A política pode e deve ser uma
actividade séria e de intervenção cívica em prol dos interesses da maioria dos
cidadãos, ou pode ser uma actividade indigna, quando os interesses pessoais, ou
de grupos de pressão. O respeito dos políticos ganha-se pela confiança que
conseguem conquistar, quando sabem respeitar os seus compromissos e honrar a
sua palavra.
Políticos que não respeitam a sua
palavra e os compromissos tidos para com os eleitores, descredibilizam-se e
perdem o respeito dos cidadãos. Quem nas mais altas funções do Estado
desrespeita os cidadãos deixa de merecer não só a sua confiança como também
coloca em risco a credibilidade do Estado.
O Estado português foi
desrespeitado nestes últimos dias por um jornal angolano, por inépcia dum
ministro incompetente para o cargo, por agências financeiras internacionais que
atacaram directamente o Tribunal Constitucional, e até pela Comissão Europeia
que teceu comentários impróprios sobre esta mesma instituição.
Os governantes portugueses são
hoje conhecidos pelas inúmeras mentiras com que nos brindam, para além da
reconhecida incompetência demonstrada na sua má governação, e na submissão cega
aos interesses dos nossos credores, demonstrando um desprezo completo pelas
dificuldades que o povo, que deviam servir, atravessa.
Neste momento só podemos esperar
que o governo se demita, seja demitido pelo PR, ou então resta-nos derrubá-lo
nas ruas…







