Isabel Jonet cometeu um erro de
palmatória num programa televisivo quando, talvez involuntariamente, misturou a
sua condição de presidente do Banco Alimentar com a opinião política enquanto
cidadã dum país livre e democrático, e o erro não é fácil de remediar.
A opinião pública é muito
sensível, em tempos de crise, ao tema da pobreza e do desemprego, e a líder
duma entidade virada para a acção social e dependente do voluntariado e das
doações dos cidadãos devia compreender que, nessa condição específica, deve ter
a preocupação de unir e nunca a de eventualmente dividir opiniões.
A opinião da cidadã Isabel Jonet
é que foi debatida nas redes sociais, mas os danos desta intervenção pouco
avisada, podem recair sobre uma instituição, que apesar de ser dirigida por
pessoas que podem errar como todos os humanos, tem uma função tanto mais
importante quanto maior for a crise que estejamos a passar.
Lamento mais uma vez a tentativa
de explicações da presidente do Banco Alimentar, que apenas serviu para
salientar a sua opinião, que é muito discutível, e não para acabar de vez com a
polémica. O silêncio talvez tivesse sido mais útil nesta ocasião.




