sábado, junho 16, 2007

A SAÚDE ESTÁ DOENTE

Depois de muitas notícias más sobre a Saúde, eis que nos chega uma decisão que contraria a vontade e a política do ministro da Saúde. Foi preciso uma ordem dum tribunal para travar a fúria de encerramentos de Correia de Campos.
Tenho vindo a constatar que o ministro não tem dificuldades em comunicar com os portugueses, como afirma Marcelo R. de Sousa, ele limita-se a falar uma língua que nós não entendemos. Enquanto ele afirma que não pretende introduzir um novo imposto para a Saúde, criou e aumentou taxas para internamentos, actos médicos e internamentos. Não é um imposto nem contribui de forma decisiva para a Saúde, afirma ele, mas o que é certo é que nós pagamos e não bufamos.
O fecho de diversos serviços de Saúde, no seu entender são para melhorar a qualidade dos cuidados de Saúde, beneficiando os utentes, mas o que é certo é que ficamos cada vez mais longe dos hospitais e muitos arriscam-se a nem sequer lá chegar a tempo. Fala de veículos mais bem equipados e com tripulações à altura de qualquer emergência, mas as ambulâncias são as mesmas e na maior parte dos casos continuam a ser os esforçados bombeiros a acorrer às situações, mesmo as mais graves.
O preço dos medicamentos baixa, segundo o senhor ministro, mas os doentes pagam-nos cada vez mais caros, quando os vão aviar às farmácias, para o ministro poder afirmar à boca cheia que a factura do Estado baixou. Pudera, nós pagámos mais!
Que raio, eu sei que o português não é uma língua das mais fáceis, mas porque será que quando o senhor Correia de Campos diz uma coisa, nós verificamos que afinal fez outra? Será que falamos línguas diferentes, ou é o senhor que resolveu chamar-nos a todos SALOIOS?

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CARTOON - SAÚDE

Vladimir Morozov

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FOTOGRAFIA
Ingrida Skolmeistere

sexta-feira, junho 15, 2007

A MODERNIDADE SEGUNDO SÓCRATES

O acordo alcançado pelo governo de Sócrates com a FESAP foi mais uma machadada na credibilidade do movimento sindical em Portugal, que se mostra completamente dominado pelas influências partidárias já impossíveis de disfarçar.
A modernidade do sindicalismo, nas palavras de Sócrates, resume-se na clara dependência duma estrutura sindical, que não conseguiu demonstrar em nenhuma das intervenções dos seus dirigentes qualquer benefício para os trabalhadores que representa.
O próprio primeiro-ministro encarregou-se de desmontar a farsa ao afirmar que “parte do sindicalismo português reconhece que a promoção nas carreiras deve basear-se na avaliação por mérito”, esquecendo-se que essa era a função dos concursos, que existiam antes dele e que estão congelados por determinação do seu governo, e também se esqueceu de mencionar que a avaliação do mérito em que assenta este acordo, está em vias de ser alterada, pelo que os pressupostos do acordo também estão naturalmente em causa.
A inovação e a modernidade do acordo são uma patranha que convence apenas quem quiser ser convencido, de que existe um pote cheio de moedas de ouro no fim do arco-íris. Eu não compro a ideia, pois o que se pretende é limitar as progressões nas carreiras, com este expediente.

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FOTOGRAFIAS
Mike Reyfman

Igor P.

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CARTOON

quinta-feira, junho 14, 2007

PIADA, DE MUITO MAU GOSTO

Porque não de vinte em vinte?

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DO QUE ME LEMBREI...
Judas deixando as trinta moedas cair enquanto as recebia in In Wikipédia

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A MINHA ESCOLHA DE ONTEM

Oh meu Santo António Costa


Tu não me leves a mal


Mas levas a Socretina


P’ra Câmara Municipal

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HUMOR

Efeitos do arraial by ARMANDO SALAS Martinez

quarta-feira, junho 13, 2007

SANTO ANTÓNIO

Segundo muitos terá nascido em Lisboa em 1195, e o seu nome de baptismo teria sido Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo. Acredita-se que fosse descendente de uma família oriunda de França.
Após breve período como religioso da Ordem dos Cónegos de Santo Agostinho, ingressou, em Coimbra, para a Ordem Franciscana, que o conquistou pelo seu ideal missionário. Ao mudar de Ordem Religiosa mudou também de nome, passando a se chamar António.
Uma vez descoberta sua grande queda pela oratória e sua aptidão para o ensino, São Francisco de Assis, em pessoa, vendo a necessidade de proporcionar aos futuros missionários uma instrução que os colocasse à altura do ministério sagrado, nomeou António para a tarefa. Veio a revelar-se mais tarde um óptimo mestre de teologia, já em Itália.
Santo António veio a falecer em Arcella, nos arredores de Pádua, numa sexta-feira dia 13 de Junho de 1231.

Nota do Zé – Não sou um grande conhecedor da história de Santo António, de Lisboa ou de Pádua, consoante as versões, mas esta foi a que me chegou através dum pároco com quem troquei umas impressões sobre este personagem religioso. Achei interessante e até bastante controversa, pelo que decidi publicá-la.


Igreja de Santo António de Lisboa, Lisboa, Portugal. In wikipedia

segunda-feira, junho 11, 2007

RAPIDINHAS

Palácios e Monumentos – Tive a oportunidade de visitar dois monumentos no Dia de Portugal e, em ambos tive oportunidade de falar com funcionários e verificar, que a falta de pessoal de vigilância é ainda uma realidade apesar das promessas da ministra Isabel Pires de Lima. É espantoso que tenha sido feito um anúncio público de reforço de 500 vigilantes para o período de Junho até finais de Setembro e que ainda não tenha sido transformado em realidade. Também pude constatar que as leis orgânicas ainda não tiveram efectividade, pois ainda há serviços que não mudaram de tutela apesar do que está determinado, pois a transição ainda não se efectuou, com todos os inconvenientes que daí decorrem.

O Bispo Vermelho – D. Manuel Martins foi condecorado no dia 10 de Junho por Cavaco Silva a quem dirigiu duras críticas enquanto governante. Barafustou e discordou publicamente de algumas políticas e realidades enquanto bispo de Setúbal mas mereceu a grã-cruz da Ordem de Cristo, apesar ou por causa disso mesmo. Das suas declarações ficou esta frase.” Diante dos homens, sempre de pé. De joelhos só perante Deus.”

Citando o DN de 11/06 – “O consulado em Roterdão está sem cônsul e não prestam informações. É o organismo público português que pode prestar apoio social aos emigrantes. Dizem que não têm meios financeiros e aconselham as pessoas em apuros a ficar o tempo suficiente para pagar a viagem de regresso.” Só acrescentaria que nem no tempo da “outra senhora” era assim, o repatriamento era normal, embora depois pudesse vir a ter consequências.

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FOTOGRAFIA DE S. ANTÓNIO (?)
Igor Zenin

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CARTOON INTERNACIONAL
Estão lá preocupados, ganham milhões! - In Cartoonices

Chris Madden

PORTUGAL ESTÁ DOENTE

A frase pode parecer excessiva, mas já é consensual na sociedade portuguesa a ideia de que a saúde dos portugueses está cada vez menos assegurada devido às medidas que este governo tem vindo a impor nestes últimos dois anos.
O conceito de “tendencialmente gratuita” de que fala a Constituição portuguesa, é um mero eufemismo porque na realidade a saúde é cada vez mais, paga na sua quase totalidade pelos cidadãos utentes, directa e indirectamente. Não pagamos apenas as taxas, os medicamentos e os actos médicos como ainda descontamos uma parte substancial dos nossos vencimentos para, entre outras coisas, a saúde.
Sempre que ouvimos falar numa qualquer comissão de especialistas, ou num estudo encomendado pelo ministério da Saúde, sabemos que Correia de Campos vai fechar alguns serviços, aumentar medicamentos ou implementar mais alguma taxa. Ele diz-nos sempre a mesma coisa, que quer melhorar as condições de atendimento e a qualidade dos serviços, ainda que as listas de espera aumentem, a distância a percorrer seja maior ou o custo seja superior ao anteriormente praticado e muito acima das possibilidades dos pobres doentes.
A racionalização de meios de que fala Correia de Campos está a revelar uma ideia abjecta deste governo, de que a Saúde pode ser um negócio altamente lucrativo, atente-se nas intenções já manifestadas por alguns grupos económicos em abrirem serviços privados onde o Estado teimou em encerrá-los por não se justificarem.
É uma vergonha o que se passa no sector da Saúde em Portugal.

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FOTOGRAFIAS E ÓCULOS
TrecePintor

Medichi

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CARTOON
Parece a reforma da Função Pública

domingo, junho 10, 2007

AO DOMINGO, A DIFERENÇA


India, 2003
Photograph by William Albert Allard

Festive lights bring a bit of sparkle to a slum in an Indian city.
Although India’s constitution forbids caste discrimination, Hinduism’s rigid social codes continue to govern daily life for 80 percent of the population. One out of six Indians is born to the achuta, or Untouchable caste, which governs where they live, what work they perform, and with whom they may socialize.
(Text adapted from and photo shot on assignment for, but not published in, "Untouchable, " June 2003, National Geographic magazine) . Mais em link


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BELEZA EM TONS DE AZUL

Blue by Ida Bjørvik

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À DESCOBERTA PELO ESPAÇO
Trailing fire, Space Shuttle Atlantis roars toward the sky on mission STS-117. Below it can be seen the lighting mast atop the fixed service structure. Photo courtesy of Reuters.

Billows of smoke stream away from Launch Pad 39A as Space Shuttle Atlantis lifts off on-time at 7:38:04 p.m. EDT on mission STS-117. STS-117 is the 118th space shuttle flight, the 21st flight to the station, the 28th flight for Atlantis and the first of four.


Para mais informação siga o link

sábado, junho 09, 2007

EXPLIQUEI-ME MAL ?

Não sou um grande adepto de estatísticas e, por princípio, só as tomo em consideração quando há uma correspondência com aquilo que vejo ao meu redor ou tomo conhecimento por fontes que reputo de fiáveis. Digo isto porque há números e sondagens que são brandidos isoladamente e que visam apenas fins que eu não reputaria de sérios.
Sérios e graves são os números dos despedimentos colectivos, que dispararam nestes últimos dois anos, e os números globais do desemprego, que são o retrato duma realidade bem triste. Vem isto a propósito duma mensagem de correio electrónico que recebi dum reputado economista, que eu já critiquei usando o mesmo processo, que me veio congratular por eu ter mudado (?) de atitude, por ter mostrado abertura para discutir a flexisegurança.
Lamento desiludir o senhor economista, que leu obviamente dois dos meus últimos postes sobre o assunto, mas ou me interpretou mal ou eu expressei-me mal. Ao admitir que temos de discutir a flexisegurança, fui bem claro em que era imperioso discutir a segurança, porque a flexibilidade laboral já está aí, sem nunca ter sido verdadeiramente discutida e contra a vontade da maioria dos trabalhadores. É que não faz sentido discutir um conceito com duas vertentes, quando uma é imposta e a outra não é discutida por teimosia, limitando-se o poder em a ir reduzindo a uma expressão de caridadezinha.
Não era necessário vir a OCDE dizer que as pensões de reforma vão sofrer cortes drásticos nos próximos anos, ou Poul Rasmussen afirmar que “a flexibilidade sem segurança é a melhor forma de obter empregos precários”, porque tudo isto está à frente dos nossos olhos, e só não vê quem não quer mesmo ver!

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CARTOON
Melhores que o Mestre

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FOTOGRAFIA

Kaplya_rosy

Somov Egor

sexta-feira, junho 08, 2007

HOJE, BOCAGE

Retrato próprio

Magro, de olhos azuis, carão moreno,

Bem servido de pés, meão na altura,

Triste da facha, o mesmo de figura,

Nariz alto no meio, e não pequeno.


Incapaz de assistir num só terreno,

Mais propenso ao furor do que à ternura;

Bebendo em níveas mãos por taça escura

De zelos infernais letal veneno:


Devoto incensador de mil deidades

(Digo, de moças mil) num só momento,

E somente no altar amando os frades:


Eis Bocage, em quem luz algum talento;

Saíram dele mesmo estas verdades

Num dia em que se achou mais pachorrento.


Bocage


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FOTOGRAFIA

Natalya Koretzkaya

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CARTOON
Chris Madden

quinta-feira, junho 07, 2007

PLANOS TECNOLÓGICOS


Cantaram-se hossanas quando foi anunciado o Plano Tecnológico por José Sócrates, como se fosse a verdadeira varinha do condão que iria transformar este país atrasado, num prodígio de modernismo e de sucesso. Tudo era prometido “na hora”, empresas, processos de licenciamento, certidões, matrículas escolares e sei lá o que mais.
Umas coisas foram simplificadas, logo tornadas mais rápidas, outras de tão simplificadas e facilitadas deram origem a processos fraudulentos, também por essa via facilitados e ficou-se por aí mesmo. Mas os políticos lusos, mesmo sem concretizarem as promessas e, especialmente quando as atenções do público estão viradas para matérias incómodas, são altamente criativos e apressam-se em avançar com novas promessas, embrulhadinhas em embalagens vistosas.
Agora são os computadores portáteis, a prestações, com desconto ou a baixo custo, com acesso à Internet em banda larga, também ao preço da uva mijona. A promessa é de que serão os fornecedores dos serviços de banda larga a fornecer os equipamentos. Claro que ninguém quer saber de onde vem tanta benevolência, o que importa mesmo é ter um portátil. Alguns até acreditam que as empresas cotadas na bolsa serão instituições beneméritas, porque não?
Na minha actividade, o turismo, tenho que estar actualizado e recorro com muita frequência à informação disponibilizada na rede. Hotéis, roteiros turísticos, espectáculos, eventos e museus, são alguns dos temas de busca. Em quase todos os países europeus encontro com alguma facilidade informação abundante e de qualidade, já em Portugal não acontece o mesmo, os sites estão muitas vezes desactualizados, as respostas às minhas perguntas ou chegam tarde ou nem chegam e quanto aos museus e monumentos, especialmente estes últimos, quase nada.
Pergunto-me se este foguetório todo não é apenas isso mesmo. Não há conteúdos nacionais nem a nível do ensino nem da cultura. Será que com esta medida vamos ter uma abundância de conteúdos? Ou será que vai ser apenas um óptimo negócio para as empresas fornecedoras dos serviços de banda larga?
Vamos esperar para ver, como o S. Tomé de Boliqueime.


Um bom site francês sobre museus http://www.rmn.fr/


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REUNIÃO DOS G - 8

Rainer Hachfeld
A noite foi inesquecível...Durão Barroso foi o primeiroa ser chicoteado...não há mais fotografias da festa...
Picado do Cartunes e Bonecos


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FOTOGRAFIA DE VIAGENS

O verdadeiro deserto by troofel

quarta-feira, junho 06, 2007

FORTES RAZÕES PARA UMA GREVE

Hoje o Zé Povinho, este que bateu estas linhas no seu velho teclado para os que ainda têm pachorra para o aturar, viu um artigo da Reuters que o fez repensar todas as teorias conhecidas, para justificar uma greve.
A notícia tem origem na África do Sul e reflecte os motivos apresentados por uma federação de sindicatos para uma greve, salientando que as duras condições de trabalho que são impostas aos trabalhadores, são responsáveis por…
Não vos vou dizer mais, porque quero que leiam a notícia. Mais, por solidariedade para com estes trabalhadores, e pelos motivos por eles invocados, hoje, o meu post diário terá características únicas susceptíveis de chocar os meus leitores habituais.

*A NOTÍCIA CITADA*

Strikers have new gripe--no sex

JOHANNESBURG (Reuters) - South African workers striking over pay and benefits have a new complaint -- they no longer have the energy for sex.
Monroe Mkalipi, a regional chairman of the powerful COSATU federations of trade unions, complained that work conditions are so tough workers can't perform in the bedroom.
"The harshness that we have in all our workplaces is so severe to such a point that when you get home at night it becomes a problem expanding our families," the SAPA news agency quoted him as saying.
Public sector workers are negotiating with the government to increase pay for the first time since 2004.

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À FRESQUINHA
NEAS

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HUMOR PICANTE

La chimie amusante... by Dany

terça-feira, junho 05, 2007

DE VOLTA À FLEXISEGURANÇA

Mesmo sabendo que este tema é controverso e que muitos não estão dispostos a discutir este assunto, porque estão completamente contra, ou porque não acreditam em importações de sistemas, porque estamos em Portugal e o conceito apenas é viável na Dinamarca por questões culturais e outras, decidi voltar “à vaca fria”.
Eu também não acredito em promessas de políticos portugueses, pelo menos daqueles que têm partilhado funções governamentais, por princípio, por experiência e por feitio. Mas a realidade é que este tema vai ser discutido a nível da presidência europeia e uma recusa em discutir o assunto, dará ainda maior liberdade a que decidam por nós e com toda a certeza contra nós.
Quem manda e quem pode, políticos e empresários, defendem uma ainda maior flexibilidade nas relações laborais, entenda-se despedimentos, mas afirmam-se defensores da flexisegurança, embora joguem, também eles com o argumento da impossibilidade de importar um sistema na íntegra, dizendo que terá de ser adaptado. A tradução para a realidade é flexibilidade sem segurança.
Se os trabalhadores se recusarem a discutir o assunto, eles ficam sozinhos e avançarão com os seus intentos. Por outro lado, os trabalhadores podem entrar também nesta discussão, tomando a liderança no processo exigindo que sejam colocadas sobre a mesa as condições que governo e patronato estão dispostos a criar para o viabilizar este conceito.
Não se pode vencer estando sempre à defesa, há alturas em que é preciso jogar ao ataque e anteciparmo-nos aos adversários, se não queremos ser cilindrados. Se para eles é inevitável caminhar-se neste sentido, que avancem com propostas para o aumento da segurança social, que é uma das componentes do problema e aquela que eles mais têm atacado, reduzindo-a substancialmente nos últimos dois ou três anos.

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FOTOGRAFIA
stеin

basile
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MAIS UM PAR
Pois é! Lá fui eu agraciado com mais um par de tomates, desta vez por parte do Ludovicus do Momentos & Documentos. Estou muito agradecido e espero não defraudar a confiança que em mim depositou, já que eu sou reconhecidamente. um pouco teimoso e imprevisível. Só posso prometer uma coisa: continuarei a ser o mesmo!
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CARTOON
Alturas

segunda-feira, junho 04, 2007

CONFIANÇA POLÍTICA

Já tenho falhado algumas intervenções de Marcelo Rebelo de Sousa na RTP 1, contudo no passado domingo, ao jantar fui brindado com as suas dissertações sobre a o país político que temos.
Confesso que não lhe prestei grande atenção mas retive a sua opinião sobre um assunto que já abordei algumas vezes e que me valeu alguma bordoada. O professor criticou um dirigente socialista que afirmou que o cargo técnico do professor Charrua era de confiança política.
Percebo Marcelo R. de Sousa, querendo retirar as atenções do povinho dos inúmeros cargos que estão preenchidos por nomeações claramente de confiança política, quer por este governo quer pelos anteriores. Ele aliás foi directo ao ponto, aludindo de imediato à avaliação do desempenho e da possibilidade de ficar inquinada exactamente pelo excesso de cargos de nomeação política.
Marcelo, Sócrates e companhia não o querem admitir, mas a verdade é que são mais do que muitos os lugares de chefias de serviços da administração pública central e local ocupados por pessoal da total confiança política dos governos, e não por particular competência nas áreas da sua intervenção.

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FOTOS DE BICHINHOS CURTIDOS
MEISONS

Leirvik

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CARTOON

domingo, junho 03, 2007

VAMOS FICAR INDIFERENTES ?

Em Portugal tem-se discutido e continuam ainda a ser tema de debate entre pessoas ligadas ao mundo laboral, a flexisegurança e a Europa social. De um lado temos os políticos e os empresários a argumentar com a globalização, e o aproveitamento das oportunidades que daí podem advir, e com a competitividade e o aumento de produtividade como meios para alcançar uma melhor performance da nossa economia. Do outro lado da barricada temos os que trabalham por conta de outrem e a realidade das fragilidades dos sistemas de protecção social, que cada vez dão menos garantias e menor protecção quer na doença, na educação ou na velhice.
Chegados aqui aparece a palavra, mágica para alguns, que é a flexisegurança e o exemplo gasto de tanto uso da Dinamarca. Já uma vez provoquei aqui uma discussão acesa sobre a possibilidade de este sistema poder ser importado na sua totalidade, e as críticas chegaram de ambos os lados da barricada, como aliás eu esperava.
Para a presidência portuguesa da União Europeia está agendado este debate, e vamos ter os especialistas, os economistas e os políticos a defenderem a flexisegurança, como cura para todos os males da economia europeia, mesmo aqui nas nossas barbas.
Quais vão ser as garantias de segurança é que esses senhores nos vão dar, se agora são os primeiros a aplaudir os maiores cortes a que assisti desde o 25 de Abril? É que vão ser precisamente os que instituem e aplaudem os cortes nas regalias sociais que vão discutir e recomendar a flexisegurança. Será que os portugueses e os restantes europeus vão assistir de braços cruzados e sem reacção à discussão deste tema?
Espero que agora alguém entenda porque é que disse que podíamos importar o sistema da Dinamarca. É que eu só admitia o bolo inteiro e não apenas as migalhas que nos vão querer impingir.


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A MINHA ESCOLHA DE HOJE
O artigo completo

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FOTOGRAFIAS - NATUREZA

r17

Kned

sábado, junho 02, 2007

DA CRÍTICA AO APLAUSO

Já desanquei aqui alguns artigos de jornais, nomeadamente do DN, mas hoje venho aplaudir um artigo de António Perez Metelo, penso que inspirada numa palestra de Carlos Alberto Júlio.
O artigo que menciono diz a dado passo “só se constrói um clima dinâmico de abertura a sucessivas mudanças e ganhos de produtividade com relações laborais fortes baseadas na valorização individual e colectiva. Não só em termos monetários.” Acrescentando mais para o fim “mas o que não pode faltar é um quadro de relações laborais, simples e claro, que incentive quem aposta no capital humano em vez de dar sinais de apoio a quem joga no toca-e-foge de empregados baratinhos de contratar e despedir”.
Ontem o redactor principal do DN, António Perez Metelo veio ao encontro de quase tudo o que venho defendendo por aqui, que se resume à valorização do capital humano, ao pagamento de salários compatíveis com a qualidade do trabalho, à formação contínua e às relações laborais estáveis. Estes são alguns ingredientes que têm sido desvalorizados fazendo com que haja um desperdício imenso de experiência, do investimento em formação, que resulta sobretudo da alta rotatividade de pessoal com um único objectivo, que é o de obter mão-de-obra cada vez mais barata.
Critico muitas vezes artigos de imprensa, por isso não seria justo deixar passar este artigo sem manifestar o meu aplauso. Espero que muitos empresários e dirigentes deste país o tenham lido, a bem dum melhor clima laboral.

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FOTOGRAFIA
Delightful Spiral by LaNoyee

Twelve past nine by Mowiestar

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Sgt. Pepper's - 40anos

goguetoons

sexta-feira, junho 01, 2007

POUCAS PALAVRAS

O analista

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STAR WARS - PORQUE GOSTO


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CURIOSIDADE

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O facto de se contratarem familiares para fazer trabalhos que qualquer jovem de 14 ou 15 anos faz com uma perna às costas, com um salário destes, é uma mera coincidência em Portugal.

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CARTOON
Com…Tradição! by Ferreira dos Santos