Tudo foi despoletado pela
intenção do governo de cortar 4 mil milhões de euros da despesa pública, sem
que fosse apresentada uma razão para tal. De seguida o governo veio afirmar que
os cortes seriam nas funções do Estado, nomeadamente na educação, na saúde e na
Segurança Social.quarta-feira, janeiro 23, 2013
PESSOAS E NÃO NÚMEROS
Tudo foi despoletado pela
intenção do governo de cortar 4 mil milhões de euros da despesa pública, sem
que fosse apresentada uma razão para tal. De seguida o governo veio afirmar que
os cortes seriam nas funções do Estado, nomeadamente na educação, na saúde e na
Segurança Social.sábado, julho 25, 2009
SIADAP - UM DEGRAU ABAIXO
O Governo de José Sócrates gaba-se da introdução do sistema de avaliação do desempenho da Função Pública, que conhecemos com a designação de SIADAP. Siglas e anúncios pretensamente reformistas são uma das características do executivo que estabeleceu a propaganda como arma de afirmação junto da opinião pública.
Quando se ouve um secretário de estado da Administração Pública afirmar que mais de 90% dos funcionários foram avaliados, ficando de fora apenas os professores, e ao mesmo tempo aponta o número de “perto de 300 mil funcionários avaliados em 2008”, estamos perante um erro, ou uma farsa, já que o número global de 750 mil funcionários é da própria Administração Pública. A percentagem apurada peca por evidente defeito, ainda que seja apenas um pormenor de pouca importância nesta matéria.
A avaliação do desempenho, segundo as normas do SIADAP, veio apenas colocar as classificações noutros patamares, e teve o cuidado de beneficiar convenientemente os próprios avaliadores, ainda que afirmando-se a pés juntos que é uma medida justa que pretende premiar o mérito dos que verdadeiramente se esforçam e se empenham.
Os Muito Bons e Relevantes, deixaram de estar ao alcance de quem não está encostado às chefias, onde passou a prevalecer o Bom, já que há que satisfazer a clientela considerada fiel, que além de subir vertiginosamente na carreira ainda pode abichar uns prémios de desempenho que ajudam muito à fidelidade às chefias.
O funcionário comum, que se dispensa de tecer elogios imerecidos às chefias e que coloca os interesses do serviço e dos utentes à frente das vaidades e teimosias das chefias, ou é bafejado pelo acaso, o que é pouco provável, ou então tem que contentar-se com subidas de 10 em 10 anos, se continuarem a ser obrigatórias, o que também não é garantido.
Publiquem-se as classificações dos funcionários de cada serviço, e os prémios de desempenho atribuídos à porta de cada ministério, com a devida menção do organograma do serviço, e ver-se-ia até onde aguentava a credibilidade dos defensores do sistema vigente. Seria edificante, muito edificante, podem crer.

sexta-feira, maio 08, 2009
QUEM ACREDITA EM OVNIS?
Estamos a atravessar uma grave crise económica, não é novidade para ninguém, e estão identificados os erros cometidos, o modo como se cometeram, as entidades culpadas e as entidades que sendo responsáveis por conter os excessos praticados, não actuaram devidamente e deixaram que tudo acontecesse.
Pois bem! Começando pelos bancos e demais entidades financeiras, temos que são agora a primeira preocupação dos governos e os destinatários das maiores ajudas
Como não acredito em seres extra terrestres, se o dinheiro saiu de um lado, quer dizer que foi parar a outro, o que significa tão simplesmente que para além das más práticas, ainda temos um outro pormenor de que se não fala muito, que é o destino que levou o dinheiro e quem beneficiou com isto tudo.
Porque existem e estão devidamente identificadas as entidades que deviam vigiar o bom funcionamento das instituições financeira, e porque são entidades com responsáveis especialmente bem pagos para defenderem os cidadãos, afinal quem lhes paga os vencimentos, porque é que eles não são exemplarmente responsabilizados? E os responsáveis políticos, que são responsáveis pela nomeação e exoneração dos responsáveis destes órgãos de fiscalização o que é que têm a dizer aos cidadãos?
Com tudo isto quero dizer muito simplesmente que todo o sistema falhou rotundamente, o sistema a que chamamos de capitalismo falhou, e pelo que vamos vendo, não só ficam impunes os responsáveis pela situação, como se protegem as entidades que estão envolvidas no caso, e os que lucraram, bastante como se constata, como se tudo tivesse acontecido por obra e graça de alguma “entidade superior”, quiçá alienígena que se esfumou entretanto.
As consequências são dramáticas para muitos, que perderam casas, carros, empregos, negócios, como podemos ouvir todos os dias em todo o lado. Será que os que nos governam, um pouco por todo o mundo não têm um pingo de vergonha, e deixam de julgar que os cidadãos “engolem a crise sem culpados”?


