalidade da EDP, porque não mudo de opinião sobre a asneira que foi a privatização da EDP-

Sinceramente acho que é um crime deixar nas mãos de privados, e neste caso nas mãos dum governo estrangeiro, grande parte da produção de electricidade e o seu transporte. A electricidade é um bem essencial, e vital, que devia estar nas mãos do Estado.

Portugal é um país pequeno mas não pode estar sujeito a que um qualquer estado estrangeiro, europeu ou de qualquer outras paragens, tenha nas suas mãos o poder de desligar o botão ou de manipular à sua vontade os preços ou os investimentos nas redes de distribuição.

Vamos lutar contra isto, mesmo sabendo que é uma luta difícil.



quinta-feira, julho 14, 2011

O INCOMPREENDIDO

Não sei muito bem porquê, mas eu sou um dos muitos que não simpatizam com o senhor Procurador-geral da República que já nos brindou com algumas atitudes que não foram nada simpáticas.

Hoje li no título de um jornal que Pinto Monteiro terá dito que “não basta combater o grande crime”, como a corrupção, remetendo outros ilícitos para uma área considerada menor. Acho que falou em crimes contra idosos, crianças e deficientes para exemplificar do que estava a falar.

Qualquer cidadão concordará que os desprotegidos e os mais frágeis socialmente devem ser protegidos e que os crimes contra eles devem ser firmemente punidos. As preocupações sociais ficam sempre bem a um procurador, mas convenhamos que muitos dos crimes praticados sobre os mais desprotegidos derivam exactamente da sua condição de desprotegidos, e das dificuldades económicas existentes, que não permitem um acompanhamento mais efectivo dessas pessoas, e da falta de autoridades e pessoal dedicado a esse acompanhamento.

É com surpresa que se vêem mais recursos ocupados com dívidas de telemóveis do que com as tais preocupações do PGR, por exemplo, mas isso não quer dizer que o enriquecimento ilícito e o crime económico não sejam também uma preocupação real, já que muita da miséria origina o aumento da criminalidade e diminui os meios humanos e materiais necessários ao seu combate eficaz.

É difícil enfrentar o crime de colarinho branco senhor procurador, mas é indispensável fazê-lo, e isso não tem sido conseguido.


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