domingo, dezembro 15, 2013

PRIVATIZAR SAI MUITO CARO



Durante muitos anos e diversos governos muitos políticos tentaram fazer-nos crer que a privatização das empresas públicas iria ser benéfica para economia e para os cidadãos, e a concorrência aparecia sempre na argumentação, ainda que o país não tivesse dimensão para a concorrência em muitos dos negócios a privatizar.

Como convém nestes casos, as privatizações recaíram sobre as empresas que davam lucro e proporcionavam receitas ao Estado, e o encaixa de capital foram sendo delapidados pelos governos que faziam as tais privatizações. A EDP, A GALP, a ANA, a REN, e outras mais, passaram para os privados, em certos casos para empresas estatais de outros países, e mesmo assim o país continuou a aumentar a sua dívida.

Os cidadãos em nada beneficiaram com as privatizações, nem pelos preços dos serviços prestados, que dispararam, nem pela concorrência pois os preços continuaram a estar demasiado concertados para que alguém acredite em concorrência.

Com tudo isto houve algo que os políticos e os economistas nunca nos disseram, que é o facto de que sem as receitas que estas empresas, que foram privatizadas, o Estado para se financiar teve de subir impostos para cobrir a falta das mesmas. Ficámos a saber quem lucrou ficando com negócios rentáveis e quase monopolistas, e também é fácil deduzir a quem saiu a fava e terá que pagar o pato.


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sábado, dezembro 14, 2013

MAIS UMA MENTIRA

Mentir é feio, dizia eu há muitos anos atrás aos meus filhos, procurando fazer deles homens e mulheres em quem se pudesse confiar. Faz parte da educação que os pais podem e devem dar aos seus filhos, para seu bem e para o bem da sociedade.

Desde o meio do Verão passado, pelo menos, ouvimos os senhores governantes e alguns analistas próximos do governo, proclamarem aos quatro ventos que devido às políticas implementadas, e recusaram sempre o factor sazonal e a imigração como motivo para os números pífios de diminuição do desemprego.

A verdade não tardou a evidenciar-se e os números mostram que o emprego teve uma queda homóloga de 2,4% no 3º trimestre deste ano, números só ultrapassados por Chipre, Grécia e Espanha.


Os tais sinais ténues de retoma do emprego eram um barrete e na boca de quem tem informação privilegiada e dados actualizados, as afirmações de optimismo eram mentiras premeditadas.


quarta-feira, dezembro 11, 2013

JÁ NÃO HÁ PACIÊNCIA



Num dia vem a chefe do FMI, Christine Lagarde alertar para os perigos do excesso de austeridade nas ajudas a Portugal, para logo no seguinte vir um subalterno dizer que o rumo de austeridade é para manter.

Por cá também temos os mais troikistas que a troika e aqueles que por vezes dizem que basta de austeridade. Não há quem aguente este diz que disse, até porque o governo já foi longe demais nesta receita que atirou Portugal para os níveis anteriores ao início do século.

Na minha terra diz-se que quando há quem não veja que está a mais, a única solução que os outros têm é a de correr com eles. A troika estrangeira está a mais e a troika nacional também, por isso temos de correr com eles das nossas vidas, n em que seja à pedrada…  


segunda-feira, dezembro 09, 2013

OS REFERENDOS



Não é uma prática habitual em Portugal fazerem-se referendos, ao contrário do que se passa noutros países, como a Suíça por exemplo.

A ideia mais recente de fazer um referendo partiu dum grupo de deputados do PSD, e o motivo desta proposta deve-se ao facto de os deputados do PSD não terem sido mandatados eleitoralmente sobre o tema da co-adopção de crianças por homossexuais.

É curioso o interesse súbito dos deputados do PSD pela fórmula do referendo, que foi recusado em casos como a integração europeia ou a entrada no euro, para dar apenas dois exemplos de assuntos muito importantes.

A hipocrisia política que está contida nesta proposta de referendo, e o motivo aduzido: a falta de mandato eleitoral para este assunto em concreto, fazem com que a política cada vez mais deixe um odor nauseabundo no ar…



sexta-feira, dezembro 06, 2013

ESTADO ENDIVIDA-SE PARA DESPEDIR



Quem não se lembra dos senhores que alinham com os subscritores do pacto que nos fez ficar ainda mais dependentes dos interesses estrangeiros, que disseram que o Estado não tinha dinheiro nem para pagar salários e pensões, e que agora dizem que não há margem para aliviar a austeridade?

Pois os mesmo senhores que dizem tudo isto vêm agora aprovar que o Estado se endivide para pagar as indemnizações por despedimentos sem justa causa, de funcionários públicos e dos trabalhadores dos Estaleiros de Viana do Castelo.

Não há dinheiro, dizem eles, mas entregam a pataco empresas lucrativas e desmantelam outras que ainda há pouco deixaram afundar por má gestão e por inércia política, para não falar de outras coisas mais escuras que se ouvem por aí.


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terça-feira, dezembro 03, 2013

UMA ESPERANÇA EM TEMPOS CONTURBADOS

Em tempos conturbados onde o descontentamento é grande e o poder ignora as necessidades do povo, este documentário vem mesmo a calhar, mesmo que em castelhano.

domingo, dezembro 01, 2013

ÉTICA A NICÓMACO



O livro intitulado "Ética a Nicómaco" é da autoria de Aristóteles e foi dedicado ao seu pai, cujo nome era Nicómaco. Esta é a principal obra de Aristóteles sobre Ética e é constituída por dez livros, onde Aristóteles é como um pai que está preocupado com a educação e felicidade do seu filho, mas também tem por objectivo fazer com que as pessoas pensem sobre as suas acções, colocando assim a razão acima das paixões, procurando a felicidade individual e colectiva, porque o ser humano vive em sociedade e as suas atitudes devem ter em vista o bem comum. Nas obras aristotélicas, a ética é vista como parte da política que precede a própria política, e está relacionada com o indivíduo, enquanto que a política retrata o homem na sua vertente social.

Para Aristóteles, toda a racionalidade prática visa um fim ou um bem e a ética tem como propósito estabelecer a finalidade suprema que está acima e justifica todas as outras, e qual a maneira de alcançá-la. Essa finalidade suprema é a felicidade, e não se trata dos prazeres, riquezas, honras, e sim de uma vida virtuosa, sendo que essa virtude se encontra entre os extremos e só é alcançada por alguém que demonstre prudência.

Esta obra foi muito importante para a história da filosofia, uma vez que foi o primeiro tratado sobre o agir humano da história.