sábado, outubro 19, 2013

RESPEITAR PARA SER RESPEITADO



A política pode e deve ser uma actividade séria e de intervenção cívica em prol dos interesses da maioria dos cidadãos, ou pode ser uma actividade indigna, quando os interesses pessoais, ou de grupos de pressão. O respeito dos políticos ganha-se pela confiança que conseguem conquistar, quando sabem respeitar os seus compromissos e honrar a sua palavra.

Políticos que não respeitam a sua palavra e os compromissos tidos para com os eleitores, descredibilizam-se e perdem o respeito dos cidadãos. Quem nas mais altas funções do Estado desrespeita os cidadãos deixa de merecer não só a sua confiança como também coloca em risco a credibilidade do Estado.

O Estado português foi desrespeitado nestes últimos dias por um jornal angolano, por inépcia dum ministro incompetente para o cargo, por agências financeiras internacionais que atacaram directamente o Tribunal Constitucional, e até pela Comissão Europeia que teceu comentários impróprios sobre esta mesma instituição.

Os governantes portugueses são hoje conhecidos pelas inúmeras mentiras com que nos brindam, para além da reconhecida incompetência demonstrada na sua má governação, e na submissão cega aos interesses dos nossos credores, demonstrando um desprezo completo pelas dificuldades que o povo, que deviam servir, atravessa.

Neste momento só podemos esperar que o governo se demita, seja demitido pelo PR, ou então resta-nos derrubá-lo nas ruas…



quinta-feira, outubro 17, 2013

GOVERNANTES LIDAM MAL COM A VERDADE



Já todos falaram das mentiras que se ouviram da boca dos governantes e que estão perfeitamente documentadas.

Passos Coelho é o político que tem mais entradas no You Tube onde estão registadas afirmações que depois foram completamente contrariadas na prática, mas parece que nem assim os membros do executivo deixaram de faltar à verdade.

Claro que já sabemos que a palavra mentira na boca dos políticos foi substituída por outras expressões mais suaves, mas não passam de eufemismos, na minha opinião.

Depois de Passos a propósito dos cortes nos subsídios e nos salários da função pública, surgiu Maria Luís Albuquerque dizendo que nunca tinha tratado de swaps, logo seguida do ministro dos Negócios Estrangeiros que mentiu sobre as acções da SLN.

Agora temos mais uma imprecisão, para não dizer mentira, da ministra das Finanças que veio garantir que os cortes dos salários na função pública são uma medida transitória, quando no texto do relatório do Orçamento de Estado a medida está inscrita como medida permanente.
 
Não acreditamos em lapsos desta natureza e a própria afirmação da ministra quando diz que, “transitório não é necessariamente anual” e que a medida “durará até que tenhamos condições para pode aumentar novamente os salários dos trabalhadores do Estado”, demonstra bem o espírito que enformou a sua decisão.

CARTOON

terça-feira, outubro 15, 2013

A PIRÂMIDE INVERTIDA



Uma medida que pode parecer à primeira vista acertada, pode na realidade ser absolutamente injusta nas condições existentes.

Falo da possibilidade de serem responsabilizados simples funcionários públicos pelo atraso nas decisões. Esta alteração do Código do Procedimento Administrativo que visa a eficiência, a celeridade e a responsabilidade parecendo ser ideal, esconde algumas falhas absolutamente importantes.

Como se sabe um dos maiores problemas da máquina administrativa é a burocracia e a falta de clareza das leis, já para não falar na constante mudança das regras, por intervenção do legislador e por mudança constante de chefias a cada legislatura.

Percebe-se a intenção mas para existir alguma coerência a responsabilidade devia começar no topo, pelos decisores políticos, pelos legisladores, pelos responsáveis governamentais, pelas chefias por eles escolhidas, e só depois é que estariam aqueles que apenas cumprem e executam as ordens superiores.

Bem sei que isto é uma utopia, porque nunca teremos em Portugal algum político a ser responsabilizado pelas asneiras que tenha feito no exercício de funções, mas só assim é que as coisas mudariam.


CARTOON 


segunda-feira, outubro 14, 2013

A IRRACIONALIDADE NA ECONOMIA



Com a entrega do Prémio Nobel das Ciências Económicas a Robert Shiller, os defensores da austeridade extrema, como Passos Coelho, levaram mais uma bofetada bem assente.

O agora laureado tem manifestado a sua opinião de que a austeridade orçamental súbita e violenta empurra as pessoas para o desemprego, o que tem um forte impacto negativo na moral das pessoas, fazendo-as equacionar sobre qual o seu papel na sociedade.

Para Shiller a austeridade preenche a vida das pessoas “com nada”, e o desemprego  tem elevados custos sociais, pessoais e emocionais que em nada beneficiam a economia.

As críticas feitas pelo Nobel da Economia à austeridade que tem vindo a ser seguida na Europa, em especial nos países do Sul, não chegaram ainda às cabeças pensantes que nos esmagam a cada dia que passa, com mais austeridade como se não existissem limites para tantos cortes. Pode ser que aprendam da maneira mais difícil, e garanto que não vai ser bonito de se ver…

Nota: Creio que Passos Coelho e a sua ministra das Finanças acreditam mais em Eugene Fama, o tal que é favorável à desregulação financeira.



domingo, outubro 13, 2013

ESTOU FARTO

Estou farto de ser espoliado por governos que fazem asneiras e nunca as reconhecem, e não respeitam os compromissos que têm com os cidadãos comuns, mas que dizem estar a cumprir compromissos com quem os não elegeu. 


A pretexto da emergência nacional os cortes nos ministérios avançam a toda a força e a isso chama-se reforma do Estado, sem que ninguém nos diga com que Estado é que vamos ficar.

sexta-feira, outubro 11, 2013

O PERFIL

Será este o perfil que os portugueses exigem a um 1º ministro, ou pelo contrário será este o perfil desejável para um talhante?

quarta-feira, outubro 09, 2013

OS CHUMBOS DO TC FORAM BENÉFICOS



Enquanto o governo e os seus arautos começam a preparar o caminho a mais austeridade imposta pelo novo Orçamento de Estado que aí vem, convém deitar um olho ao comportamento da economia depois dos chumbos do Tribunal Constitucional, nomeadamente aos cortes dos subsídios dos aposentados e dos funcionários públicos.

No período subsequente aos tais chumbos o PIB nacional subiu, o que não acontecia há vários trimestres, e o governo embandeirou em arco sem nunca referir as causas desse aumento. Para alguns não são claras as razões, mas talvez as possam clarificar já após a apresentação do novo OE para 2014.

Não é preciso ser-se um génio da economia para prever que caso as medidas anunciadas e outras com que o executivo nos pretende impor de surpresa, passem no crivo do Constitucional, a economia se vai retrair ainda mais e o PIB vai descer sem apelo nem agravo.

Outras consequências serão medidas pelo desemprego, pela quebra do consumo interno e pela conflitualidade que desta vez é mesmo inevitável.


Vítor Gaspar vitimado pelo seu próprio remédio